terça-feira, 28 de abril de 2015

Amstel


Hora de botecar pelo Rio de Janeiro e a escolhida foi mais uma cerveja internacional 'popularizada' nas mãos da Heineken: Amstel.

Além da Amstel (holandesa), a Heineken está vendendo no Brasil garrafas de 600 ml retornáveis da Sagres (portuguesa) desde o ano passado. São duas lagers leves, límpidas e refrescantes, com amargor muito baixo e que fazem parte de seu portfólio global. Não oferecem grandes desafios ao paladar e ao olfato, mas são agradáveis, fáceis de beber, e cumprem bem a função de matar a sede. 

Sinceramente, na humilde opinião deste blogueiro metido a besta, trazer estas marcas para o Brasil é uma estratégia da Heineken para disputar mercado com as cervejas de massa, pois a grande maioria dos consumidores não bebem Heineken por ser 'amarga demais'.

Amstel
A história da cerveja holandesa Amstel teve início no dia 11 de junho de 1870, quando a cervejaria começou a ser construída na cidade de Amsterdã. A cervejaria foi idealizada por dois empresários da cidade, Jonkheer de Pesters e J.H. van Marwijk Kooy, em virtude da alta popularidade da cerveja da região da Bavária na Holanda, que na época possuía aproximadamente 560 cervejarias espalhadas pelo país. Apesar da enorme concorrência, a cerveja foi lançada no mercado como AmstellL Lager Beer, tendo seu nome inspirado no Rio Amstel, onde estava situada a cervejaria e de onde era retirada a água para sua produção. As cores vermelha e branca foram adotadas por serem as cores da cidade de Amsterdã. Como diferencial, a nova empresa dedicou-se à fabricação de cerveja tipo pilsener, cuja produção trazia uma complicação técnica que reduzia o número de fabricantes a menos de uma dezena: o produto precisava ficar armazenado por dois meses sob temperaturas próximas à 0 graus. Para isso, a Amstel retirava gelo dos canais de Amsterdã durante o inverno, e o armazenava em locais cercados por muros duplos para utilização no resto do ano. A cervejaria livrou-se da dependência do rigor do inverno só uma década mais tarde, quando instalou sua primeira máquina de gelo.
Em 1968, a Amstel foi adquirida pela Heineken International, sua principal rival no mercado holandês. Pouco depois, em 1972, a cervejaria de Amsterdã foi fechada e a produção transferida para a fábrica da Heineken em Zoeterwoude.

Como se trata de uma SAL, praticamente não vai mudar muito das suas concorrentes: cerveja de cor dourada, translúcida, com espuma de curta duração e formação. Bem leve no aroma, sabor e no corpo, como esperado. Um pouco mais maltada e amarga para o estilo. Carbonatação média.

Conclusão: A Amstel fica entre as populares (Brahma/Antartica) e a Heineken em todos os quesitos. Seria um bom meio termo para quem quer algo com mais sabor. Entretanto, em alguns lugares, o custo-benefício não pode compensar.

INFORMAÇÕES
Amstel
Estilo: Standard American Lager
Álcool: 4,8%
Cervejaria: Cervejaria Heineken
País: Brasil
Comprada em: Há Controvérsia - Rio de Janeiro
Preço: Uns R$ 8,00

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