Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

domingo, 30 de abril de 2017

Comida di Buteco 2017: Folia do Boi


Repetindo a saga realizada nos anos anteriores, o tour por alguns botecos participantes do Comida di Buteco no Rio de Janeiro é algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento. 

7) Folia do Boi Veja como chegar

Petisco: Sabor Inevitável
Descrição: Paleta bovina, corte de carne de sabor marcante, marinada na cerveja, vinho e ervas por 24 horas com bacon, champignon e cenoura. E para completar e harmonizar o petisco cebola palha frita e farofa de ovos.

Consolidado no mercado há 16 anos como buffet especializado em churrasco, o Folia do Boi resolveu expandir seus horizontes há 2 anos com a inauguração de seu próprio restaurante, bem no coração do Cachambi. Este novo desafio é fruto do sonho do casal Ana e Alexandre, sócios do Folia do Boi, que chegaram a esta decisão após uma série de eventos que culminaram num pensamento antigo, mas que sempre fará sentido: não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Com um cardápio repleto de bons pratos e petiscos, se destacam o Churrasco Misto Folia do Boi e o Galeto na Brasa.

A apresentação é bem semelhante da imagem promocional, o atendimento é bem acima do esperado (explicação nos comentários) e as bebidas estão sempre geladas, sem carta de cervejas artesanais. Esse é um petisco que deixa com gosto de quero mais, pois a paleta é bem temperada, com o caldo servindo muito bem para dar aquela 'bezuntada' na farofa de ovos. O gosto do champignon não fica marcante no molho, não se preocupe. Agora, a cebola palha que é o grande destaque do petisco. Parece que é cortada por um samurai de tão fina que é, resultando numa cebola palha frita sem aquele sabor indesejado de gordura.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Duas (observação: peça pra caprichar na farofa)
Bem servido? Sim
Preço: $25,90
Custo-benefício: Alto
Resultado: Parada obrigatória =D
Comentário: Novamente, terei que quebrar meu comentário em duas partes
1) Petisco: muito bem servido e bastante surpreendente. A cebola, de fato, é o destaque. Se você gosta de cebola, vai devorar de tão gostoso que ficou. Se você não gosta, não se preocupe pois aquele gosto forte de cebola não é marcante (e não deixa bafo, diga-se de passagem) e nem faz aquele 'crec' ao mastigar (sim, existem pessoas que não comem cebola por causa do barulho, acreditem)
2) Atendimento: esse é o primeiro ano de Comida di Buteco do Folia do Boi e a equipe está de parabéns, que perguntavam constantemente se o prato estava de acordo com o que esperávamos, se a bebida estava gelada e da resenha que rolou durante nossa permanência no restaurante. No final, a Sra Ana sentou na nossa mesa e contou toda a história do Folia do Boi, de todas as dificuldades de abrir o estabelecimento e de como surgiu a ideia de participar do Comida di Buteco.

Curiosidade 1: ao pedir este petisco, você ganha um desconto de 20% na próxima visita ao Folia do Boi
Curiosidade 2: o Folia do Boi fica a menos de 5 minutos a pé do Cachambeer.

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Comida di Buteco 2017: Dida Bar e Restaurante


Repetindo a saga realizada nos anos anteriores, o tour por alguns botecos participantes do Comida di Buteco no Rio de Janeiro é algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento. 

6) Dida Bar e Restaurante Veja como chegar

Petisco: Cestinha de Hauçá
Descrição: Deliciosa cestinha de arroz com carne seca, recheada de camarão e acompanhada molho a base de camarão 

No imóvel que já abrigou o Petit Paulette e, mais recentemente, o Tempero da Praça, o bar comandado pela simpática Dida, ao lado dos filhos, abriu no fim de 2015, na festejada vizinhança formada por casas como Aconchego Carioca, Bar da Frente, Noo Cachaçaria e Botto Bar. Com decoração ligada à cultura africana, o bar oferece comidas típicas do nordeste com um quê africano. O bar na beira da rua funciona na configuração atual desde dezembro de 2015 e, oferece uma vez por mês uma homenagem à um país da África com uma iguaria da região.

A apresentação difere ligeiramente da imagem promocional, o atendimento foi abaixo do esperado (explicação no comentário) e as bebidas bem geladas, com carta de cervejas artesanais. Esse petisco causa uma certa confusão de sabores, pois o arroz, o camarão e a carne seca não conversam entre si muito por conta da quantidade servida: o bolinho de arroz era muito maior que camarão e carne seca. O formato do petisco, assim como a textura (somente a textura) do bolinho, lembra um pouco aqueles bolinhos de acarajé, sem aquele cheiro enjoativo do azeite de dendê (ufa!). Senti falta de uma pimentinha pra 'esquentar' o petisco.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma
Bem servido? Mais ou menos
Preço: $25,90
Custo-benefício: Baixo
Resultado: Pense duas vezes =|
Comentário: vou ter que separar em duas partes, para não ser injusto
1) Atendimento: era o primeiro fim de semana do evento, o bar estava cheio demais e o petisco chegou quase 40 minutos depois que foi pedido. Tinha muita gente insatisfeita no local. Ou seja, não foi um bom dia para visitar e isso resultou num atendimento ruim.
2) Petisco: é um prato que tem mensagem e isso deveria ser explicado pelos atendentes, pois remete a uma comida típica da Bahia (pra quem não conhece, busque por arroz de hauçá, que é um arroz bem cozido e que leva camarão, carne seca e cebola). A ideia deste petisco é totalmente excelente e tem sabor, mas a minha primeira visita ao Dida Bar foi péssima, comprometendo a imagem que tinha do local. Espero que a próxima experiência seja melhor.

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Comida di Buteco 2017: Bode Cheiroso


Repetindo a saga realizada nos anos anteriores, o tour por alguns botecos participantes do Comida di Buteco no Rio de Janeiro é algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento. 

5) Bode Cheiroso Veja como chegar

Petisco: Vai fundo! Debaixo do angu tem carne... de porco!
Descrição: Pernil desfiado em seu próprio molho, acompanhado de polenta cremosa com queijo gratinada com provolone 

A menos de 5 minutos a pé do Maracanã, o Bode Cheiroso foi fundado quase junto com o estádio. Com mais de 50 anos de história, o nome oficial do local é Bar Macaense, mas o apelido Bode Cheiroso veio com o tempo e foi muito bem apropriado pelos donos do bar. Com aparência e cardápio típicos de um legítimo boteco carioca, o Bode Cheiroso é tocado, atualmente, com maestria pelos netos do fundador, Emanuella e Leandro.

A apresentação é bem semelhante da imagem promocional (aliás, a imagem promocional do prato do Bode Cheiroso ficou HORRÍVEL), o atendimento é acima do esperado (com o bar lotadíssimo, os garçons não deixam você na mão) e as bebidas estão sempre geladas (canela de pedreiro, trincando), com carta restrita de cervejas artesanais. Tudo é muito bem equilibrado neste petisco, tudo na medida certa. O angu estava muito bem feito e, no fundo, um pernil bem temperado com o molho quebrando o gosto do angu. Agora, surpresa mesmo foi o queijo provolone, pois combinou bem com a proposta do petisco.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma (dividir com alguém seria heresia)
Bem servido? Mais ou menos
Preço: $18,00
Custo-benefício: Alto
Resultado: Parada obrigatória =D
Comentário: poderia dizer que esse petisco não é bem servido. Não estaria mentindo. Entretanto, acredito que ele não é bem servido pelo fato de querer repetir de tão gostoso que achei. O preço dele é MUITO justo. Só senti falta de um pouco mais de pernil no fundo, mas aí é questão de gosto.
Agora, se você gosta de pimenta, o copinho que vem ao lado foi feito pra você. É só tascar umas 5 gotas pra você ficar feliz da vida.
Pra fechar, a foto promocional: sinceramente, ao ver a foto, NÃO ME DEU VONTADE ALGUMA DE PROVAR ESSE PETISCO! Só fui porque gosto muito do Bode Cheiroso e não me arrependi ao fazer essa visita.

Curiosidade: o Bode Cheiroso NÃO ABRE aos domingos =(

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Comida di Buteco 2017: Papo Inicial


Repetindo a saga realizada nos anos anteriores, o tour por alguns botecos participantes do Comida di Buteco no Rio de Janeiro é algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento. 

3) Papo Inicial Veja como chegar

Petisco: Pernil Detox
Descrição: Tirinhas de pernil ao molho de gorgonzola empanadas na aveia

Inaugurado em 2012 numa modesta loja na Rua Felipe Camarão, o bar já se tornou um dos preferidos dos frequentadores da Praça Varnhagen. Em quatro anos, o sucesso do Papo Inicial era tão grande que o espaço físico tornou-se um fator complicador para atender a clientela. A solução adotada para atender a demanda e sem sair da região foi mudar para o outro lado da Rua Felipe Camarão, exatamente em frente ao antigo estabelecimento, não perdendo sua característica principal: um ambiente aconchegante, apostando em uma decoração moderna e descontraída. Para beber, o carro-chefe é o famoso Caipilé, uma caipirinha que troca o açúcar por um picolé enfiado de cabeça para baixo no copo.

Primeiramente, vou confessar que fiquei surpreso com a inclusão do Papo Inicial no Comida di Buteco muito pelo fato de já ser frequentador do bar.. A apresentação difere da imagem promocional, o atendimento é conforme o esperado e as bebidas estão sempre geladas, com carta restrita de cervejas artesanais. Neste petisco, quem predomina no sabor é a aveia, deixando o pernil (acho que ele leva alho, importante frisar) em segundo plano. O molho gorgonzola parece estar ali meio que 'sem sentido', mas harmoniza bem no petisco. Aliás, se você for pedir outro prato, não deixe o garçom recolher a cumbuca, pois certamente vai sobrar molho gorgonzola pra você usar no seu próximo petisco.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma (talvez duas, se for um casal sem fome)
Bem servido? Mais ou menos
Preço: $18,00
Custo-benefício: Alto
Resultado: Vale a pena a visita =)
Comentário: ao mesmo tempo que o petisco não é tão bem servido em relação aos outros que já provei, o preço dele é MUITO justo, fazendo com que o Papo Inicial seja um lugar a ser visitado neste Comida di Buteco SOMENTE se você estiver fazendo uma rota. Caso contrário, pense duas vezes.
Agora, caso você resolva visitar o Papo Inicial e o vizinho Bar Varnhagem no mesmo dia, algo que acho bastante inteligente, você não terá grandes problemas: como o Bar Varnhagem tem um horário diferenciado (fecha às 19h durante a semana e às 17h no fim de semana), o horário para visitar o Papo Inicial não será um problema. Vale mencionar que a casa tem certa dificuldade em receber grupos grandes depois de um certo horário.

Curiosidade: o Papo Inicial e o Bar Varnhagem ficam a DOIS MINUTOS a pé de distância. =D

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2017: Bar Varnhagem


Repetindo a saga realizada nos anos anteriores, o tour por alguns botecos participantes do Comida di Buteco no Rio de Janeiro é algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento. 

3) Bar VarnhagemVeja como chegar

Petisco: Paleta no teu Cuscuz
Descrição: Cuscuz bem temperadinho acompanhado de paleta bovina bem molhadinha

Tradicional boteco da Tijuca, o Bar Varnhagem preserva até hoje seus azulejos brancos e lilases originais, de 1944. Os pratos, fartos, variam de acordo com o dia da semana. Às sextas, aos sábados e domingos, por exemplo, é servida rabada com agrião, batata, arroz, feijão e farofa. Também fazem sucesso a costela com aipim, os bolinhos de bacalhau e os croquetes de carne. Para beber, cervejas de garrafa, caipirinhas e caipivodcas de limão.

Após três anos, finalmente consegui visitar o Bar Varnhagem! Como o horário deles é um pouco diferenciado (para mim, óbvio), sempre foi um pouco complicado fazer uma visita ao local. A apresentação é bem semelhante da imagem promocional, o atendimento é acima da média (explico nos comentários) e bebidas sempre geladas. A carne é temperada na medida certa e vem na quantidade proporcional para a farofa, que também não deixa a desejar. Quando você menos esperar, sua cumbuquinha vai estar vazia.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma (talvez duas, se for um casal sem fome)
Bem servido? Sim
Preço: $25,90
Custo-benefício: Médio
Resultado: Parada obrigatória =D
Comentário: se você, assim como eu, é fã de pratos/petiscos que a carne leva caldo e tem aquela farofinha esperta pra dar 'aquela liga', não deixe de ir ao Bar Varnhagem. Pode ter certeza que será um petisco tão gostoso que vai sumir nos primeiros minutos e, se você for com alguém, fica a sugestão de NÃO DIVIDIR o petisco.
Motivo pelo qual o atendimento foi acima da média: quando fui pagar a conta, o Seu Antônio (um dos sócios do bar), estava explicando como fazer torresmo de pele de salmão para um cliente. Para não me deixar deslocado no assunto, ele voltou a história desde o início, fazendo com que ficássemos no bar por mais 10 minutos conversando sobre o tema.

Curiosidade: o Bar Varnhagem e o Papo Inicial ficam a DOIS MINUTOS a pé de distância. =D

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

domingo, 23 de abril de 2017

Comida di Buteco 2017: Du Moçada


Repetindo a saga realizada nos anos anteriores, o tour por alguns botecos participantes do Comida di Buteco no Rio de Janeiro é algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento.


2) Du Moçada - Veja como chegar

Petisco: Sambarroco
Descrição: Palleta suína assada, servida no próprio molho com raspas de limão siciliano, acompanhada com dedinho de milho

As instalações do restaurante são simples, mas a culinária é refinada. Com pratos assinados pelo chef Valmor Riegel (que já passou por cozinhas consagradas como as dos restaurantes Arlecchino e Hangar), o Du Moçada, na Piedade, tem cardápio sofisticado e preço em conta. O prato de maior sucesso recebe o nome do restaurante. É um bolinho de aipim e queijo recheado com queijo catupiry, alho poró e camarão. Ele ainda tem variações com carne seca e bacalhau.

Ao contrário do ano passado, não pedi pra viagem e resolvi provar o petisco dentro do boteco. A apresentação difere ligeiramente da imagem promocional (somente posicionamento dos dedos de milho, frescuragem), o atendimento acima da média (com direito a conversar por alguns minutos com Valmor Riegel, experiência única) e bebidas sempre geladas, com carta restrita de cervejas artesanais. O dedo de milho 'rouba' a cena neste prato. Sem levar farinha na receita, o aroma do dedo de milho lembra pamonha e a textura é bem semelhante a de angu. Para completar, a massa com que eles fazem os dedos de milho leva minúsculos cubos de bacon. A palleta acaba se tornando 'coadjuvante', mas com seu devido destaque quando se come junto com o dedo de milho. Aliás, o limão siciliano combinou bem com a carne de porco.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Duas (sem fome)
Bem servido? Mais ou menos
Preço: $25,90
Custo-benefício: Médio
Resultado: Vale a pena a visita =)
Comentário: é um petisco pra você saborear, pois as misturas de sabores vão causar uma bela bagunça no seu paladar. Não é um petisco pra você matar sua fome e dei azar de justamente no meu prato ter um pedaço enorme de gordura. Logo, ou você pede algo a mais (talvez o DuMoçada) ou outro Sambarroco para matar sua fome. Aliás, algo bacana que aconteceu é que três pessoas do boteco, inclusive o Valmor, perguntaram o que acharam do petisco e o que poderia melhorar, tendo em vista que ainda era o segundo dia de festival.
Ah sim: o milho que fica embaixo da bandeira não é comestível. Não cometam o mesmo erro que eu =P

Curiosidade: o Tramelinha e o Du Moçada ficam a DOIS MINUTOS a pé de distância. =D

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2017: Bar Tramelinha


Repetindo a saga realizada nos anos anteriores, o tour por alguns botecos participantes do Comida di Buteco no Rio de Janeiro é algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento.


1) Bar Tramelinha - Veja como chegar


Petisco: Cearense Arretado
Descrição: Aperitivo de aipim frito, queijo coalho, carne seca acebolada, linguiça fina de pernil acompanhados de uma deliciosa farofa cearense

Em 1992, o Sr. Silva e seu filho Marco vieram até a feira livre na Rua Tereza Cavalcante, em Piedade. Ao retornarem, pararam em um bar de esquina e, percebendo que o proprietário não era do ramo, se perguntaram: "E se esse bar fosse nosso?". No mesmo dia, chamaram o dono do bar e lhe fizeram uma proposta, mesmo sem o conhecê-lo. E o negócio foi fechado. Após muita luta e perseverança, recebemos o nome fantasia de Tramelinha, devido ao nosso tamanho em comparação ao nosso vizinho, o tradicional Tramela (Atual Barril 8000).

A apresentação do prato foi bem semelhante à imagem promocional, apesar da foto não ajudar muito. O prato é muito bem servido (isso é característico de todos os petiscos do Tramelinha), atendimento acima da média e bebidas sempre geladas, com carta restrita de cervejas artesanais. Aliás, o prato lembra muito aquelas porções mistas que a gente encontra em muitos bares no Rio de Janeiro. O molho a campanha faz total diferença. Se você gosta de comer no Centro de Tradições Nordestinas (a.k.a. Feira dos Paraíbas), peça o Cearense Arretado que você não vai se arrepender. 

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Três.
Bem servido? Com certeza!
Preço: $25,90
Custo-benefício: Alto
Resultado:  Vale a pena a visita =)
Comentários: assim como no ano passado, esse é um dos pratos mais bem servidos que já experimentei no Comida di Buteco. Tudo na medida certa. Só que, como fã de queijo, queria um pouco mais de queijo coalho. O modo com que eles serviram a carne seca não me agradou (parece que só desalgaram). Agora, o molho a campanha é muito bom e a farofa é o que mais se destaca no prato: me fez lembrar perfeitamente o tempero que minha família lá no Ceará utiliza.

Curiosidade: o Tramelinha e o Du Moçada ficam a DOIS MINUTOS a pé de distância. =D

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.