Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Comida di Buteco 2018: Bar do Momo


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

9) Bar do Momo Veja como chegar

Petisco: Eu só quero ser feliz
Misto quente de joelho de porco com creme de queijo, picles e mostarda, servido na torrada Petrópolis. Acompanha catchup de catuaba.

Informações do boteco: Localizado na esquina das Ruas Uruguai e General Espírito Santo Cardoso, o Bar do Momo existe desde 1972 e teve esse nome em razão de ter sido aberto por uma figura emblemática do carnaval - um Rei Momo. Em 1987, Antônio Lopes dos Santos, o Tonhão, adquiriu o Momo (forma carinhosa como todos se referem ao bar) e anos depois, Antônio Carlos Laffarge, mais conhecido como Toninho, assumiu a cozinha da casa, tornando o bar um dos lugares mais frequentados da Grande Tijuca. Ali sim a boemia carioca impera, pois é um boteco que só tem um balcão com banquetas, uma marquise, mesas na calçada e uma cozinha de primeira. Quando visitar, não esqueça de levar dinheiro vivo, de pedir bolinho de arroz e de provar a batida de maracujá.

Descrição do petisco: A apresentação é semelhante ao da imagem promocional, o atendimento é conforme o esperado e as bebidas estão sempre geladas, com opção para cervejas artesanais. O joelho de porco está bem sequinho, nada gorduroso. Os complementos do misto também são caprichados, pois o queijo não é daqueles que endurecem a medida que vai esfriando e não há miséria no picles. O catchup de catuaba mal provei, porque não tive muito tempo.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma com fome. Duas sem fome
Bem servido? Na medida certa
O sabor é o esperado? Sim
Surpreende ? Sim
Preço: $25,90
Custo-benefício: Médio
Resultado: Vale a pena a visita =)
Comentários: joelho de porco é algo que gosto muito de comer. Logo, é difícil ser imparcial. Ainda mais com picles, que é outra coisa que gosto muito de comer. A ideia que o Toninho teve foi excelente e tem cara de petisco de boteco mesmo. Agora, se você não for fã de picles, é melhor deixar avisado na hora do pedido porque o misto vem carregado. O catchup de catuaba, sinceramente, mal provei porque o misto estava gostoso daquele jeito, sem complemento algum. Óbvio que provei numa mordida ou outra, mas passou despercebido. Por fim, o Bar do Momo é um lugar que nunca vou para comer pouco, porque tudo que sai daquela cozinha vale a pena encarar. .
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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Comida di Buteco 2018: Bar do Mariano


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

10) Bar do Mariano Veja como chegar

Petisco: Costela em Farrapos
Costela de boi desfiada, temperada no vinho com especiarias da casa, com creme de milho feito com molho da costela, com couve, pimenta biquinho e salpicados com cubinhos de queijo coalho.

Informações do boteco: No início da década de 40 nascia o Bar Nossa Senhora da Natividade. Ao longo dos anos, Mariano Simões, filho do fundador, passou a ser a pessoa mais conhecida no lugar, a ponto de emprestar seu nome ao empreendimento — quem toca o negócio hoje é Marco André, filho de Mariano.

Descrição do petisco: A apresentação é semelhante ao da imagem promocional (mexemos no prato antes de tirar a foto), o atendimento é acima do esperado (ver comentários) e as bebidas estão sempre geladas. Geladíssimas, diga-se de passagem. O angu é feito sem tempero e não tem caroço algum. O petisco é muito bem servido de costela que, aliás, está completamente desfiada. O queijo coalho e o alho dão um toque final para satisfazer qualquer cliente.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma com fome, duas sem fome
Bem servido? Sim
O sabor é o esperado? Sim
Surpreende ? Sim
Preço: $25,90
Custo-benefício: Alto
Resultado: Parada obrigatória! =)
Comentários: olha, para os marinheiros de primeira viagem no Bar do Mariano, não esperem simpatia dos donos do bar, porque vocês não vão ter, ao contrário dos garçons, que são super simpáticos e solícitos. O atendimento de lá é show de bola e é isso o que me motiva a retornar à casa. Sempre sou muito bem atendido e sempre me é servida uma bebida extremamente gelada. Sem contar com os pratos da casa, que são simples, tem custo acessível e bem regados. Agora, sobre o petisco, sinceramente, é de tirar o chapéu. Não é a toa que o bar está sempre cheio. Fazia tempo que não comia algo tão gostoso e que lembrasse exatamente o que comia quando era criança. A combinação angu com costela é uma das melhores que existe. É um petisco democrático, que serve tanto à criançada, quanto ao casal apaixonado ou à turma da cerveja gelada. O melhor de tudo é que, se for servido no frio, será ótimo para esquentar o corpo. Aliás, vale relatar que o petisco enche o estômago, hein! Escolha o Bar do Mariano como primeiro da lista ou divida a cumbuquinha com dois ou três, caso esteja de estômago cheio. Só não deixe de ir. Ah sim, espero que a casa mantenha este petisco no cardápio por um bom tempo.
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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2018: Buteco dus Deuses


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

6) Buteco dus Deuses Veja como chegar

Petisco: Vai, Safadão!
Harumakis recheados com peito de boi desfiado. “Laranjinha” é o vinagrete especial que acompanha

Informações do boteco: No clima do Grajaú antigo, que lembra cidades do interior em ruas de casas e árvores ao pé da montanha, pertinho da entrada do Parque Estadual, há uma esquina para relaxar na varanda ou calçada, pertinho de um braseiro de onde saem alguns dos quitutes deliciosos que fazem a alegria do pessoal no Buteco dus Deuses. Antigo BarduBom, mudou de nome, mas não de dono nem de endereço. Há dois anos, a novidade foi a instalação das TVs, ligadas nas transmissões de futebol, mas os croquetes que fizeram a fama do ponto foram preservados.

Descrição do petisco: A apresentação é semelhante ao da imagem promocional, o atendimento é conforme o esperado e as bebidas estão sempre geladas. O peito de boi está muito bem desfiado (aleluia, Senhor!) e a massa do harumaki não esfarela como se vê em muitas casas de comida japonesa. O vinagrete é bem carregado na laranja, algo que meu paladar não se identificou muito bem. Tive que dispensar.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma
Bem servido? Na medida certa
O sabor é o esperado? Sim
Surpreende ? Não
Preço: $19,90
Custo-benefício: Baixo
Resultado: Pense duas vezes =|
Comentários: cara, é um harumaki com peito de boi, ou seja, nada muito o que falar. Peito de boi é uma das partes que mais gosto e, sinceramente, faltou deixar a carne um pouco mais molhada (mas entendo o risco de ficar pingando no harumaki, por isso que ele estava meio seco). Não achei que o molho a campanha (VINAGRETE NO RJ NÃO!) combinasse tanto assim, até porque investir em laranja num molho é um risco danado porque laranja azeda fácil. Talvez se tivesse o próprio molho da carne ou um teriyaki fosse mais apropriado. Caso esteja fazendo o tour pelo Grajaú, vale a visita. Agora, sair de casa somente para provar este petisco, talvez não seja uma boa ideia.
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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2018: Bar Santo Remédio


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

5) Bar Santo Remédio Veja como chegar

Petisco: Te peguei pelo pescoço 
Bolinho de carne de pescoço de peru acompanhado por ragu de lingüiça e coxa de peru, ovo de codorna estrelado, acompanhado de torrada

Informações do boteco: Em agradável esquina do bairro de ruas arborizadas e ar de cidade do interior, o boteco cheio de personalidade é comandado pelos irmãos Fátima e Luiz Bezerra. Da cozinha aparente no pequeno salão, aberto para a rua, ou circulando pelas mesas espalhadas na calçada, a dupla recebe os clientes com simpatia, em geral ao lado dos filhos.

Descrição do petisco: A apresentação é semelhante ao da imagem promocional, o atendimento é acima do esperado e as bebidas estão sempre geladas, com opção de cervejas artesanais. O bolinho de peru é muito exótico para o meu paladar, mas muito surpreendente, e o ragu de linguiça harmoniza mais com as torradas do que com o bolinho. O ovo de codorna, se você desenrolar e dependendo do movimento, tem como pedir com gema mole ou dura.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma com fome, duas sem fome (ver comentários)
Bem servido? Na medida certa
O sabor é o esperado? Não Surpreende ? Sim
Preço: $25,90
Custo-benefício: Justo
Resultado: Vale a visita =)
Comentários: mais uma vez, provando um petisco pra sair da minha 'zona de conforto' do meu paladar. Detesto pescoço. Mal tem carne e, de boa, não curto essa parte do frango/peru. Só que um bolinho de carne de pescoço me surpreendeu, pois cada bolinho é bem farto. A carne chega até ser um pouco durinha, mas nada que incomode tanto. O problema é que são três unidades, ou seja, se você for em dupla, vai ter que pedir dois ou dividir o terceiro bolinho. Agora, sobre o ragu... na boa mesmo, é para raspar o pote ou levar umas três conchas e jogar em cima do macarrão. Muito saboroso mesmo. Achei que harmoniza mais com a torrada do que com o bolinho em si. Voltaria ao bar para comer tal petisco, devidamente acompanhado, porque o petisco, o ambiente e o atendimento valem a pena.
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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2018: Zezimbar


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

5) Boteco Zezimbar Veja como chegar

Petisco: Heróis do mar, barquetas de bacalhau do zé 
Filés de bacalhau Gadus Morhua , marinados e grelhados no azeite com ervas, alho confitado, cebola e especiarias, colocados dentro de batatas inglesas assadas com casca e cobertos com purê de batatas gratinado

Informações do boteco: Especializado em frutos do mar e pratos típicos portugueses, sem deixar a carioquice de lado, o bar e restaurante Zezimbar é considerado como um bar 'Pé limpo' em Copacabana. Localizado no Polo Gastronômico do Posto 3, ao lado do Pavão Azul, a casa possui um vasto 'arsenal' de quitutes e pratos bem servidos, como como feijoada, cozido, costela no bafo, bacalhau à portuguesa, numa loja da Rua Barata Ribeiro, próximo ao metrô Siqueira Campos.

Descrição do petisco: A apresentação é semelhante ao da imagem promocional, o atendimento é acima do esperado e as bebidas estão sempre geladas, com opção de cervejas artesanais. Apesar de na foto, a batata inglesa não veio queimada. O bacalhau dentro do purê é bem saboroso e o purê é muito bem temperado. A pimenta biquinho e o alho confitado são excelentes para misturar no purê, pois deixa o sabor ainda mais interessante.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma
Bem servido? Não
O sabor é o esperado? Sim
Surpreende ? Não
Preço: $25,90
Custo-benefício: Baixo
Resultado: Pense duas vezes =|
Comentários: sejamos sinceros, este petisco remete às batatas servidas no Batata Inglesa. Eu adoro comer por lá, principalmente com recheio de carne moída ou frango ao creme. A batata é grande e vem bem recheada. O petisco do Zezimbar segue a mesma ideia, só que a batata é menor e o recheio de bacalhau veio bem reduzido. Uma pena que este petisco seja tão pequeno. Ou seja, me decepcionou. Como pontos positivos, tem a qualidade do bacalhau, o tempero utilizado e o alho confitado. Apesar do atendimento no Zezimbar ter sido de primeira, o petisco foi de segunda por não corresponder às minhas expectativas. Agora, se você já estiver por Copa fazendo a rota do Comida di Buteco, dá uma passada por lá para provar, porque o sabor em si é bem diferenciado.
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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2018: Papo Inicial


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

8) Papo Inicial Veja como chegar

Petisco: Trinacria 
Torta de arroz com aspargos em massa folhada com leve toque de creme de queijo grana padano

Informações do boteco: Inaugurado em 2012 numa modesta loja na Rua Felipe Camarão, o bar já se tornou um dos preferidos dos frequentadores da Praça Varnhagen. Em quatro anos, o sucesso do Papo Inicial era tão grande que o espaço físico tornou-se um fator complicador para atender a clientela. A solução adotada para atender a demanda e sem sair da região foi mudar para o outro lado da Rua Felipe Camarão, exatamente em frente ao antigo estabelecimento, não perdendo sua característica principal: um ambiente aconchegante, apostando em uma decoração moderna e descontraída. Para beber, o carro-chefe é o famoso Caipilé, uma caipirinha que troca o açúcar por um picolé enfiado de cabeça para baixo no copo.

Descrição do petisco: A apresentação difere totalmente da imagem promocional, o atendimento é acima do esperado e as bebidas estão sempre geladas, com opções de cervejas artesanais. A torta de arroz é muito carregada no aspargo, o que me surpreendeu e, de certa forma, agradou meu paladar. A massa folhada é quase que inexistente e o creme de queijo (que leva uma pimentinha do reino show de bola) salva a degustação deste petisco.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma com fome, duas sem fome
Bem servido? Na medida certa
O sabor é o esperado? Não
Surpreende ? Não
Preço: $24,90
Custo-benefício: Baixo
Resultado: Não recomendo =(
Comentários: esse é o segundo ano do Papo Inicial no Comida di Buteco e já deu pra perceber que a pegada deles é fazer um prato mais gourmetizado do que 'comida para boteco'. Até entendo a proposta, mas é bem possível de não cair no gosto do povo. Ano passado vieram com um pernil empanado na aveia até que interessante. Contudo, nesse ano, esse petisco não caiu no meu gosto. E olha que eu gosto de comer, hein!!! Sem querer desrespeitar a ideia do chef da cozinha, além da apresentação totalmente diferente da imagem promocional (muito broxante, diga-se de passagem), a torta de arroz mais parece um arroz à piamontese de tão cremoso que estava. Creio que se a massa folhada fosse maior (como na imagem promocional), o petisco poderia ganhar minha simpatia. A experiência só não foi ruim porque a companhia era totalmente excelente e fizemos várias piadas sobre o aspargo (que não podem ser ditas aqui rs). Uma pena que o único bar da região (Bar Varnhagen não participa esse ano) tenha feito um petisco tão a desejar.
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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

sábado, 28 de abril de 2018

Comida di Buteco 2018: Boteco Carioquinha


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

4) Boteco Carioquinha Veja como chegar

Petisco: Ponto e vírgula 
Carré suíno com pure rústico, salada e farofa

Informações do boteco: Com uma infinidade de bares na Lapa, o Boteco Carioquinha é um oásis no quesito cerveja. Sempre quando tem show no Odisseia, Fundição Progresso ou Circo Voador, o Carioquinha acaba sendo meu ponto de parada pra tomar uma boa gelada. Inaugurado em 1966, pelo Sr. Antonio Crespo, o local era mais um boteco da região. Somente em 2010, quando seu filho Sérgio passou a comandar a casa, é que as cervejas especiais/artesanais passaram a ser o destaque principal. Em setembro de 2017, o local foi atingido por um incêndio e, graças a ajuda de todos os frequentadores (assíduos ou não) e amantes da boa cerveja, o Carioquinha conseguiu ressurgir das cinzas e está a pleno vapor.

Descrição do petisco: A apresentação é semelhante ao da imagem promocional (ver comentário), o atendimento é acima do esperado e as bebidas estão sempre geladas, com vasta opção de cervejas artesanais. O carré, de fato, é bem diferenciado, pois a textura e o sabor da gordura agradaram meu paladar. A farofa lembra (ou se é, peço desculpas) farofa de panko, com um bacon show de bola. O purê de batata leva queijo e é bem regado no curry, ou seja, pode desagradar alguns paladares. O molho é semelhante ao vinagrete, mas com a adição de pimenta biquinho e hortelã.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma
Bem servido? Na medida certa
O sabor é o esperado? Sim
Surpreende ? Não
Preço: $25,90
Custo-benefício: Justo
Resultado: Vale a visita =)
Comentários: aos amantes da carne de porco, é um petisco que a ser considerado. Não sei se vocês repararam, mas o carré (ou bisteca, pra evitar a piadinha clássica 'você come com a ré' rs) levou uns 'talhos' na carne. Como são mais de 300g de carré, seria muito difícil que ele ficasse no ponto certo por inteiro. Eu não comi todo, muito devido à crença de que não se come carne de porco mal passada. O pior é que foi justamente na parte do osso, a parte mais gostosa hahaha. Além disso, aparentemente, o carré não leva tempero. Isso não me incomoda, é sempre bom alertar. O purê é muito carregado no curry, sobressaiu no prato e isso sim me incomodou. Eu não sentia mais gosto de nada, exceto do curry. Ou seja, recomendo que apenas dêem uma beliscada. Já o molho, leva muita cebola roxa, algo que pode incomodar quem não curte. Voltaria ao bar para comer tal petisco, pois é um prato individual e com preço justo. Mas, não espere ser surpreendido.
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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2018: Esconderijo Bar


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

2) Esconderijo Bar Veja como chegar

Petisco: A procura do lombo da Jurema
Escondidinho de lombo, batata inglesa e batata doce

Informações do boteco: Bar localizado no Grajaú com comida gostosa e preço justo. As vezes apresenta a opção de música ao vivo (consultar programação com o local). Não é fácil achar vaga na rua em momentos de pico (sexta e sábado a noite principalmente). Dependendo vale a pena ir de táxi/Uber. Atenção: esta postagem carece de informações sobre a história do boteco e, caso queira contribuir, sua ajuda será muito bem vinda.

Descrição do petisco: A apresentação é muito semelhante ao da imagem promocional, o atendimento é acima do esperado e as bebidas estão sempre geladas. Não vi se tinha opção de cervejas artesanais. O petisco parece ser maior ao vivo do que na imagem promocional, fato este que o ser humano que vos escreve gostou. Dá perfeitamente para sentir o gosto das duas batatas e o queijo acima faz total diferença no prato. O lombinho estava bem puxado no alho e super bem desfiado, o que é um excelente ponto positivo, pois é uma carne ingrata se resolve entrar nos dentes. A pimentinha que é servida como acompanhamento estava mais para um molho picante para iniciantes e a caipirinha estava 'no grau'.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma com fome, duas sem fome
Bem servido? Na medida certa
O sabor é o esperado? Sim
Surpreende ? Sim
Preço: $25,90
Custo-benefício: Justo
Resultado: Parada Obrigatória =D
Comentários: é um petisco que, certamente, vai deixar você bem satisfeito. A porção satisfaz plenamente um casal que vai ao local só pra tomar uma geladinha e ouvir uma música, assim como se você for com uma galera pra beber em grande quantidade, pois o petisco cai como uma luva para 'forrar o estômago'. Para mim, só faltou deixar o lombinho da Jurema um pouco mais molhadinho. Torço para que este prato permaneça no cardápio da casa.

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Comida di Buteco 2018: Bodega do Sal


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

2) Bodega do Sal Veja como chegar

Petisco: Maré Cheia
Bolinhos de Sardinhas Acompanhados de Pesto de Coentro

História do boteco: O imóvel de 1916 localizado na Rua Argemiro Bulcão 33, na Saúde, fica num endereço simbólico para a cultura negra, o Largo João da Baiana, na Pedra do Sal — onde nasceu o samba carioca e surgiram sambistas populares e antigos ranchos carnavalescos. O prédio, onde ainda acontece uma das rodas de samba mais animadas do Rio, abriga desde 2007 o Botequim Bodega do Sal, cujo “quintal” é a histórica Pedra do Sal, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1987. O cenário remete ao passado dos negros que ali viveram. Era sobre aquela pedra, que no passado foi chamada de Quebra-Bunda e Pedra da Prainha, que os escravos secavam o sal trazido de navio pelos portugueses. Em 2017, o dono e empresário André Peterson promoveu uma grande reforma no bar, feita pelo arquiteto André Rodrigues, famoso por reestruturar botequins como Buxixo (Tijuca), Bar das Quengas (Centro) e Bossa Nossa (Barra).

Descrição do petisco: A apresentação é muito semelhante ao da imagem promocional, o atendimento é acima do esperado e as bebidas estão sempre geladas, com opção de cervejas artesanais. O petisco me surpreendeu bastante, tanto pela simplicidade, quanto pelo sabor. A sardinha está muito bem triturada, não há qualquer sinal de espinha (o que acho totalmente excelente) e a massa utilizada para empanar não reteve gordura. O pesto de coentro não está tão carregado, mas para quem não gosta, é melhor evitar e pedir aquele limãozinho esperto que a casa também oferece.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma com fome, duas sem fome
Bem servido? Na medida certa
O sabor é o esperado? Sim
Surpreende ? Sim
Preço: $25,90
Custo-benefício: Justo
Resultado: Parada Obrigatória =D
Comentários: sinceramente, fui muito surpreendido com este petisco. Nunca tinha comido um bolinho de sardinha (nem mesmo no Beco da Sardinha), comprovando que esse é um dos melhores pescados para tira-gosto, seja com uma cervejinha gelada ou com aquela Coca-Cola. Voltaria outras vezes só para comer estes bolinhos (aguardo convite dos amigos rs) e torço para que este prato permaneça no cardápio da casa.

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.

Comida di Buteco 2018: Angu do Gomes


Mais um ano repetindo o melhor tour gastronômico que se possa imaginar: provar os petiscos elaborados pelos botecos que estão participando no Rio de Janeiro do concurso Comida di Buteco.

É algo que tenho um imenso prazer de fazer e de trazer pra vocês uma luz no fim do túnel para a seguinte questão: vale ou não vale a pena ir nesse boteco?

1) Angu do Gomes Veja como chegar

Petisco: Empada do Angu
Empada com farinha de angu, recheada com carne seca e creme de polenta com queijo cremoso, cobertos com crispy de calabresa e queijo parmesão


História do boteco: Em 1955, o português Manuel Gomes começou a vender angu em numerosas carrocinhas espalhadas pelas ruas da cidade. Um dos pontos tradicionais das carrocinhas era a Praça XV, onde Sérgio Mendes, Tom Jobim e Armando Pittigliani se reuniam para comer angu. Segundo Armando, o samba jazz surgiu devido à relação entre os músicos e o angu. Em 1964, Manuel morreu e o negócio foi assumido por seu filho, João Gomes, que se associou a Basílio Pinto, responsável pela parte financeira e administrativa do negócio. Em 1977, João Gomes e Basílio Pinto, com o sucesso do negócio, fundaram o restaurante no Largo de São Francisco da Prainha, no bairro da Saúde, para servir de base de operações das carrocinhas. O restaurante contava com 300 funcionários, 40 carrocinhas espalhadas pela cidade e uma média de mil refeições diárias. Logo, o local virou ponto de encontro de militantes da extrema-direita brasileira, que, ali, planejavam assassinatos e atentados visando à perpetuação do regime militar então vigente no país. O restaurante passou por grandes dificuldades econômicas nos anos 80, oriundas da crise econômica e do surgimento dos estabelecimentos de fast-food e dos restaurantes de comida a quilo. Em 1988, Basílio saiu da sociedade e, no ano de 1995, o restaurante fechou e as carrocinhas foram recolhidas. Em 2009, Rigo Duarte, neto de Basílio e formado em Gastronomia, junto com outros sócios, reabriram o restaurante, em outro número do Largo de São Francisco da Prainha..

Descrição do petisco: A apresentação é totalmente diferente da imagem promocional, o atendimento é acima do esperado e as bebidas estão sempre geladas. O petisco é mais do mesmo: uma empada com massa de farinha de angu e muito bem recheada. O problema é que eu, particularmente, não gosto de comer empada com garfo e faca. Só que, neste caso, é totalmente necessário, tendo em vista que a empada se desmancha no primeiro toque. Mal notei o creme de polenta, somente o queijo parmesão e a calabresa. Infelizmente, o prato não chegou na temperatura ideal.

CONCLUSÕES DO GRANDE CHICO
Serve quantas pessoas? Uma
Bem servido? Não
O sabor é o esperado? Sim
Preço: $11,90
Custo-benefício: Baixo
Resultado: Pense duas vezes  =|
Comentários: vou confessar que, ao olhar a foto promocional, fui totalmente com expectativa para provar este petisco. A diferença é absurda. A massa até que é gostosa, mas a empada chegou morna e com queijo já "solidificado" por cima da carne. Sinceramente, para comer uma empada grande de garfo e faca, vale mais a pena ir no Belmonte. A única vantagem de se passar no Angu do Gomes é se você for ao Bodega do Sal. Fora isso, pense duas vezes.

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Sobre o Comida di Buteco

Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil, e tento reunir aqui o maior número de informações possíveis para você, visitante do Grande Chico, escolher o bar certo de acordo com a sua fome. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 20 cidades, cujo tema escolhido para esse ano foi cereais.

Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.