Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

sábado, 17 de outubro de 2015

Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu e Ciudad del Este: mini guia da Tríplice Fronteira


Vou começar pela conclusão: reserve tempo e dinheiro para conhecer Foz do Iguaçu.  
Além de poder visitar a maior usina hidroelétrica do mundo, você terá o privilégio de conhecer uma das sete maravilhas naturais do mundo: as Cataratas do Iguaçu. Para complementar ainda mais sua estadia em Foz, tem o Iguazu Argentina (o lado hermano das Cataratas), muambagem no Paraguai, Duty Free, cassino, sertanejo, cervejas artesanais e alguns outros atrativos que podem fazer o diferencial na sua escolha.

Período da viagem

Escolhemos o feriado de 7 de setembro para visitarmos Foz. Caso você escolha esse mesmo período, recomendo fortemente que leve camisetas e casacos. Pois é, o clima da região varia muito: bastante calor durante o dia e um frio considerável a noite.

Mesmo durante o inverno, período que a vazão de água é menor, a queda d'água era impressionante. Ou seja, estou considerando a possibilidade de visitar a região durante a primavera e o verão, quando a vazão de água é maior.

No total, ficamos 2 dias e meio em Foz do Iguaçu. Tivemos que criar um roteiro para seguir a risca. Obviamente, muitos locais ficaram de fora.

Hospedagem

Admito que o nosso principal problema foi justamente o local que ficamos hospedados. Bandeira Iguassu Hotel fica longe do Centro de Foz. Sendo assim, não pudemos conhecer as boates da cidade, bem como tomar uma gelada ou jantar num restaurante bacana no segundo dia. Além disso, o hotel é bem simples, serve somente para dormir e não tem frigobar. 

Entretanto, a vantagem de ter ficado neste hotel foi ter conhecido o serviço de transfer da ABA Turismo. Foi com eles que fizemos todos os passeios, incluindo alguns dedicados, além de ter trocado reais por pesos (já vou chegar nesta parte)

Caso queira uma lista de bons lugares pra se hospedar, o Viajem na Viagem tem tudo bem mais detalhado, com opções em Foz e Puerto Iguazú.

Real, Peso ou Dólar?

Essa foi uma grande dúvida que tivemos: tendo em vista que visitaríamos três países, qual moeda levar?

Por incrível que pareça, o mais sensato é ir para Foz apenas com Real na carteira e trocar por Peso e Dólar nas casas de câmbio de Foz do Iguaçu. Nas postagens sobre Iguazu Argentina, Duty Free, Puerto Igazú e Ciudad del Este explico o que fazer com seus preciosos Reais 

Roteiro

Primeiro dia
• Duty Free
• Puerto Iguazú - La Feirinha
• Cassino Iguazu

Segundo dia
• Turismo Itaipu - Circuito Especial
• Templo Budista
• Parque das Aves
• Praça da Cerveja
• Madero

Extra
• Ciudad del Este

Iguazú Argentina - Misiones/Argentina


Faz tempo que não escrevo sobre viagens.
Como gostei tanto da minha visita a Foz do Iguaçu, vou fazer uma série de postagens de todos os cantos que visitei.

Nada melhor do que começar a viagem visitando uma das sete maravilhas naturais do mundo. Para melhorar a situação, em outro país. Sim, meus amigos, a primeira escala do nosso roteiro foi no Iguazú Argentina, o lado hermano de las Cataratas del Iguazu.

Dicas iniciais: pagamentos e vestuário

Primeiramente, reserve alguma quantia em Pesos Argentinos, pois todo o parque não aceita outra moeda. No total, levamos P$ 1.500,00. Foi o suficiente para realizar tudo que queríamos, além de fazer um breve lanche, já que não houve tempo para almoço.

Outro ponto de extrema importância está no vestuário. Tendo em vista que o parque argentino é MUITO maior que o parque brasileiro, além do contato com a natureza, esteja preparado para caminhar, suar e se molhar. Portanto, leve uma muda de roupa extra na sua mochila. Também é desejável levar protetor solar. Capa de chuva é totalmente dispensável (eu levei porque estava gripado). Vá de tênis e, se possível, separe um chinelo. Leve água e comida dentro da mochila, pois tudo no parque é caro.  

Horário de partida: saia cedo do hotel

Por fim, caso você esteja hospedado em Foz do Iguaçu, saia bem cedo do hotel. O trânsito para atravessar a fronteira é bem intenso e a probabilidade de você ficar parado por algum tempo é alta. Obviamente, você deve levar um documento de identificação, válido em todo território nacional brasileiro e com menos de 10 anos de expedição, ou passaporte válido. Lembrando que este documento também é necessário para entrar no parque.

Tren Ecológico de la Selva


Parque Nacional Iguazú: como foi o passeio?

Como o Parque Nacional Iguazú é bem extenso, não perca tempo com as lojinhas (preço ligeiramente elevado) e os deliciosos sorvetes da Freddo (coma na volta) após passar pelo portal de acesso: dê preferência ao Centro de Visitantes (que inclui até uma maquete das Cataratas do Iguaçu para deficientes visuais) e, em seguida, caminhe até a Estación Central. 

O transporte dos visitantes no Parque Nacional Iguazú é realizado pelo Tren Ecológico de la Selva e possui três estações: Estación Central, Estación Cataratas e Estación Garganta del Diablo. 

Estación Cataratas

Como o Parque Nacional Iguazú tem três rotas distintas e as caminhadas são bem cansativas, planejamento é essencial para aproveitar a visita. 

A melhor forma de explorar o parque é começar pela atração principal: a Garganta do Diabo. Para chegar até lá, embarque na Estación Central, faça a baldeção na Estación Cataratas e pegue o outro trem em direção a Estación Garganta del Diablo. Pois é, muita gente reclama que o trem não segue direto para a última estação. Entretanto, existe uma certa lógica, tendo em vista que na estação intermediária é que se concentra a maioria das atrações do parque.


Após o desembarque, prepare-se para a caminhada: o trajeto da estação até a Garganta del Diablo é de 1,1km, por uma passarela que passa sobre o Rio Iguazú. Na metade do percurso, você já consegue ouvir o barulho da queda dágua e pode ver o spray de água. No fim da caminhada, um mirante bem ao lado da Garganta del Diablo. Se você tem medo de altura, não se preocupe, pois o spray de água é tanto que não se consegue ver o fundo. A única coisa que você consegue ver do lado brasileiro é o restaurante, nada mais.





Pensa que acabou? Negativo!
Pegue o trenzinho de volta à Estación Cataratas e escolha o Circuito Superior, uma trilha de 700 metros a beira de um precipício. De lá, tem como ver o mirante do parque brasileiro, só que beeeem de longe.

Para fechar com chave de ouro, hora de pegar o Circuito Inferior, com mais de 2,5km dentro da mata. Todo o trajeto é feito nos mesmos moldes do Circuito Superior e da Garganta del Diablo, mas a diferença são as cachoeiras que você pode chegar bem de pertinho. O mais legal é que, quando você for fazer o lado brasileiro, tem como identificar cada uma delas.




No fim do percurso, você vai encontrar o Iguazú Jungle, a versão argentina do Macuco Safari. Escolhemos fazer o Aventura Naútica e, nessa hora, é vital que você utilize seus Pesos Argentinos nesse momento. O passeio custa P$ 270,00 que, convertendo para Reais (na cotação que fiz o câmbio), ficou em torno de R$ 80,00. Para se ter ideia, no lado brasileiro, o passeio semelhante sai em torno de R$ 180,00. Para melhorar ainda mais, o passeio é bem mais emocionante e as lanchas argentinas chegam embaixo de duas cachoeiras. Ou seja, você vai sair completamente molhado. Por isso que é importante levar roupas extras. A empresa disponibiliza sacolas impermeáveis e recomendo fortemente que você também guarde os tênis. Fica a dica!


As duas cachoeiras do Aventura Náutica

Agora, o lado negativo desse passeio é que, a algum tempo atrás, teve uma vítima fatal. Não se sabe se foi por imprudência do capitão argentino ou se foi o passageiro que não respeitou os limites de segurança.

O parque tem lanchonetes em todas as três estações, todas com Subway e com empanadas. Vale a pena fazer uma boquinha para enganar a fome. Não perca tempo almoçando.

Por fim, cuidado com os quatis. 
Não dê comida para eles. Se você fizer isso pra um, uma gangue de quatis virá atrás de você. 
Carregue sua bolsa no ombro. Se você deixar perto do chão, os quatis vão rasgar e/ou roubar. Sim, tivemos uma bolsa rasgada :P


Dois membros da Gangue dos Quatis


Conclusão

Uma das melhores experiências que tive na vida. Passamos mais de seis horas, não vimos tudo e ficou um gostinho de 'quero mais'. Após você visitar o parque argentino, vai achar o parque brasileiro é algo feito para a galera da 3ª idade, fora outros inconvenientes que falarei na ocasião. Destino obrigatório para todo ser humano que admira a natureza.

O Iguazú Argentina fica aberto todos os dias, das 08h às 16h30.

Iguazú Argentina
Rodovia Nacional Nº 101, Km 142
Misiones, Argentina
Cartões: Não Aceita. Pagamento somente em dinheiro.

sábado, 10 de outubro de 2015

Evil Twin Hop Flood


Sabe aquela cerveja que você vai beber cheio de preconceito e, no final acaba se surpreendendo? Então, esse foi o caso da Evil Twin Hop Flood

Sobre a Evil Twin Brewing
Evil Twin (gêmeo diabólico, em inglês), tem seu nome por ser seu fundador, Jeppe Jarnit-Bjergsø, irmão gêmeo de Mikkel Borg Bjergsø, fundador da celebrada cervejaria Mikkeller. Além disso, Jeppe adotou rigorosamente o mesmo esquema de produção da cervejaria do seu irmão: é uma cervejaria cigana. Ou seja, não tem fábrica e produz sempre em cervejarias parceiras. Atualmente morando em Nova York, Jeppe produz suas loucuras tanto no velho continente como nos Estados Unidos.

Cerveja de cor marrom escura, ligeiramente turva, com espuma de alta formação e duração. A apresentação dessa cerva é fantástica. O lúpulo predomina no aroma, trazendo notas cítricas (especialmente laranja), com o malte em segundo plano, trazendo notas de caramelo e torrefadas. O sabor é uma bela mistura do que senti no aroma, tudo muito bem equilibrado. Um não sobrepõe o outro. Final ligeiramente seco. Álcool bem assertivo. Corpo médio. Carbontação média.

Conclusão: mas que bela cerveja, senhoras e senhores. Para quem gosta de sabores e muito lúpulo, é um excelente rótulo. Se estiver de bobeira na geladeira do bar, pode pedir sem medo.

INFORMAÇÕES
Evil Twin Hop Flood
Estilo: American Amber Ale
Álcool: 7,0%
Cervejaria: Evil Twin Brewing
País: Dinamarca
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 30,00

Eliminatórias 2018 - O maior adversário do Brasil será o brasileiro

Chile 2x0 Brasil - Mais um 7x1 pra conta

E, mais uma vez, a seleção brasileira de futebol passou vergonha.
Pela primeira vez na história das eliminatórias sul americanas para a Copa do Mundo, o Brasil perdeu no jogo de estreia.

Pra mim, isso é um novo 7x1.

Muitos podem até ponderar: ah, mas foi uma derrota para o Chile, atual campeão da Copa América, jogando na casa do adversário.
Sim, a seleção chilena é boa por completa, desde o goleiro até o ataque. Existe qualidade, isso é inquestionável. Além disso, a proposta de jogo de Jorge Sampaoli é ofensiva, sem se intimidar. No passado, uma tática suicida contra a seleção brasileira, prova de que não somos mais temidos.

Voltando a falar sobre a seleção chilena. Para quem foi campeã da Copa América aos trancos e barrancos (revejam os jogos antes de cornetarem, por favor), era OBRIGAÇÃO da seleção brasileira sair com um empate. Afinal de contas, os mesmos valores individuais que eles tem, nós também temos. 

Entretanto, nosso ilustre treinador fez o favor de ajudar os chilenos. Ao escalar uma equipe no esquema 4-5-1, a proposta do Brasil era justamente segurar o empate e tentar marcar um gol em um contra ataque. Quem diria que, um dia, iríamos ver a nossa seleção jogar assim contra o todo poderoso Chile. 

O empate não veio e saímos com uma bela derrota de Santiago.

Para piorar a situação, a mídia (sempre ela) tenta amenizar essa derrota vergonhosa, dizendo que 'pra Argentina foi pior, porque perdeu em casa'.
Comparação totalmente equivocada, porque os jogadores escolhidos por Gerardo Martino tem fome de bola e querem mostrar a todos que a Argentina é a melhor seleção da América do Sul.

Argentina 0x1 Equador, gol de Erazo

Com um plantel de mesma qualidade individual que o Brasil, o grande diferencial da Argentina vem das arquibancadas. Pois é, mesmo com o país em crise, os argentinos não deixam de vestir 'azul e branco' e estão presentes em cada jogo, 'empurrando' a seleção. O público no Monumental de Buenos Aires foi tímido, cerca de 35 mil pessoas num estádio que pode receber 65 mil, mas não representou falta de incentivo.

E é justamente o oposto que veremos nos jogos que o Brasil for o mandante. A torcida não vai se preocupar em apoiar a seleção. Vai se concentrar em gritar "Ei, Dilma, vai tomar no c*" (e não vão citar Cunha e/ou PMDB, confirmando a alienação), vaiar alguns jogadores em específico e, no primeiro erro grotesco, vai torcer para o adversário.

Será nesse clima hostil que a seleção brasileira vai encarar a Venezuela, dia 13/10, em Fortaleza, cidade que possui alto índice de reprovação do governo.

Desde quando me entendo por gente, vejo que o esporte tem sido a válvula de escape para amenizar o descontentamento do povo com o cenário político no Brasil.

Na década de 80, essa missão ficou por conta da Seleção Brasileira. Substantivo próprio, porque aquilo sim que era uma seleção. Época que os 'mais velhos' contam com brilho nos olhos, da alegria que aquela Seleção dava ao povo brasileiro, que passava por maus bocados com a situação econômica do país durante a ditadura. 

A Seleção de 1982
Em pé: Waldir Peres, Leandro, Oscar, Paulo Roberto Falcão, Luizinho e Júnior
Agachados: Sócrates, Toninho Cerezo, Serginho Chulapa, Zico e Éder Aleixo.

Após duas Copas perdidas, veio um tal de Ayrton Senna para resgatar o orgulho nacional, carregando nossa bandeira a cada vitória. Combinação perfeita para criação do mito. Como muito bem dito por Miriam Leitão no livro "Saga Brasileira", as vitórias do Senna eram um alento naquele tempo, já que a inflação dava uma trégua aos domingos. 

Ayrton Senna: se não tivesse a bandeira no final, o fim de semana estava incompleto

Na década de 90, início do processo de redemocratização do Brasil, o futebol torna-se novamente presente. Aquela Copa do Mundo de 1994 foi providencial para a população esquecer dos problemas do dia a dia.

O futebol também foi bem presente na década de 2000, com a Copa do Mundo de 2002 e com os principais times conquistando títulos de expressão. Além disso, tivemos o primeiro presidente de origem popular. Era a vitória do pobre contra o rico. Cenário melhor que esse, impossível. Foram anos de lua de mel.

Lula, eleito presidente da República em 2002: finalmente, o povo se sentia representado

Então chegou a década de 2010. Vivemos uma crise sem tamanho, em todos os segmentos e classes sociais. Desta vez, não temos o esporte como válvula de escape. Não somos mais a potência no vôlei, Guga não deixou herdeiros no tênis, as emissoras nacionais desistiram do automobilismo etc. Até o futebol não está fazendo seu 'papel', pois o povo já está cansado de ser enganado e roubado.

Isso sem contar com os escândalos das construções dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 e das instalações para os Jogos Olímpicos de 2016.

Sendo assim, a derrota para o Chile foi um tropeço gigante, tendo em vista que jogar em casa, nessas circunstâncias, será o maior adversário para o Brasil nessas Eliminatórias. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Therezópolis Jade


Aos poucos, as médias e grandes cervejarias vão colocando em sua linha de produtos cervejas especiais. A Cervejaria Sankt Gallen não ficou pra trás e resolveu investir nesse segmento. A primeira desta linha foi a Therezópolis Jade, uma India Pale Ale, estilo que está 'na moda'.

Cervejaria St. Gallen
A empresa foi fundada em 1912 por Alfredo Claussen, descendente dos imigrantes dinamarqueses que povoaram o município de Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, no início do século XX. Após fechada por muitos anos, devido a problemas de importação de matéria-prima após o fim da Primeira Guerra Mundial, foi reaberta por empresários descendentes de Claussen em 2007. Recentemente, a cervejaria lançou um empreendimento turístico chamado Vila de St Gallen, uma grande vila germânica com biergarten, pub e bistrô. 

Provei a Jade em duas ocasiões distintas: em setembro de 2014, no Confraria Cervejas Especiais (que, lamentavelmente, fechou em novembro do mesmo ano), e em maio de 2015, no conforto do meu lar. 
Nas duas ocasiões, apresentou as mesmas características na apresentação: cerveja bem dourada, ligeiramente translúcida, com espuma de alta formação e longa duração. Aliás, a espuma é um charme a parte. Só de ver no copo, dá vontade de beber. 
Agora que começa a diferença. No rótulo que bebi em 2014, o aroma era bem equilibrado, com notas cítricas e herbáceas. Era possível notar, também, um dulçor (provavelmente do malte) bem suave, mas presente. Já no rótulo que bebi em 2015, o aroma era somente de notas cítricas. O dulçor era muito tênue.
No sabor, o rótulo de 2014 tinha um amargor que lembrava frutas cítricas, com o malte fazendo uma boa base. Corpo médio e final seco. Já o rótulo de 2015 tinha um amargor meio cítrico, meio herbáceo, extremamente seca e malte praticamente imperceptível. Muito desequilibrada.
Fora essas discrepâncias, o álcool é bem presente e a carbonatação é moderada.

Conclusão: acredito que o rótulo que peguei em 2015 estava bem zoado, viu. Por causa disso, vou ficar com a bela impressão que tive no rótulo de 2014. Bem refrescante, amargor saboroso. Geladinha e com um bom petisco, desce redondo. Pra fechar com chave de ouro, o custo-benefício dessa cerva é excelente. Ou seja, para os lupulomaníacos, é uma excelente válvula de escape.

INFORMAÇÕES
Therezópolis Jade
Estilo: India Pale Ale
Álcool: 6,5%
Cervejaria: Cervejaria St. Gallen
País: Brasil
Comprada em: qualquer supermercado de médio/grande porte
Preço: Uns R$ 9,00

Hijos de Rivera Estrella Galicia


Hora de provar uma das 'queridinhas' quando o assunto é cerveja especial 'de qualidade': Estrella Galicia
Será que é isso tudo que a galera fala?

Hijos de Rivera
Fundada em 1906 na cidade de La Coruña na Galícia, norte da Espanha. O seu fundador era um empreendedor galego chamado José María Riveral Corral, que fez fortuna no México antes de retornar à Espanha no final do século XIX. O nome escolhido para sua cerveja remete ao seu antigo negócio na cidade de Veracruz, no México: La Estrella de Oro
A Cervejaria Hijos de Rivera é uma empresa ainda familiar e um verdadeiro ícone da cultura galega. Diz a lenda que o Rei Juan Carlos é contumaz consumidor da Estrella Galícia e da 1906.

Estrella Galícia do Brasil
Pela primeira vez, em mais de 100 anos de história, a Estrella Galicia foi fabricada fora de sua cidade natal. Em 2014, a cervejaria começou a fermentar e engarrafar a bebida na fábrica da Conti, localizada em Cândido Mota, no interior de São Paulo, com matéria-prima importada da Espanha. Até o mestre-cervejeiro, responsável por acompanhar a produção, é espanhol. Dessa forma, a empresa passou a oferecer seu produto em garrafas de 600 ml. 


MotoGP
Claro que não ia esquecer de falar um pouco da Estrella Galicia no motocilismo. A equipe Estrella Galicia 0,0, que estava presente no grid nas categorias Moto3 e Moto2, está se aventurando este ano também na MotoGP, categoria máxima do motociclismo mundial, com o piloto Scott Redding. 



Como se trata de uma Premium American Lager (segundo o Brejas), a probabilidade de não ter grandes surpresas é alta.
Cerveja de cor dourada, translúcida, com espuma de baixa formação e curta duração. Aroma bem suave de malte. Sabor levemente adocicado e, ao final de cada gole, percebe-se um amargor, deixando a boca ligeiramente seca. Corpo leve. Carbonatação média. Álcool bem equilibrado.

Conclusão: te falar que, bem gelada, ela é muito refrescante. Além disso, possui um sabor bem agradável. Uma boa concorrente para as Premium American Lager que não são amargas, como a Stella Artois ou Therezópolis Gold. O único problema da Estrella Galicia, hoje, nesse exato momento que escrevo este post, é o seu custo-benefício. Quem sabe, com a fábrica aqui no Brasil (e mantendo a mesma qualidade), ela se torne um pouco mais acessível. Se estiver sobrando uma grana e quiser algo com qualidade, leve algumas unidades pra casa.

INFORMAÇÕES
Estrella Galicia
Estilo: Premium American Lager
Álcool: 4,7% (versão brasileira)
Cervejaria: Hijos de Rivera
País: Espanha
Comprada em: qualquer supermercado de médio/grande porte
Preço: Uns R$ 3,00 (long neck)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Brooklyn Post Road Pumpkin Ale


Como o Halloween vem aí, nada melhor que falar sobre uma cerveja que leva abóbora em sua receita, não acham?
A escolhida para esta ocasião foi a Brooklyn Post Road Pumpkin Ale, uma cerveja recomendada para todos conhecerem o estilo.

Brooklyn Brewery
Tudo começou quando Steve Hindy, então um correspondente internacional, trabalhando para a Associated Press, foi designado para cobrir o Oriente Médio. Durante seis anos, morou em países islâmicos como Kuwait e Arábia Saudita, onde o consumo de bebidas alcoólicas era proibido. Para aplacar sua sede, contava com a ajuda de diplomatas que faziam cerveja em casa e ficou fascinado com o estranho habito.
Quando voltou aos Estados Unidos, em 1984, trouxe o vício do homebrewing de volta para casa. Se instalou no Brooklyn, que, durante o século 19, foi um dos maiores centros cervejeiros do país.
Talvez inspirado pelo passado, começou a sonhar em abrir sua própria cervejaria, junto com o seu vizinho do andar de baixo, Tom, então um banqueiro que avalizava empréstimos bancários. Resolveu largar seu emprego e em 1998 nascia a Brooklyn Brewery.


Cervejas de abóbora
Com registros de receitas desde 1771, a Pumpkin Ale não é uma invenção atual mas sim uma cerveja tradicional, feita no período do mês de setembro a novembro.
Em substituição pela falta de malte, a abóbora entrou na receita da cerveja por completo para fornecer todo o açúcar necessário para a fermentação, virando um adjunto somente após o início da importação e plantio da cevada.
No site Beercast Brasil tem uma história bacana sobre este estilo de cerveja. Vale a pena dar uma conferida.


Sobre a Post Road, o destaque principal fica por conta do rótulo. Simples e objetivo.
A cerveja apresentou coloração âmbar, como se fosse um abóbora escuro, ligeiramente turva, com espuma de média formação e curta duração. No aroma, fica bem evidente o dulçor do malte e abóbora. Parece ter algo que lembra cravo. No sabor, o malte adocicado é mais presente que as notas de abóbora, que fica em segundo plano. Carbontação baixa. Corpo médio. Álcool presente, incomodando um pouco a medida que a cerveja esquenta. Retrogosto doce e, para surpresa de quem vos fala, um pouco picante.


Conclusão: essa, sem dúvida, foi a pior cerveja pra chegar a um veredito. O sabor da abóbora é baixo, o custo-benefício não ajuda e, se comparar com a Jerimoon, a Post Road perde. Entretanto, para quem não conhece o estilo, talvez seja uma boa, justamente porque você não vai encontrar aquele exagero de abóbora nesta cerva. Agora, se você gosta daquele doce de abóbora em formato de coração (infância boa, vinha muito nos saquinhos de São Cosme e São Damião), escolha a Jerimoon.

INFORMAÇÕES
Brooklyn Post Road Pumpkin Ale
Estilo: Pumpkin Ale
Álcool: 5,0%
Cervejaria: Brooklyn Brewery
País: Estados Unidos
Comprada em: Boteco Carioquinha
Preço: Uns R$ 25

Urbana A Piscadinha


Pense numa cervejaria bem humorada e que produz bons rótulos? 
Foi com essa descrição que conheci a primeira cerveja da Urbana: A Piscadinha

Cervejaria Urbana
A Cervejaria Urbana surgiu em 2011, no Bairro Jabaquara, com a proposta de ser uma cervejaria artesanal e possuir rótulos criativos.
Para nós, fazer boas cervejas não é o suficiente. Queremos mesmo é fazer com que universos inteiros caibam dentro de simples garrafas; garrafas que, quando abertas e compartilhadas, inspirem as pessoas a terem boas conversas, a escutarem boa música, gerarem e compartilharem boas ideias. Afinal, não é para isso que serve uma boa cerveja?
Por que Urbana? Porque foi atrás de coisas para a cervejaria, nas nossas inúmeras jornadas pela cidade de São Paulo, que percebemos que ela é mais rica do que jamais havíamos conseguido enxergar. Aqui há espaço para os nordestinos e seus cordéis, para os nossos irmãos da África, que trazem seus cheiros e cores, para o americano engravatado que não conhece muito mais do que a Av.Paulista e o boteco, onde tomou um porre. A cidade sorri para a barraca do vendedor de especiarias, que tece seus discursos com o fio da fantasia para vender seus milagres no Largo Treze de Maio, e também para o artista de rua que, generosamente, presenteia suas paredes cinzas com cores e formas. Aqui há lugar para tudo o que se sabe e o que não se sabe, para a solidez das tradições e para a impertinência das novidades. A cidade é mãe, e não madrasta.
Somos fascinados por São Paulo. E não se trata de bairrismo ou coisa do gênero, mas do orgulho em poder encontrar em cada uma de suas esquinas um pouquinho do mundo todo. E é exatamente isto que nos inspira a usar e abusar da imaginação para criar as nossas cervejas.
Somos uma Cervejaria Urbana. Por natureza e por opção.

Pra começar a análise (des)informativa desta cerva, olha só a descrição que a Urbana fez. É muita insanidade pra uma cervejaria só

Por que “A Piscadinha”? Ora, é a nossa homenagem a todos os amigos, neófitos e curiosos que morrem de medo de amargor, mas que querem uma IPA de responsa para chamar de sua – até porque, convenhamos, já está pegando mal não gostar de “cerveja amarga”.

Um gole de “Piscadinha” é como o susto de um tombo que não acontece, o ventinho do tapa que não te acerta; um sabor de lúpulo que bate e assopra logo em seguida, fazendo piscar o quarto olho (o de thundera, no caso) de qualquer caboclo, dos mais versados cervejeiros aos nossos camaradinhas que mais bebem do que proseiam sobre bebida.

Cerveja de cor preta, ligeiramente translúcida, com espuma de média formação e curta duração. No aroma, uma mistura de torrefação, café e algo cítrico, mas nada muito explosivo. Sabor acompanha o aroma, com a sensação de malte torrado ficando um pouco mais em evidência. Corpo leve. Carbonatação baixa. Álcool bem suave. Retrogosto lembrando frutas cítricas e café.

Conclusão: Bem, é uma Session Black IPA. Realmente, tem que ser tudo reduzido. Creio que seja um bom rótulo para apresentar o estilo para quem não conhece. Melhor do que apresentar uma Hi5 da vida e assustar a pessoa logo de cara.

INFORMAÇÕES
A Piscadinha
Estilo: Black IPA
Álcool: 4,5%
Cervejaria: Urbana
País: Brasil
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 20,00

sábado, 3 de outubro de 2015

Hambúrguer Caseiro - HC #002

Maionese verde (a esquerda) e molho de gorgonzola (a direita)


Publiquei aqui no blog, em março deste ano, a minha primeira aventura em fazer um hambúrguer caseiro. A receita deu super certa e ficou aquele gostinho de 'quero mais' para todos que experimentaram. Isso sem contar com as mensagens dos amigos nas redes sociais, perguntando qual foi o resultado e se usei X ou Y na hora de fazer o hambúrguer.

Como as minhas atribuições com o curso de pós graduação chegaram ao fim, tive mais tempo no fim de semana para fazer outro hambúrguer em casa. Desta vez, utilizei alguns temperos e fiz dois tipos de molho para dar 'aquela' incrementada e conquistar o paladar alheio. 

Vou começar pelos molhos

1- Maionese verde de hamburgueria

Antes de tudo, vale uma informação útil aqui: nesta receita, optei por fazer essa maionese com produtos industrializados. Até poderia fazer essa maionese utilizando ovo cru, mas sou bem medroso. Pra quem não sabe, ovo pode ter salmonela, que faz um 'dodói' sinistro no intestino do ser humano. Hamburguerias até fazem essa maionese caseira, utilizando ovo em pó ou outros produtos permitidos pela ANVISA, que proíbe a fabricação deste tipo de maionese com ovo cru.

Como preferi não arriscar, segue a receita abaixo

INGREDIENTES
200g de maionese de qualquer marca
1/2 dente de alho pequeno (o melhor que tiver na cabeça, só pra dar gosto)
3 colheres de sopa de salsa e cebolinha (picadas)
Pitada de Sal 

MODO DE PREPARO
Após espremer o alho, junte todos os ingredientes no liquidificador até que a mistura fique verde claro.

TEMPO DE PREPARO
5 minutos


2- Molho de gorgonzola

Sucesso no evento e super fácil de fazer. Até eu me surpreendi com a facilidade dessa receita.

INGREDIENTES
1 pote de creme de ricota (300g, pode ser Tirolez ou Polengui)
6 colheres de sopa de leite
40g de queijo gorgonzola
Pitada de Noz moscada e/ou pimenta do reino

MODO DE PREPARO
Numa panela pequena, dissolva o creme de ricota no leite, misturando bem até obter um creme homogêneo.
Em fogo baixo (mas muito baixo mesmo, hein), junte o queijo gorgonzola até que derreta e adquira uma consistência cremosa.
Caso queira temperar, utilize sal, noz moscada e pimenta do reino

TEMPO DE PREPARO
5 minutos


3- O hambúrguer

Para a segunda receita, utilizamos a seguinte proporção
Peso total de carne: cerca de 2kg
Contra-Filé: 60% do total - cerca de 1,2kg
Patinho: 20% do total - cerca de 400g
Bacon: 20% do total - cerca de 400g

Para a segunda receita, utilizamos três temperos: cominho, páprica e pimenta do reino

Escolha uma boa vasilha/travessa para misturar as carnes. 
Para moer o bacon, utilize um processador para bater junto com um punhado de carne. Assim, fica mais fácil para misturar junto com o restante da carne.
Após notar que tudo está muito bem misturado (essa etapa é bem nítida, não se preocupe), leve a geladeira por cerca de 20 minutos para que a mistura resfrie, facilitando você a fazer os discos que irão à frigideira.
Repare que, nessa fase, não inclui tempero algum.

Ao separar a quantidade necessária para fazer o disco, foram colocadas duas pitadas de cominho, uma de páprica e uma de pimenta do reino. Somente com o hambúrguer na frigideira é que joguei uma pitada de sal em cada lado

Com a frigideira bem quente, jogamos os hambúrgueres até ficar no ponto desejado. Lembre-se que o tempo de fritura vai depender também da grossura da carne. Quando estiver no ponto, vire o hambúrguer. 

Atenção!
a- você só vai virar o hambúrguer apenas uma vez!! Muita paciência nessa hora, padawan!
b- nada de garfo pra virar! Utilize um pegador ou espátula! Ao utilizar um garfo, você vai furar o hambúrguer e todo 'suco' da carne vai sair, deixando a carne seca.

Ponto da carne que julgamos 'ideal' para o gosto de todos os presentes


4- Complementos

Utilizamos queijo gouda (qualquer supermercado mais sofisticado tem) para colocar em cima do hambúrguer.
Quando você virar o hambúrguer, é a hora de colocar o queijo. Caso queira o queijo bem derretido, coloque uma tampa na frigideira só pra acelerar o processo.
Pra finalizar, alface, tomate e cebola roxa (opcionais). 

5- Resultado

Foram feitos 17 hambúrgueres com essa receita (não lembro a conta certa) e, para quem provou as duas receitas, o HC #002 foi superior. 
Aproveitamos a ocasião para degustar duas cervejas: Paulistânia e Bamberg Rauchbier. Até quem não tinha provado cerveja especial se surpreendeu.
Os molhos foram providenciais e harmonizaram bem com o hambúrguer.

Bamberg Rauchbier: sabor defumado bem suave, nenhuma queixa 


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

BrewDog Jack Hammer


Terceira cerveja da BrewDog no prazo de 15 dias. Parece até que estou procurando um rótulo dessa cervejaria que eu não gostei só por implicância. 

Hoje vou falar um pouco da BrewDog Jack Hammer, a britadeira do paladar os lupulomaníacos.

BrewDog
A cervejaria BrewDog foi oficialmente lançada em 2007. Watt e seu sócio, Martin Dickie, montaram o novo negócio com apenas 24 anos e um empréstimo para começar. O resultado em 2011 foi um faturamento de 7 milhões de libras e um crescimento em vendas de 250% nos últimos dois anos. Hoje a BrewDog é a maior cervejaria artesanal independente da Escócia. Tudo isso foi possível graças ao posicionamento diferenciado e personalidade forte criada para a marca. As campanhas de marketing nas redes sociais é agressiva. O objetivo é mudar a cultura monótona de beber cerveja, fazendo bebidas inovadoras, progressistas e cheias de sabor. A imagem de cada cerveja  é expressa em rótulos provocativos como “Sink the Bismarck!”, a mais alcoólica do mundo, ou “Trashy Blonde”. O nome da cervejaria é uma homenagem, ao que eles próprios nomeavam de “fundador” e “comandante chefe” o cão Brancken. O “fundador” esteve presente desde o início dos planos da criação da cervejaria e lamentavelmente veio a falecer em outubro de 2012

Cerveja de cor dourada, turva, com espuma de média formação e duração. O lúpulo é o destaque tanto no aroma, quanto no sabor, trazendo notas cítricas. O interessante é que, a cada gole, a primeira sensação que vem é um dulçor que lembra caramelo ou mel (não soube identificar muito bem). Corpo médio. Carbonatação média. Álcool bem presente. Final cítrico, lembrando laranja. 

Conclusão: a pancada inicial do lúpulo é excelente. Pra quem gosta dessa pegada, pode ir na fé que o sucesso é garantido. Agora, se você está começando no mundo das cervejas especiais, invista na Punk IPA para preparar seu paladar. O custo-benefício não permite que essa cerva seja degustada todos os dias, mas a aquisição de um rótulo desses de vez em quando é altamente recomendável.

INFORMAÇÕES
BrewDog Jack Hammer
Estilo: India Pale Ale
Álcool: 7,4%
Cervejaria: BrewDog 
País: Escócia
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 35,00