Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Backer Las Mafiosas - Corleone


Uma cerveja que conquista o cliente pelo rótulo.
Esse é o caso da Corleone, a cerveja de hoje.

Cervejaria Backer
Tudo começou com o sucesso do chopp Backer, lançado na  inauguração da churrascaria Porcão de Belo Horizonte. A grande aceitação que a receita do chopp artesanal teve, levou à produção da cerveja Backer, a primeira cerveja artesanal do estado de Minas, originária da Serra do Curral. Aposta dos irmãos Halim e Munir Khalil, a companhia chegaria ao mercado mineiro em Outubro de 2005.

A cerveja em si

A foto não ajuda muito, mas tudo bem. :P
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: coloração marrom (um vermelho muito fechado), ligeiramente turva, com espuma de baixa formação e duração. As frutas cítricas predominam no aroma, principalmente maracujá. Aquele dulçor do malte, característico das cervejas 'vermelhas', não dá pra notar. O sabor acompanha o aroma, só que o dulçor é mais evidente, combinando muito bem. Corpo médio. Final levemente seco, com retrogosto de frutas cítricas. Álcool presente, afinal de contas, são 7,7%.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Creio que não, pois é uma cerveja amarga/lupulada para quem não está acostumado
Tem um bom custo-benefício? Sim
É fácil de beber? Mais ou menos
É fácil de encontrar? Sim, bares especializados e supermercados.
Observações: belo lançamento da Backer. Olha que não curto muito red ale. Essa pegada mais lupulada, deixando a cerveja amarga, é o diferencial. Vale o investimento. Agora só falta provar a Tommy Gun:P

INFORMAÇÕES
Backer Las Mafiosas - Corleone
Estilo: Imperial Red Ale
Álcool: 7,7%
Cervejaria: Cervejaria Backer
País: Brasil
Comprada em: Empório Gourmet Show - CADEG
Preço: Uns R$ 20,00


Curiosidades: a Linha Las Mafiosas

A cervejaria mineira Backer trouxe para o Brasil a mestre-cervejeira Alex Nowell, sócia da micro-cervejaria norte-americana Three Weavers Brewing. Com um currículo muito interessante e passagens pela Sierra Nevada, Moylan’s Brewing, Drake´s Brewing Company e Kinetic Brewing, ela chegou para um intercâmbio cervejeiro onde irá produzir três novas cervejas da série "Las Mafiosas". 



Desta vez os estilos das novas cervejas serão californianas, ao contrário da série Três Lobos, que se baseou no faroeste (western). Segundo Paula Lebbos, diretora de marketing da Backer, "saímos do universo western e entramos no mundo da máfia. Uma aposta em uma linha temática e divertida. Os rótulos e personagens foram inspirados no universo dos quadrinhos e filmes clássicos da máfia. Os lobos, agora, são personagens desse mundo obscuro, só que com um toque de humor".


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Serra Gelada Defumada


As próximas três postagens serão dedicadas à trinca da Cervejaria Serra Gelada. Hoje vou falar sobre a Defumada, uma rauchbier feita para quem está começando no mundo das cervejas artesanais.

Sobre a Serra Gelada
Cervejaria artesanal da região do Parque Nacional de Itatiaia, produz atualmente três rótulos: Dourada, Defumada e a sazonal Pinhão. A produção ainda é pequena, atendendo quase que exclusivamente a demanda de bares e restaurantes de região e os visitantes ávidos por uma boa cerveja. Mas os donos querem manter tudo assim mesmo: pequeno, artesanal, feito com dedicação e sem pressa, para sempre garantir a qualidade do produto. A pequena fábrica está localizada em Maringá, vizinha à Visconde de Mauá. A cerveja começou a ser feita em casa, mas a ideia de produzir boa cerveja na região animou os irmãos e proprietários, que em 2 anos alcançaram sucesso absoluto na região.

A cerveja em si

Cerveja de cor bem avermelhada, quase marrom, levemente translúcida, com espuma de média formação e baixa duração. Aroma com notas de caramelo, bem discreto. Defumado mesmo somente no sabor, de forma reduzida em comparação com outras cervejas do mesmo estilo. Também tem algo que lembre o amargor do lúpulo e o dulçor do malte, tudo discreto. Aliás, esse dulçor 'briga' com o defumado no seu paladar, pra ver quem ganha destaque. Retrogosto meio amargo, meio defumado. Corpo leve. Álcool na medida. Carbonatação média.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim, é uma cerva com gosto defumado que não incomoda quem está começando..
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Mais ou menos.
É fácil de encontrar? Não, somente na região de Itatiaia/Penedo/Visconde de Mauá
Observações: não custa nada você se render a uma cerveja diferente durante uma viagem. Se alguém te deu essa cerveja de presente, pode ter cerveja que quem te presenteou, pensou em você e trouxe um rótulo que é difícil de se ver fora da região. Portanto, a experiência é válida. O melhor de tudo é que essa cerva não parece aquela 'vitamina de mortadela com bacon', pois o defumado é muito suave. Entretanto, existem outros rótulos (bem) melhores.

INFORMAÇÕES
Serra Gelada Defumada
Estilo: Rauchbier
Álcool: 6,0%
Cervejaria: Serra Gelada
País: Brasil
Comprada em: Quiosque da Serra Gelada - Visconde de Mauá/RJ
Preço: Uns $10

OBS: na última viagem que fiz a Visconde de Mauá, tive a oportunidade de conhecer a cervejaria. Um desafio e tanto para carros 1.0 :P


terça-feira, 12 de abril de 2016

Serra Gelada Edição Especial Pinhão


As próximas três postagens serão dedicadas à trinca da Cervejaria Serra Gelada. Hoje vou falar sobre a Edição Especial, uma American Amber Ale produzida no inverno e que leva pinhão na receita.

Sobre a Serra Gelada
Cervejaria artesanal da região do Parque Nacional de Itatiaia, produz atualmente três rótulos: Dourada, Defumada e a sazonal Pinhão. A produção ainda é pequena, atendendo quase que exclusivamente a demanda de bares e restaurantes de região e os visitantes ávidos por uma boa cerveja. Mas os donos querem manter tudo assim mesmo: pequeno, artesanal, feito com dedicação e sem pressa, para sempre garantir a qualidade do produto. A pequena fábrica está localizada em Maringá, vizinha à Visconde de Mauá. A cerveja começou a ser feita em casa, mas a ideia de produzir boa cerveja na região animou os irmãos e proprietários, que em 2 anos alcançaram sucesso absoluto na região.

A cerveja em si

Cerveja de cor âmbar, levemente turva, com espuma de média formação e baixa duração. Convenhamos: a apresentação não foi das melhores. O aroma dela é bem suave, onde dá pra notar um leve dulçor do malte, algo que lembre frutas cítricas. Tinha também uma terceira característica que não soube definir muito bem o que era. O sabor acompanha o aroma, com algo que lembre mel. Retrogosto levemente adocicado, com notas de grãos (tipo amendoim, nozes etc). Talvez seja o tal pinhão. Carbonatação média. Corpo médio. Álcool na medida.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Talvez. Esse sabor de grão que fica a cada gole pode causar estranheza.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Mais ou menos.
É fácil de encontrar? Não, somente na região de Itatiaia/Penedo/Visconde de Mauá
Observações: não custa nada você se render a uma cerveja diferente durante uma viagem. Se alguém te deu essa cerveja de presente, pode ter cerveja que quem te presenteou, pensou em você e trouxe um rótulo que é difícil de se ver fora da região. Portanto, a experiência é válida. Entretanto, não espere pelo pinhão, pois você pode se decepcionar.

INFORMAÇÕES
Serra Gelada Edição Especial Pinhão
Estilo: American Amber Ale
Álcool: 5,0%
Cervejaria: Serra Gelada
País: Brasil
Comprada em: Quiosque da Serra Gelada - Visconde de Mauá/RJ
Preço: Uns $10

OBS: na última viagem que fiz a Visconde de Mauá, tive a oportunidade de conhecer a cervejaria. Um desafio e tanto para carros 1.0 :P


Serra Gelada Dourada


As próximas três postagens serão dedicadas à trinca da Cervejaria Serra Gelada. Hoje vou falar sobre a Dourada, uma American Pale Ale que pode surpreender teu paladar.

Sobre a Serra Gelada
Cervejaria artesanal da região do Parque Nacional de Itatiaia, produz atualmente três rótulos: Dourada, Defumada e a sazonal Pinhão. A produção ainda é pequena, atendendo quase que exclusivamente a demanda de bares e restaurantes de região e os visitantes ávidos por uma boa cerveja. Mas os donos querem manter tudo assim mesmo: pequeno, artesanal, feito com dedicação e sem pressa, para sempre garantir a qualidade do produto. A pequena fábrica está localizada em Maringá, vizinha à Visconde de Mauá. A cerveja começou a ser feita em casa, mas a ideia de produzir boa cerveja na região animou os irmãos e proprietários, que em 2 anos alcançaram sucesso absoluto na região.

A cerveja em si

Cerveja de cor âmbar, ligeiramente translúcida, com espuma de média formação e baixa/média duração. O aroma dela é bem suave, onde dá pra perceber o malte e algo que lembre frutas cítricas. O sabor acompanha o aroma, com uma acidez muito sutil, mas que não chega a incomodar. Retrogosto meio azedo, parecido com o das frutas cítricas. Carbonatação média/alta. Corpo leve. Álcool bem despercebido. 

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim e, se você gosta de frutas cítricas, vai gostar ainda mais dela. É um bom ponto de partida.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Não, somente na região de Itatiaia/Penedo/Visconde de Mauá
Observações: vale a experiência por beber uma cerveja da região. A única coisa que espanta é o preço, já que existem outras cervejarias no local. Se você visitar Penedo/Mauá e quiser experimentar uma cervejinha diferente, não deixe de provar a Dourada. Se achar o chope então (vende em Maringá), melhor ainda. Vai tornar sua viagem ainda mais agradável. 

INFORMAÇÕES
Serra Gelada Dourada
Estilo: American Pale Ale
Álcool: 5,0%
Cervejaria: Serra Gelada
País: Brasil
Comprada em: Quiosque da Serra Gelada - Visconde de Mauá/RJ
Preço: Uns $10

OBS: na última viagem que fiz a Visconde de Mauá, tive a oportunidade de conhecer a cervejaria. Um desafio e tanto para carros 1.0 :P


sábado, 9 de abril de 2016

Baden Baden American IPA


Que frisson foi esse para o lançamento da primeira IPA da Baden Baden!
Ouvi muita gente falando mal (pouco amarga) e falando bem também (ideal para o nosso clima.
Afinal de contas, essa cerveja é boa ou não?
Vou tentar passar a minha impressão para vocês.

Sobre a Baden Baden
Fundada oficialmente em 1999, na cidade de Campos de Jordão, interior de São Paulo, para ser uma fábrica-modelo na produção de cervejas artesanais, seguindo a risca o movimento mundial The Craft Beer Renaissance, valorizando acima de tudo a felicidade e prazer de fabricar cervejas diferenciadas com sabor, corpo e aroma inconfundíveis, e a Lei da Pureza Alemã. 
O nome BADEN BADEN, foi inspirado no bar e restaurante Baden Baden (fundado em 1985), também localizado em Campos de Jordão, de propriedade de José Vasconcelos, um dos fundadores da cervejaria. O sucesso do chope, inicialmente servido apenas na choperia, logo resultou no formato cerveja, surgindo assim a primeira cerveja da marca BADEN BADEN em 2000.

A cerveja em si

Cerveja de cor laranja/âmbar, translúcida, com espuma de alta formação e baixa/média duração. O aroma dela é interessantíssimo. Para quem gosta de maracujá então, vai se encantar. Em contrapartida, o maracujá praticamente some no sabor. Ela tem as notas cítricas características do estilo, mas ela tem um dulçor e um azedo que incomodam ao longo do tempo. Carbonatação média. Corpo leve. Álcool na medida.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim. É uma cerveja mais amarga que Heineken, mas que o conjunto não deixa que esse amargor incomode sua degustação.
Tem um bom custo-benefício? Sim.
É fácil de beber? Mais ou menos.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados
Observações: se você já é 'bebedor oficial' de cervejas artesanais, esqueça. Essa cerveja não foi feita pra você. A proposta da Baden Baden é atingir justamente um novo público, trazendo uma cerva mais 'light' no amargor, mas de um estilo diferente que a grande massa consome. Não seria um rótulo que teria na minha geladeira pra beber a qualquer instante, mas compraria para mostrar a alguém que está conhecendo outros estilos.

INFORMAÇÕES
Baden Baden American IPA
Estilo: American IPA
Álcool: 6,4%
Cervejaria: Baden Baden
País: Brasil
Comprada em: Supermercado Mundial
Preço: Uns $10

Leffe Radieuse


Mais uma cerveja produzida pela Leffe entra para a conta do Grande Chico. Hoje é a vez da Radieuse, uma Belgian Dark Strong Ale de respeito.

Sobre a Abbaye de Leffe
A Abadia de Notre Dame de Leffe foi fundada em 1152 à beira do rio Meuse, na província de Namur, no sul da Bélgica. Em 1200 passou a se chamar somente Abadia de Leffe. A cerveja só foi aparecer na Abadia em 1240 (segundo os registros históricos). Como tradicionalmente era feito por toda Europa, aquele mosteiro contava com os premonstratenses, verdadeiros cânones da cerveja. Era muito comum a fabricação de cerveja pelos monges, por ser um tipo de bebida que, ao mesmo tempo em que aquecia o corpo, também fornecia todos nutrientes necessários, uma vez que os países da Europa possuem, até os dias de hoje, invernos rigorosos. 

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor bem vermelha (quase marrom), ligeiramente turva, com espuma de média formação e duração. É uma cerveja complexa pra descrever, mas arrisco dizer que no aroma dá pra notar algo que lembre de frutas vermelhas (especialmente cereja) e o malte trazendo notas de caramelo. O sabor acompanha o aroma, acrescentando um amargor bem leve, mas nada que incomode e que tire o dulçor da cerva. Retrogosto doce, mas com algo cítrico em segundo plano. Carbonatação média/alta. Corpo leve/médio. Álcool bem evidente.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Mais ou menos. Se você gosta de bebidas 'quentes', é bem provável que goste da Radieuse. É só não fazer comparação com as cervas tradicionais que desce redondo.
Tem um bom custo-benefício? Sim.
É fácil de beber? Mais ou menos.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados
Observações: ótima cerveja para ter na geladeira! Ela tem uma combinação terrível, que é ser docinha e bem puxada no álcool. Recomendo beber essa cerva acompanhado(a), para a experiência se tornar mais agradável.

INFORMAÇÕES
Leffe Radieuse
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Álcool: 8,2%
Cervejaria: Abbaye de Leffe
País: Bélgica
Comprada em: Mundial - Engenho Novo / Saens Pena
Preço: Uns R$ 8,00

sábado, 23 de janeiro de 2016

Ashby Nirvana IPA


Para quem está começando a beber cervejas artesanais/especiais, um dos maiores desafios é gostar das cervejas amargas/lupuladas. Se tem gente que 'torce o nariz' para um Heineken da vida, imagine para uma cerveja mais encorpada e amarga? Isso sem falar nas que tem cheiro de frutas cítricas

Se você tem esse problema, vou te apresentar aqui uma cerveja que pode mudar um pouco seu paladar: Ashby Nirvana IPA.

Sobre a Cervejaria Ashby
A Cervejaria Ashby fica localizada em Amparo-SP, local privilegiado  para a produção de cerveja em virtude da água de excelente qualidade que aí existe. Ao longo dos anos, mais propriamente desde 1993, a Ashby tem procurado criar cervejas e chopps de alta qualidade e de formulação exclusiva, sob a batuta do mestre-cervejeiro Scott Ashby.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor dourada, translúcida, com espuma de curta formação e duração. No aroma, um pouco de malte e de lúpulo, lembrando frutas cítricas. Tudo muito suave, sem ser agressivo. No sabor, a surpresa ficou por conta do baixo amargor de lúpulo. Sim, é uma IPA que tem amargor baixíssimo. Ela é mais maltada que lupulada. Retrogosto ligeiramente amargo, mas que tem um azedinho que pode causar estranheza para quem não está acostumado. Carbonatação baixa. Corpo leve. Álcool um pouco abaixo do esperado.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Com certeza. É uma porta de entrada para outros estilos, mesmo não sendo uma cerveja do estilo India Pale Ale.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados
Observações: se você já é degustador oficial, prove a Nirvana IPA só para check-in no Untappd. Caso contrário, nem perca seu tempo. A sua tendência vai ser reclamar, falando que 'não é do estilo', 'não é tão lupulada assim' etc. A Nirvana IPA não foi feita pra quem já tem muita hora/copo ou para quem é lupulomaníaco. Acredito que a proposta desta cerva é justamente alcançar um público que ainda está acostumado às cervejas populares (Brahma, Antárctica etc) e que, de vez em quando, se arrisca numa Heineken. Se você está enquadrado nessa galera, pode colocar uma Nirvana IPA no carrinho que o sucesso é garantido, principalmente se tiver um salaminho ou uma linguicinha pra acompanhar.

INFORMAÇÕES
Ashby Nirvana IPA
Estilo: India Pale Ale
Álcool: 5,5%
Cervejaria: Cervejaria Ashby
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Guanabara
Preço: Uns R$ 8,00

Curiosidades: A Nirvana IPA é uma das cinco novas cervejas da Ashby, lançadas em outubro de 2015, e seu rótulo é inspirada nas tradições indianas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Backer Capitão Senra


Muito bacana quando você prova uma cerveja com história.
Essa veio diretamente de Belzonte. Não de moto. Muito menos de Harley Davidson. 
Hoje é dia de falar da Backer Capitão Senra, a cerveja de hoje.

Cervejaria Backer
Tudo começou com o sucesso do chopp Backer, lançado na  inauguração da churrascaria Porcão de Belo Horizonte. A grande aceitação que a receita do chopp artesanal teve, levou à produção da cerveja Backer, a primeira cerveja artesanal do estado de Minas, originária da Serra do Curral. Aposta dos irmãos Halim e Munir Khalil, a companhia chegaria ao mercado mineiro em Outubro de 2005.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: coloração âmbar (com tons de marrom e vermelhado), translúcida, com espuma de média formação e curta duração. O malte predomina no aroma, deixando no ar algo que lembra caramelo, mas nada muito agressivo. É bem suave. No sabor as coisas mudam um pouco. A cada gole, a primeira impressão é o doce do malte, mas o retrogosto é amargo. O lúpulo convida o degustador para secar a ampola com facilidade. Álcool na medida. Carbonatação média. Corpo médio.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Se você já deu umas bicadas em cervejas artesanais e quer provar uma cerveja mais maltada, peça a Capitão Senra.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos
É fácil de beber? Sim
É fácil de encontrar? Sim, bares especializados.
Observações: uma boa cerveja que, infelizmente, chega um pouco inflacionada aqui no Rio de Janeiro. Por isso que o custo-benefício está como 'Mais ou menos'. É uma boa cerveja, seja para 'começar os trabalhos' ou para beber despretensiosamente. Vale o investimento

INFORMAÇÕES
Backer Capitão Senra
Estilo: Amber Lager
Álcool: 5,3%
Cervejaria: Cervejaria Backer
País: Brasil
Comprada em: Beer Underground
Preço: Uns R$ 27,00

Curiosidades: Por que Capitão Senra? Aliás, quem é Capitão Senra?

No dia 13 de outubro de 2012, a cervejaria Backer celebra o aniversário de 81 anos do maior harleyro do Brasil, o Capitão Senra. Para homenageá-lo, a cervejaria desenvolveu a cerveja Capitão Senra.

Segundo a sócia proprietária da Cervejaria Backer, Paula Lebbos, a ideia da nova cerveja surgiu inesperadamente, quando conheceu o Capitão em Araxá: “Achei incríveis as histórias que o Capitão Senra me contou. E, a partir daí, comecei a sonhar, imaginando como repassá-las aos meus clientes. Foi assim que surgiu a ideia de criar a cerveja Capitão Senra.”, explica. Surpreso, o Capitão diz estar ansioso com o lançamento da cerveja que levará seu nome. “Eu nunca imaginei beber uma cerveja com meu nome, em minha homenagem. Eu e meus amigos estamos ansiosos para saboreá-la”, conta.

Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, quando iniciou a vida profissional no 1º Batalhão de Polícia do Exército, o Capitão escoltou, sempre pilotando uma Harley Davidson, diversas pessoas de renome, como a Rainha da Inglaterra e o Presidente Juscelino Kubitscheck, do qual se tornou grande amigo. Hoje, já aposentado, o Capitão Senra coleciona motocicletas da marca em um galpão na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

A marca foi pensada com base nos escudos de asas, estampados nos tanques das motocicletas, e reforça o conceito da liberdade sobre rodas. O rótulo traz a ilustração de um personagem sentado em uma moto, inspirado no próprio Capitão Senra. A garrafa também traz um diferencial, já que a ilustração vem impressa sobre um fundo transparente.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dogma Cafuza Imperial India Black Ale


Antes de começar mais esse post, gostaria de agradecer as mais de 35 mil visitas. Para um blog independente de cervejas, voltado para o público iniciante, tem muito significado pra mim. Muito obrigado a todos.

A cerveja de hoje, cronologicamente, foi a de número 250: Dogma Cafuza Imperial India Black Ale.

Cervejaria Dogma
É com uma grande união que as grandes ideias e conquistas surgem. Com essa filosofia nasce a cervejaria Dogma. Uma junção de três cervejarias ciganas de São Paulo, a Serra de Três Pontas (Cafuza, Hop Lover, Loucura de Baco, Touro Sentado e Branca de Brett), aNoturna (Green Lover, Loucura de Baco, Neblina e Condessa d’Augusta) e a Prima Satt (Cafuza e Hamurabi).
Bruno Moreno, proprietário da Serra de Três Pontas, Luciano Silva (Noturna) e Leonardo Satt (Prima Satt), se conheceram nas produções caseiras e se tornaram grandes amigos. Criaram juntos um grupo unindo as três cervejarias para facilitar a distribuição de suas cervejas e com isso um grande fortalecimento foi criado entre eles.
Depois de diversos lançamentos, resolveram em junho de 2015 criar uma nova marca, mais forte e mais criativa. Três mentes trabalhando pela qualidade de cervejas incríveis.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de alta formação e média duração. Com um rótulo impactante, a apresentação desta cerva é sensacional. O aroma já encanta de cara os fãs de cervejas amargas/lupuladas, com a explosão de notas cítricas, acompanhadas por notas de malte torrado, café e chocolate amargo. O sabor acompanha o aroma. Nada se destaca, pois tudo é muito bem equilibrado. Seu paladar vai causar uma boa confusão mental, pois o retrogosto dela deixa sua boca seca, te convidando pro próximo gole. Corpo médio/denso. Carbonatação média. Álcool bem assertivo.


CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Creio que não, pois é uma cerveja bem amarga/lupulada e de forte teor alcoólico. Prove outras do estilo Black IPA antes dela.
Tem um bom custo-benefício? Sim
É fácil de beber? Mais ou menos
É fácil de encontrar? Sim, bares especializados e supermercados.
Observações: uma cerveja difícil de ser saboreada. Se você gosta da Hi5, então você vai amar a Cafuza. Está na minha lista de 20 Melhores Cervejas Nacionais. Imperdível.

INFORMAÇÕES
Cafuza Imperial India Black Ale
Estilo: Black IPA 
Álcool: 8,5%
Cervejaria: Dogma
País: Brasil
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 25,00

Isso que é espuma, minha gente!

Curiosidades: Cafuzo é a denominação dada no Brasil para os indivíduos gerados a partir da miscigenação entre índios e negros africanos. A ideia desta cerveja é ser uma mistura de Imperial IPA com Black IPA, daí seu longo nome: Imperial India Black Ale.

A garrafa que bebi ainda era da Cervejaria Prima Satt. Com a criação da Dogma, todos os rótulos sofreram alterações. Particularmente, acho o antigo rótulo melhor, sem desmerecer esse novo design da Dogma, que é sensacional.

Assim que provar a Cafuza da Dogma, atualizarei esta postagem.

Rótulo antigo, da Prima Satt

Rótulo Atual

Karavelle Keller


Sobre a Cervejaria Karavelle
Com sede em Indaiatuba e distribuição selecionada, a cervejaria Karavelle elaborou um portfólio de produtos únicos e diferenciados, baseando-se em receitas raras que utilizam ingredientes preciosos, importados de várias regiões do mundo.
Daniel Whitaker Sobral, um dos fundadores, diz que, para batizar seu negócio, imaginou caravelas alemãs vindo ao Brasil carregadas de cerveja. A história, claro, o desmente (e ele sabe disso), mas é de se imaginar como seria se tivéssemos sido colonizados pelos germânicos ao invés dos portugueses, que não têm tradição cervejeira.
Atualmente, a Karavelle é capitaneada por Dinho Diniz, diretor de planejamento, Otavio Veiga, diretor geral e Jorge Mario (Seu Jorge), diretor de comunicação.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor amarelo palha, turva, com espuma de média formação e duração. Em conjunto com o belo rótulo, a apresentação dessa cerva é impecável. No aroma, um dulçor que não soube identificar e algo que lembrasse mel. No sabor, o mesmo dulçor, além do leve amargor do lúpulo. Mesmo sendo refrescante, nada se destaca nessa cerva. O que chamou a atenção é que ela é meio azeda no retrogosto. Achei um pouco estranho. Carbonatação baixa. Corpo leve/médio. Álcool abaixo do esperado.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Não, principalmente se for uma das suas primeiras cervejas. Você pode estranhar um pouco, pois é uma cerveja 'sem sabor'.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Mais ou menos.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados e bares especializados.
Observações: não gosto de falar mal de cervejas, mas essa é tão insossa que não tem como ficar quieto. No meio de uma degustação, vale a pena para experimentar novos estilos. Agora, escolher esse rótulo para 'iniciar os trabalhos', não é um bom investimento. 

INFORMAÇÕES
Karavelle Keller
Estilo: Keller/Zwickel
Álcool: 4,5%
Cervejaria: Cervejaria Karavelle
País: Brasil
Comprada em: Degustação (valeu Bruno!)
Preço: Uns R$ 15,00

Curiosidades: sim, Seu Jorge é um dos sócios da Karavelle.


“Desde o inicio o projeto me interessou porque sou apreciador de cervejas. Venho trabalhando, ao lado dos meus sócios, de forma discreta, pois não queria atrapalhar o desenvolvimento do plano como um todo. 
Nosso objetivo era consolidar o produto, o sabor, a filosofia da empresa para assim apresentá-lo oficialmente ao grande público”

Fonte: All Beers

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Weltenburger Kloster Anno 1050


Sobre a Weltenburger Kloster Brauerei
A Weltenburger é mais uma das cervejarias europeias com origens nas ordens monásticas.
A abadia de Weltenburger foi fundada por monges de origem irlandesa enviados por São Columbano em suas missões evangelizadoras no início do século VII. Estabelecida sobre uma antiga fortaleza militar romana, sua data de fundação é estimada por volta do ano de 620, sendo a mais antiga abadia alemã. Localizada às margenss do Rio Danúbio, perto da cidade de Kelheim, coração da Bavária, é um dos cartões postais bávaros não só pela privilegiada localização, uma belíssima curva do rio, como também pela arquitetura barroca que leva a assinatura dos famosos irmãos Asam. 
A produção de cerveja teve início no ano de 1050 como forma de santificação dos monges e também como fonte de renda para sua atividades. A abadia ainda funciona seguindo os estritos princípios monásticos estabelecidos por São Benedito: “ora et labora”.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor dourada, translúcida, com espuma de média formação e duração. No aroma, nada de doce ou amargor, apenas o malte. Bem simples. Sabor acompanha o aroma, com um amargor do lúpulo tão suave, mas tão suave que quase não dá pra perceber. Retrogosto ligeiramente adocicado (talvez um dulçor do próprio malte), mas que não incomoda em nada. Corpo leve (um pouco aguada). Carbonatação média. Álcool na medida.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim, é uma cerveja com um 'grau acima' das cervejas populares. 
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados e bares especializados.
Observações: a Petrópolis cometeu um grave erro ao colocar no rótulo que a cerveja era 'Tipo Abadia'. É forçar muito a barra pra tentar vender um produto diferenciado. Fora isso, é uma boa cerveja para dar uma 'incrementada' na geladeira. O único problema é o custo-benefício. De vez em quando ela entra em promoção. Aí sim, vale a pena levar umas garrafas pra casa.

INFORMAÇÕES
Weltenburger Kloster Anno 1050
Estilo: Oktoberfest/Marzen
Álcool: 5,5%
Cervejaria: Cervejaria Petrópolis
País: Alemanha
Comprada em: Degustação (valeu Bruno!)
Preço: Uns R$ 12,00

Curiosidades: desde 2010, o Grupo Petrópolis é responsável pela fabricação das cerveja Weltenburger aqui no Brasil.

DeuS Brut des Flandres


Não é todo dia que um amigo faz aniversário e convida você pra experimentar uma das cervejas mais reverenciadas do mundo: DeuS Brut des Flandres, que veio diretamente da Bélgica (não, esse meu amigo não comprou aqui no Brasil).

Sobre a Brouwerij Bosteels
A Bosteels é uma cervejaria belga da cidade de Buggenhout em Flandres Oriental, norte do país. Fundada em 1791 por Evarist Bosteels é um empreendimento familiar cuja direção encontra-se já na sétima geração, hoje sob o comando de Ivo e Antoine Bosteels. Além da mitológica DeuS Brut de Flandres, a Bosteels produz ainda duas lendas: a Tripel Karmeliet, uma belgian tripel, e a Pauwel Kwak, uma belgian strong golden ale famosa por seu copo especialmente desenvolvido para atender os condutores de carruagem.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor amarelo palha, levemente translúcida, com espuma de média formação e curta duração, ficando uma fina camada até o fim. Só de olhar, já dá pra ver que lembra muito champanhe. O aroma dela é bem diferenciado e complexo, mas dá pra perceber notas frutadas (abacaxi, uva verde, maçã verde) e de cravo. A complexidade dessa cerva também está no sabor. Tem frutas cítricas (abacaxi, maçã e uva), tem especiarias (leve sabor de cravo e alecrim), um dulçor que não soube identificar e uma picância interessante. Ela é meio ácida no retrogosto, mas nada que incomode. Álcool bem presente no início, mas que depois o seu paladar se acostuma. Carbonatação alta.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Claro que sim. Lembra champanhe. Aliás, você está bebendo champanhe! Sendo assim, seu paladar não vai estranhar tanto. Não espere gosto de cerveja.
Tem um bom custo-benefício? Não mesmo.
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em bares especializados.
Observações: como disse muito bem Jota Queiroz no excelente blog O Contador de Cervejas, é uma lenda que merece ser degustada, ao menos, uma vez na vida. É uma cerveja especial para ser aberta em momentos especiais.

INFORMAÇÕES
DeuS Brut des Flandres
Estilo: Bière de Champagne / Bière Brut
Álcool: 11,5%
Cervejaria: Bosteels
País: Bélgica
Comprada em: Degustação (valeu Bruno!)
Preço: Uns R$ 240,00

PS: postagem dedicada aos amigos Bruno Brum, Thiago Cavalcanti, André Cardona, Victor Cardoso, Victor Patrocínio, João Lira, Marcio Miceli, Fabio Peclat, Márcio Peclat, Rodrigo Tato e todos os amigos que a Fundação Bradesco colocou na minha vida.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Degustação Suicida #3 - Itaipava Malzbier


Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3

A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.

Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi quatro rótulos: Zebu, Guitt's Malzebier, Colônia Negra e Itaipava Malzbier, a cerveja de hoje

Sobre a Cervejaria Petrópolis
O Grupo Petrópolis é fruto da aquisição da Cervejaria Petrópolis e da marca Itaipava, de Petrópolis, em 2001. No mesmo ano, adquire a Cervejaria em Boituva (SP) que produzia a marca Crystal e que já tinha uma presença expressiva no interior paulista. A partir daí, a empresa começou seu processo de crescimento e consolidação.

Em 1993, um grupo de empresários se associou e decidiu comprar algumas máquinas, equipamentos e um terreno perto da rodovia BR 040 - Km 51. Aproveitando o clima ameno da região serrana de Petrópolis no Rio de Janeiro, a existência de água de qualidade excepcional e fazendo uso dos excelentes conhecimentos de um mestre cervejeiro e de matéria-prima importada de alta qualidade, eles fundaram a Cervejaria Petrópolis. No dia 29 de julho de 1994 foi realizada a festa de lançamento da cerveja Itaipava, batizada com o nome de um distrito da cidade de Petrópolis. Cinco anos depois, a Cervejaria Petrópolis, que havia sido vendida a um novo grupo de investidores, liderado por Walter Faria, empresário ligado ao ramo de produção de algodão, criou um novo rótulo (mais moderno e de fácil identificação) e modernizou a logomarca da cerveja Itaipava, que nesta época começava a ficar famosa em todo o estado do Rio de Janeiro. Durante os seis primeiros anos, tanto a cervejaria como a marca eram regionais, com uma distribuição pequena e restrita.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de média formação e curta duração. Aroma bem adocicado, com um caramelo artificial. Também tinha algo metalizado, o que achei bem estranho. No aroma, café e um dulçor que parecia caramelo. No sabor, era apresentou um doce muito exagerado e enjoativo. Com a baixa carbonatação e corpo médio, é uma cerveja bem difícil de beber até o fim. Retrogosto doce. Álcool imperceptível.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Não. É uma cerveja para curioso ou só pra fazer check-in no Untappd. 
Tem um bom custo-benefício? Não.
É fácil de beber? Não mesmo!
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: descobri que malzbier é o pior estilo que o ser humano já inventou para cerveja. Bebo 100 witbiers, mas nao bebo uma malzbier. Agora, tentando ser um pouco imparcial, é bem difícil beber uma cerveja tão adocicada. Por isso que a galera evita beber cerveja preta, pois já associam esse dulçor gigantesco. Se você está começando a beber cervejas artesanais/especiais, poupe sua grana e beba algo digno.

INFORMAÇÕES
Itaipava Malzbier
Estilo: Malzbier 
Álcool: 4,2%
Cervejaria: Cervejaria Petrópolis
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 2,00

Degustação Suicida #3 - Colônia Negra Stout


Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3

A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.

Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi quatro rótulos: Zebu, Itaipava Malzbier, Guitt's Malzebier e Colônia Negra, a cerveja de hoje

Cervejaria Colônia
Tudo começou com Jaime Nelson Gatto, que após muitos anos de trabalho ao lado do pai e de um tio em uma distribuidora de bebidas, resolveu em 1994 viajar e adquirir equipamentos usados de unidades desativadas das grandes cervejarias do país. Em dois anos, ele conseguiu montar a própria fábrica de cervejas.

Primeiro surgiu a famosa cerveja Xingú que, inicialmente, tinha como foco o mercado americano e conquistou sucesso internacional. Em 1998, já com Saul Brandalise Júnior incorporado à empresa e com todas as experiências, adquiriu-se domínio da tecnologia cervejeira e o produto ficou tão bom e qualificado que merecia uma nova marca, sendo então intitulada de Cerveja Colônia, em alusão à cidade de Colônia, localizada na Alemanha.

A INAB também atua no mercado externo, exportando a cerveja Colônia, Sambadoro e Stell para o Paraguai, Bolívia, Angola e Guiana Francesa.


A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de curta formação e duração. No aroma, café e um dulçor que parecia caramelo. Tinha também malte torrado, mas bem pouco. No sabor, o café predomina, com as notas de torrado e de caramelo bem tênues. O retrogosto dela é uma mistura de café com malte torrado, deixando a boca meio seca a cada gole. Carbonatação baixa. Corpo leve/médio. Álcool bem presente. 

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim. Boa porta de entrada para você descobrir novos sabores por um custo irrisório. 
Tem um bom custo-benefício? Sim
É fácil de beber? Sim
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: novamente, fui surpreendido. Assim como a Zebu, é uma cerveja boa e barata. Se você acha que toda cerveja escura é doce, hora de quebrar paradigmas e provar a Colonia Negra Stout. Vale o investimento.

INFORMAÇÕES
Colônia Negra Stout
Estilo: Dry Stout  
Álcool: 6,0%
Cervejaria: INAB - Indústria Nacional de Bebidas
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 3,00

"Nós cuidamos de você", frase escrita na 'camisinha' da Colônia Negra Stout

Degustação Suicida #3 - Zebu


Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3

A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.

Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi quatro rótulos: Colônia Negra, Itaipava Malzbier, Guitt's Malzebier e Zebu, a cerveja de hoje.

Cervejaria Guitt´s
A Guitt's, criada em 2001 pelos Refrigerantes Convenção. Localizada em Caieiras - SP, a firma produz a Guitt's Pilsen e a Guitt's Malzbier. E porquê Convenção? Em 18 de abril de 1873, um encontro denominado “Convenção de Itu”, reuniu um grupo de paulistas partidários do derrube do regime monárquico. Eram, na sua maioria, fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais e beneficiários dos negócios da grande lavoura cafeeira. Neste encontro foram propostos novos princípios para a organização do país e lançadas as bases do movimento republicano. Foi este grande marco histórico que inspirou a criação da marca Convenção.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta (mas tem algo marrom quando se coloca contra a luz), turva, com espuma de média formação e curta duração. Aroma lembrando café e malte torrado. Sabor acompanha o aroma, so que tem um dulçor que deixa cada gole mais suave. Retrogosto lembrando café torrado. Carbonatação média. Álcool na medida.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim. Boa porta de entrada para você descobrir novos sabores por um custo irrisório. 
Tem um bom custo-benefício? Por R$ 2,00, é claro que sim!
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: confesso que me surpreendi com a Zebu. Fui cheio de preconceito, mas acabei encontrando uma boa cerveja. Pra melhorar a situação, ela é MUITO barata. Se você acha que toda cerveja escura é doce, hora de quebrar paradigmas e provar a Zebu. Vale o investimento.

INFORMAÇÕES
Zebu
Estilo: Sweet Stout  
Álcool: 5,3%
Cervejaria: Cervejaria Guitt´s
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 2,00


Degustação Suicida #3 - Guitt's Malzbier


Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3

A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.

Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi três rótulos: Colônia Negra, Zebu, Itaipava Malzbier e Guitt's Malzebier, a cerveja de hoje

Sobre a Cervejaria Guitt´s
A Guitt's, criada em 2001 pelos Refrigerantes Convenção. Localizada em Caieiras - SP, a firma produz a Guitt's Pilsen e a Guitt's Malzbier. E porquê Convenção? Em 18 de abril de 1873, um encontro denominado “Convenção de Itu”, reuniu um grupo de paulistas partidários do derrube do regime monárquico. Eram, na sua maioria, fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais e beneficiários dos negócios da grande lavoura cafeeira. Neste encontro foram propostos novos princípios para a organização do país e lançadas as bases do movimento republicano. Foi este grande marco histórico que inspirou a criação da marca Convenção.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de baixa formação e curtíssima duração. Em pouco tempo, não tinha espuma no copo. Aroma adocicado, lembrando caramelo artificial, com algo que lembrava café. No sabor, era apresentou um doce bem exagerado e enjoativo. Como é uma cerveja com corpo levíssimo, ou seja, bem aguada, parecia que estava bebendo um xarope. Carbonatação baixa. Retrogosto doce. Álcool imperceptível.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Não. É uma cerveja para curioso ou só pra fazer check-in no Untappd. 
Tem um bom custo-benefício? Não.
É fácil de beber? Não mesmo!
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: sem dúvida alguma, essa é pior cerveja que já bebi na vida. Sério, me comprometo a retificar essa informação se beber algo pior. Aliás, isso nem deveria ser chamado de cerveja. Bebi somente meio copo. 

INFORMAÇÕES
Guitt's Malzbier
Estilo: Malzbier
Álcool: 4,7%
Cervejaria: Cervejaria Guitt´s
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 2,00


Schneider Weisse TAP 7 Unser Original


Mais uma visita ao Hopfen Cervejas Especiais para colocar o papo em dia com os amigos e para provar uma nova cerveja: Schneider Weisse TAP 7 Unser Original.

Weissbierbrauerei G. Schneider & Sohn
Clássica cervejaria bávara fundada em 1872 por Georg Schneider I e seu filho homônimo, quando o rei Ludwig II desistiu da exclusividade de produzir cervejas de trigo, diante do declínio nas vendas. Originalmente as fábricas se localizavam em Munique mas após terem sido destruídas por bombardeios na II Grande Guerra Mundial em 1944, foram reconstruídas na cidade de Kelmheim, também na Bavária. Propriedade familiar é hoje comandada por Georg Schneider VI.

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor castanha/marrom, turva, com espuma de alta formação e média duração. Aroma bem típico das cervejas de trigo, com notas de banana e cravo, além de um dulçor que lembra açúcar mascavo. Sabor acompanha o aroma, com o cravo sobressaindo, o que tornou a degustação mais interessante. Retrogosto remetendo ao dulçor que notei no aroma. Carbonatação média. Corpo médio. Álcool quase que despercebido.

CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? É um sabor diferenciado para cervejas de trigo. Experimente outras antes dessa, mas não esqueça de colocar a TAP 7 na lista, pois é uma que deve ser degustada.
Tem um bom custo-benefício? Não.
É fácil de beber? Mais ou menos.
É fácil de encontrar? Mais ou menos, em bares especializados
Observações: o único ponto que vejo como 'defeito' nessa cerveja é o preço praticado aqui no Brasil. Não é uma cerveja agressiva ao paladar e que deveria estar na lista de qualquer um, mas o preço não colabora. Não deixe de provar.

INFORMAÇÕES
Schneider Weisse TAP 7 Unser Original
Estilo: German Weizen
Álcool: 5,4%
Cervejaria: Weissbierbrauerei G. Schneider & Sohn
País: Alemanha
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 25,00

Curiosidades:
A Schneider sempre utiliza um barril de chopp com 7 torneiras para promover os 7 tipos de cerveja de trigo que produz. Cada uma possui uma nome além da numeração. A cerveja mais vendida é a Unser Original (Nossa Original), que recebeu o TAP 7.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Therezópolis Rádio Cidade


Numa noite dessas que resolvemos fazer um hambúrguer para a família (mais precisamente, a receita #002), aproveitamos a oportunidade para degustar três novas cervejas: Wells Bombardier, Faxe Witbier e Therezópolis Rádio Cidade, a cerveja de hoje.

Sobre a Cervejaria St. Gallen
A empresa foi fundada em 1912 por Alfredo Claussen, descendente dos imigrantes dinamarqueses que povoaram o município de Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, no início do século XX. Após fechada por muitos anos, devido a problemas de importação de matéria-prima após o fim da Primeira Guerra Mundial, foi reaberta por empresários descendentes de Claussen em 2007. Recentemente, a cervejaria lançou um empreendimento turístico chamado Vila de St Gallen, uma grande vila germânica com biergarten, pub e bistrô. 

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor dourada, translúcida, com espuma de média formação e curta duração, mantendo uma fina camada até o fim. O aroma dela é bem suave, com destaque pra notas herbais e algo que lembre frutas cítricas. Lembra um pouco a Heineken. O sabor é ligeiramente amargo, com um dulçor de laranja bem suave, atenuando o amargor. Retrogosto ligeiramente adocicado. Carbonatação média. Álcool na medida. Corpo leve.


CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Se você curte Heineken, vai na fé porque o sucesso é certo. Caso você não goste de cervejas amargas/lupuladas, talvez seu paladar encontre certa resistência, mas é uma boa porta de entrada.
Tem um bom custo-benefício? Sim
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados e bares especializados
Observações: super refrescante para dias mais quentes e com um amargor bem suave, pra combinar com qualquer tira-gosto. Uma pena que seja comercializada somente em garrafas de 330ml. Na promoção, pode levar a caixa porque vale o investimento.

INFORMAÇÕES
Therezópolis Rádio Cidade
Estilo: Classic American Pilsner
Álcool: 5,0%
Cervejaria: Cervejaria St. Gallen
País: Brasil
Comprada em: Pão de Açúcar
Preço: Uns R$ 8,00

Curiosidade: Um pouco mais sobre a Rádio Cidade - 102,9 FM

Você sabia que a Rádio Cidade nem sempre foi uma 'rádio rock'?
Foi com um imenso prazer que fiz essa pesquisa, sobre a rádio que já amei e odiei por algumas vezes.

Às 6 horas da manhã do dia 1º de maio de 1977 entrava no ar, pela primeira vez, a Rádio Cidade do Rio de Janeiro. Naquela época, os poucos FMs que já haviam aparecido se resumiam exclusivamente a executar músicas para sonorizar elevadores e escritórios médicos.

Mesmo pertencendo ao Grupo Jornal do Brasil, que sofria constantemente intervenções e censuras por parte do governo ditatorial brasileiro, a Rádio Cidade não sofria com tais represálias. Para o primeiro Coordenador da Rádio Cidade, Carlos Townsend, “os militares até gostavam da Rádio Cidade”.


Somando-se música de muito boa qualidade em estéreo com uma equipe de locutores jovens e altamente criativos, a Rádio Cidade se tornou a primeira rádio com maior audiência no IBOPE em apenas quatro semanas. Todo mundo queria ouvir a Rádio Cidade, fazendo com que a indústria fosse incentivada a fabricar aparelhos de rádio com banda de FM aqui no Brasil. Na maioria das vezes esses aparelhos eram trazidos do exterior, onde essa banda já era explorada.


Desde sua origem, seu repertório era eclético, voltado para o jovem comum de classe média. Seus principais programas eram Amnésia, Saudade Cidade, Cidade dá de 10, Só Se For Dance etc. As vinhetas personalizadas também eram o diferencial da rádio. 


Com o sucesso das duas edições do Rock In Rio (1985 e 1991), a Rádio Cidade larga seu estilo eclético para dar ênfase ao rock. Nessa época, o cenário rock'n roll no Rio de Janeiro era forte e contava com uma rádio extremamente eficaz, que 'alimentava' seus ouvintes com muitas doses de riffs de guitarra e solos de bateria: Fluminense FM, a Maldita.

Até o fim da Maldita, em 1994, a Rádio Cidade não era efetivamente a 'casa dos roqueiros'. Somente em 1995, aproveitando a ausência de uma rádio 100% rock'n roll no dial fluminense, que a Rádio Cidade inclui em definitivo o rock na sua grade, adotando um perfil inspirado na conduta comercial da 89 FM de São Paulo. 


Entretanto, essa estratégia foi a mais equivocada possível. O roqueiro carioca foi transformado em uma figura caricata, torta, rebelde na forma (visual, pose, gírias) e conservador na essência (idéias reacionárias). O repertório escolhido era praticamente um hit-parade do rock, com bandas e vertentes do rock que desagradavam grande parte do antigo público da Cidade. 

O resultado desta estratégia, a curto prazo, foi a desmoralização do segmento no Rio de Janeiro, abrindo espaço para outros estilos musicais, como o axé-music, funk e dance. A médio prazo, resultou na perda de mercado e, em conjunto com a difusão da internet no Brasil, na perda de ouvintes que ainda creditavam alguma esperança na Rádio Cidade. Na falta de boas músicas, os 'roqueiros' recorreram aos downloads de MP3 e coleções de CDs (originais ou cópias).

Com seu enfraquecimento perante as concorrentes e com a crise financeira do Jornal do Brasil, a Rádio Cidade encerrou suas atividades em 2006. A programação da emissora foi substituída pela rádio Oi FM, tornando-se a quarta afiliada de uma rede de estações de rádio, constituída pela maior operadora de telefonia fixa e móvel do país, a Oi (ex-Telemar).


Em 2012, o Grupo JB retoma a antiga frequência 102,9, até então ocupada pela Rede Verão, para ser a mais nova afiliada da Jovem Pan 2 FM. Enquanto isso, a Rádio Cidade operava na internet, sob nome de "Cidade Web Rock".


Após problemas financeiros, a Jovem Pan 2 FM deixou a 102.9 fazendo assim com que a frequência ficasse vaga . Uma grande campanha foi feita por artistas, entre eles Pitty e Tico Santa Cruz, e fãs da rádio com a "hashtag" #VoltaRádioCidadeRJ.


O retorno da rádio aconteceu no dia 10 de março de 2014, retomando o perfil artístico de emissora jovem com foco no rock mais comercial e direcionado ao público jovem.

Atualmente, o projeto Radio Cidade FM Rio de Janeiro revive o projeto original da rádio, durante sua fase eclética. Vale a pena dar uma conferida.


Fontes (textos e imagens):