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sábado, 10 de outubro de 2015
Eliminatórias 2018 - O maior adversário do Brasil será o brasileiro
Chile 2x0 Brasil - Mais um 7x1 pra conta
E, mais uma vez, a seleção brasileira de futebol passou vergonha.
Pela primeira vez na história das eliminatórias sul americanas para a Copa do Mundo, o Brasil perdeu no jogo de estreia.
Pra mim, isso é um novo 7x1.
Muitos podem até ponderar: ah, mas foi uma derrota para o Chile, atual campeão da Copa América, jogando na casa do adversário.
Sim, a seleção chilena é boa por completa, desde o goleiro até o ataque. Existe qualidade, isso é inquestionável. Além disso, a proposta de jogo de Jorge Sampaoli é ofensiva, sem se intimidar. No passado, uma tática suicida contra a seleção brasileira, prova de que não somos mais temidos.
Voltando a falar sobre a seleção chilena. Para quem foi campeã da Copa América aos trancos e barrancos (revejam os jogos antes de cornetarem, por favor), era OBRIGAÇÃO da seleção brasileira sair com um empate. Afinal de contas, os mesmos valores individuais que eles tem, nós também temos.
Entretanto, nosso ilustre treinador fez o favor de ajudar os chilenos. Ao escalar uma equipe no esquema 4-5-1, a proposta do Brasil era justamente segurar o empate e tentar marcar um gol em um contra ataque. Quem diria que, um dia, iríamos ver a nossa seleção jogar assim contra o todo poderoso Chile.
O empate não veio e saímos com uma bela derrota de Santiago.
Para piorar a situação, a mídia (sempre ela) tenta amenizar essa derrota vergonhosa, dizendo que 'pra Argentina foi pior, porque perdeu em casa'.
Comparação totalmente equivocada, porque os jogadores escolhidos por Gerardo Martino tem fome de bola e querem mostrar a todos que a Argentina é a melhor seleção da América do Sul.
Argentina 0x1 Equador, gol de Erazo
Com um plantel de mesma qualidade individual que o Brasil, o grande diferencial da Argentina vem das arquibancadas. Pois é, mesmo com o país em crise, os argentinos não deixam de vestir 'azul e branco' e estão presentes em cada jogo, 'empurrando' a seleção. O público no Monumental de Buenos Aires foi tímido, cerca de 35 mil pessoas num estádio que pode receber 65 mil, mas não representou falta de incentivo.
E é justamente o oposto que veremos nos jogos que o Brasil for o mandante. A torcida não vai se preocupar em apoiar a seleção. Vai se concentrar em gritar "Ei, Dilma, vai tomar no c*" (e não vão citar Cunha e/ou PMDB, confirmando a alienação), vaiar alguns jogadores em específico e, no primeiro erro grotesco, vai torcer para o adversário.
Será nesse clima hostil que a seleção brasileira vai encarar a Venezuela, dia 13/10, em Fortaleza, cidade que possui alto índice de reprovação do governo.
Desde quando me entendo por gente, vejo que o esporte tem sido a válvula de escape para amenizar o descontentamento do povo com o cenário político no Brasil.
Na década de 80, essa missão ficou por conta da Seleção Brasileira. Substantivo próprio, porque aquilo sim que era uma seleção. Época que os 'mais velhos' contam com brilho nos olhos, da alegria que aquela Seleção dava ao povo brasileiro, que passava por maus bocados com a situação econômica do país durante a ditadura.
A Seleção de 1982
Em pé: Waldir Peres, Leandro, Oscar, Paulo Roberto Falcão, Luizinho e Júnior
Agachados: Sócrates, Toninho Cerezo, Serginho Chulapa, Zico e Éder Aleixo.
Após duas Copas perdidas, veio um tal de Ayrton Senna para resgatar o orgulho nacional, carregando nossa bandeira a cada vitória. Combinação perfeita para criação do mito. Como muito bem dito por Miriam Leitão no livro "Saga Brasileira", as vitórias do Senna eram um alento naquele tempo, já que a inflação dava uma trégua aos domingos.
Ayrton Senna: se não tivesse a bandeira no final, o fim de semana estava incompleto
Na década de 90, início do processo de redemocratização do Brasil, o futebol torna-se novamente presente. Aquela Copa do Mundo de 1994 foi providencial para a população esquecer dos problemas do dia a dia.
O futebol também foi bem presente na década de 2000, com a Copa do Mundo de 2002 e com os principais times conquistando títulos de expressão. Além disso, tivemos o primeiro presidente de origem popular. Era a vitória do pobre contra o rico. Cenário melhor que esse, impossível. Foram anos de lua de mel.
Lula, eleito presidente da República em 2002: finalmente, o povo se sentia representado
Então chegou a década de 2010. Vivemos uma crise sem tamanho, em todos os segmentos e classes sociais. Desta vez, não temos o esporte como válvula de escape. Não somos mais a potência no vôlei, Guga não deixou herdeiros no tênis, as emissoras nacionais desistiram do automobilismo etc. Até o futebol não está fazendo seu 'papel', pois o povo já está cansado de ser enganado e roubado.
Isso sem contar com os escândalos das construções dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 e das instalações para os Jogos Olímpicos de 2016.
Sendo assim, a derrota para o Chile foi um tropeço gigante, tendo em vista que jogar em casa, nessas circunstâncias, será o maior adversário para o Brasil nessas Eliminatórias.
domingo, 29 de junho de 2014
Devia ter valorizado a Copa do Mundo no meu país
Antes de junho, colocava como prioridade certas premissas e ideologias quem me faziam ignorar a realização da Copa do Mundo aqui no Brasil. Tinha decidido acompanhar o evento da minha maneira, assistindo apenas os jogos mais importantes e os da seleção brasileira, mas sem muito fanatismo de quem tem o futebol como esporte favorito (ao lado do automobilismo, é claro).
Hoje vejo o quanto fui ignorante ao desprezar o maior torneio deste esporte, realizado em meu país.
Que arrependimento...
Me lembro de algumas cenas nos últimos 24 anos, como tentar montar uma réplica do mascote da copa de 1990 com cubos de isopor com meu pai, acompanhado com o choro de criança ao ver o Brasil sendo eliminado pela Argentina (e tomando um baita esporro da minha mãe), a festa que foi o tetracampeonato em 1994, a decepção que foi a derrota para os franceses em 1998 (aliás, estamos aguardando o Edmundo revelar o que realmente houve nesta final), as comemorações e churrascos que começavam de madrugada em 2002, a decepção que foi a eliminação precoce do bom time de 2006 e a tristeza do pessoal do trabalho ao ver o time de idosos que Dunga levou para a África do Sul. Isso sem contar com outros jogos marcantes nestas seis copas que acompanhei. Como seria interessante estar no estádio para ver jogos como Brasil x Holanda em 1994 e 1998, Uruguai x Gana em 2010, Romênia x Argentina em 1994, Inglaterra x Argentina em 2002, Portugal x Holanda em 2006... bem... a lista seria enorme.
Pois a esperança de ver jogos deste nível apareceu em 2007, quando o Brasil foi escolhido como sede da 20ª edição da Copa do Mundo FIFA de 2014. A festa foi geral.
Sejamos sinceros: até mesmo aquela pessoa que só assiste futebol por causa da Copa vibrou com a escolha. Não faça coro que "ah, eu não gostei, queria que fosse em outro país porque temos outras prioridades". Não minta, você ficou feliz sim.
Sejamos sinceros: até mesmo aquela pessoa que só assiste futebol por causa da Copa vibrou com a escolha. Não faça coro que "ah, eu não gostei, queria que fosse em outro país porque temos outras prioridades". Não minta, você ficou feliz sim.
Quando a Copa foi realizada pela primeira vez aqui no Brasil, há 64 anos, quem não tinha a oportunidade de ver os jogos nos estádios, tinha que se contentar em ouvir pela rádio, frequência AM, e apenas duas emissoras (no máximo) transmitiam os jogos. Caso contrário, as pessoas tinham que aguardar dias para assistir os jogos no cinema, já sabendo do resultado. Hoje, os recursos são absurdos, pois temos várias emissoras de TV e internet para assistir os jogos e as redes sociais para comentar com qualquer pessoa do mundo.
Só que toda a empolgação foi se transformando em decepção ao longo destes sete anos. Uma série de manchetes e declarações, como desvios de verba, superfaturamentos nas construções, promessas não cumpridas pelos governantes, limpeza étnica no entorno dos estádios, aditivos e mais aditivos nas obras, fizeram com que a tal 'magia do futebol' fosse apagada, dando lugar ao sentimento de revolta em grande parte da nação. Era o que mais se publicava na mídia. Nas redes sociais, as frases "Não vai ter Copa" e "Imagina na Copa" eram exaustivamente repetidas todos os dias.
Passei então a não dar muita bola para a Copa do Mundo, muito por achar uma falta de respeito com o povo brasileiro realizar um evento como esse se não tínhamos escolas, hospitais, infraestrutura etc etc. Decidi ignorar um evento que sempre acompanhei e sempre desejei ver ao vivo, aqui, do lado da minha casa.
Daí vem a divulgação dos preços dos ingressos e a revolta só aumenta. Perguntas como "Como assim desconto para quem tem direito a Bolsa-Família?", "Como assim ingressos para os índios?", "Por que os operários não terão direito a ingressos?", "Quem pagará R$ 1900 para ver a final da Copa?" e "Brasil só vai jogar no Maracanã se chegar na final?" entoavam todos os dias. O desânimo só aumentou.
Mesmo assim, fiz meu cadastro e tentei comprar seis ingressos na fase de sorteio, todos aqui no Maracanã. Sem sucesso. O desânimo chegou no limite. Decidi, de fato, ignorar de vez a Copa do Mundo.
Primeira solicitação: desânimo total
Entretanto, faltando um mês para o início da Copa, parece que a própria mídia saiu da hipnose dos protestos e começou a dar destaque ao torneio.
Na última fase para compra de ingressos, me arrependi amargamente de não ter me preparado financeiramente para ver os jogos que queria. Me arrependo de não ter me programado para tirar férias, de conhecer os 12 estádios e aproveitar a oportunidade para fazer turismo no país que vivo, de rever parentes distantes e conhecer amigos que fiz virtualmente.
Se antes eu não fiz nada para participar da Copa do Mundo, hoje tento remediar a situação para que não me arrependa amargamente no futuro, para que não tenha que esperar 64 anos para ver a Copa aqui no Brasil.
De fato, essa está sendo a Copa das Copas.
Mineirão - 14/06/2014 - Colômbia 3 x 0 Grécia
Maracanã - 25/06/2014 - Equador 0 x 0 França
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Final do Campeonato Carioca 2014 - Flamengo x Vasco
"Roubado é mais gostoso".
Essa frase, proferida pelo asno que atende pelo nome de Felipe, foi entoada por muitos flamenguistas após o fim do jogo de ontem, sacramentando mais um título para o time da Gávea.
Digo e afirmo que ele é um asno porque, como pessoa pública, jamais deveria dizer isso. Tão deprimente quanto é ver a imprensa (a famosa FlaPress) vender este discurso como se fosse algo correto ou que representasse a conquista do título.
Agora, o pior de tudo parte de você, torcedor, que na euforia de ver seu time conseguir mais um resultado positivo com o auxílio de um erro de arbitragem, ignorar este fato e comemorar como se nada tivesse acontecido, você se torna cúmplice de algo ilícito e corrupto. Esse mesmo tipo de gente que acredita que "Roubado é mais gostoso" deve estar satisfeito com as obras repletas de aditivos para a Copa do Mundo ou com as falsas promessas que são feitas por políticos. Pior: na era do "Eu não mereço ser estuprada" (obrigado IPEA por fazer uma pesquisa totalmente insana), a frase "Roubado é mais gostoso" se encaixa como? Fatalmente, serão situações muito complicadas para a justiça ou a polícia resolverem.
Aliás, se você é da turma do discurso "Ah, o Flamengo não tem nada a ver com erro de arbitragem", o que dizer então do próprio jogador que marcou o gol alegando que sabia que estava em posição irregular? E o que falar do suposto erro no preenchimento da súmula, creditando o gol para outro jogador?
Por outro lado, é complicado acreditar que os erros contra o Vasco são apenas coincidências. Desde 2011 que não sou tão mais torcedor justamente por causa dos erros no Campeonato Brasileiro, torneio que houve uma série de "fatos estranhos" que culminaram com a perda de um título nacional. De lá pra cá, minha paixão pelo esporte acabou, mas os "fatos estranhos" não tiveram fim. Como Rodrigo Caetano lembrou muito bem na entrevista de hoje, "Ano passado o mesmo assistente na final da Taça Guanabara anulou um gol do Vasco e impediu o título. Depois, na Taça Rio, o Gaúcho perdeu seu emprego. E onde está trabalhando? Então precisa de seriedade. O de ontem foi o mesmo que não auxiliou no gol do Douglas. O Vasco não acredita em coincidência."
Assim como o alienado Fabio Porchat disse durante a transmissão: "Quero que a Globo, quando mostrar o Flamengo campeão, mostre o gol impedido e fale bastante disso"
Sinceramente, a tecnologia veio para ajudar e deve ser aplicada no futebol o mais rápido possível. Já é um avanço colocar um dispositivo na bola para verificar se realmente foi gol ou não, mas devemos ir mais longe que isso. Quase todos os esportes utilizam a tecnologia para que o resultado em campo/quadra seja o mais fiel possível, sem erros. Afinal de contas, errar é humano. Persistir no erro que é burrice. Esse é um dos motivos que o futebol americano (leia-se NFL) vem crescendo em popularidade aqui no Brasil.
Se a tecnologia não pode ser usada a nosso favor, que então os jogadores voltem a jogar com chuteiras antigas, com camisas de algodão e bolas que pesavam quase 1kg. Tecnologia pra que, né?
Pois bem, mais um ano sem conquistar o Campeonato Carioca. Igualamos o jejum histórico de 11 anos. Faz parte. O que não faz parte são os investimentos feitos, o planejamento traçado e o resultado não ser alcançado por causa de uma "série de coincidências". Já são quatro anos consecutivos de "coincidências".
Caro torcedor vascaíno, só tenho uma coisa para te dizer: Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Campeonato Brasileiro 2013 - O rebaixamento do Vasco
Pois é, caímos de novo para a segunda divisão do futebol nacional.
Amigos vascaínos, sejamos sinceros: até o torcedor mais esperançoso tinha noção que nosso time era bem limitado para encarar as 38 rodadas do Brasileirão. Era uma equipe para brigar, no máximo, por posições intermediárias.
Um dia após a fatídica partida entre CAP x VAS, já tinha preparado uma publicação. Só que decidi refazê-la por conta dos problemas que aconteceram nos tribunais, nas chamadas 39ª e 40ª rodadas do Brasileirão 2013.
Sobre o jogo Atlético-PR e Vasco
Um bom início de jogo, com as duas equipes colocando o 'coração na chuteira'. Era evidente o nervosismo: CAP querendo garantir o G3 e o Vasco jogando para fugir da degola. Quando o CAP fez 1 a 0, pimba... briga na arquibancada, jogo paralisado. Pancadaria generalizada, clara tentativa de homicídio, helicóptero em campo, discussão entre dirigentes etc. Ou seja, uma baixaria só em campo. Só que, infelizmente, o show não pode parar e a partida foi reiniciada.
Pelo visto, o confronto entre a Fanáticos (CAP) e FJV (VAS) já estava programada e era só questão de tempo para começar. Com um sistema de segurança pior que o de festa junina de criança, a torcida do CAP partiu em grupo para a área destinada à torcida do Vasco, cercando tanto pela arquibancada quanto pelas saídas de emergência. Para piorar o cenário, a torcida do Vasco estava num canto do estádio que não tinha para onde fugir. Ou seja, era tragédia anunciada.
Sejamos sinceros: muitos membros dessas torcidas organizadas vão para o estádio com o objetivo de brigar. Obviamente, numa situação dessas, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Ou vocês acham que os membros da FJV iriam gritar 'sem violência', esperando que os segurançasinúteis resolvessem a situação? A linha de frente da torcida organizada fez o seu papel (e muito bem, diga-se de passagem), ao não deixar que os marginais da Fanáticos não cometessem um massacre de proporções épicas. Tudo bem que do lado vascaíno também não há santos, mas para coibir a ação dos marginais foi preciso chegar ao extremo.
Reinício da partida entre Atlético-PR e Vasco
Desde que o Bom Senso F.C. ganhou força, todas as torcidas aplaudiam a atitude dos jogadores. Todos nós achamos que o calendário atual faz com que os atletas cheguem ao limite físico. A cada rodada, a torcida aplaudia o gesto dos jogadores. E quando o assunto não é melhores condições de trabalho, mas melhores condições para os torcedores, será que há bom senso? Havia mesmo condições de reiniciar a partida após a pancadaria entre os marginais? Afinal de contas, havia familiares de jogadores nas arquibancadas.
Mas, era o jogo da TV e o show não pode parar. Vitória do entretenimento.
Punição para Atlético-PR e Vasco
Não me parece adequado o Vasco ter praticamente a mesma pena que o Atlético-PR, sendo este o mandante da partida. O time paranaense deveria ter uma pena exemplar, por querer organizar um jogo sem o mínimo de segurança.
Punição Atético-PR (mandante): perda de 12 mandos de campo e terá de disputar metade dessas partidas com portões fechados. Também terá de pagar multa de 140 mil reais.
Punição Vasco (visitante): perda oito mandos e também terá de jogar metade deles com portões fechados, e pagar multa de 80 mil reais.
Aliás, vale destacar que toda e qualquer partida organizada tem que ter a confirmação da CBF. Se a entidade máxima do futebol nacional concordou com o início desta partida, por que ela sairia isenta? A grosso modo, é como se um prédio fosse construído e o engenheiro assinasse a liberação para que fosse utilizado. Só que, meses depois, o prédio apresenta rachaduras e a justiça condensasse o pedreiro da obra.
39ª e 40ª rodadas do Brasileirão 2013
Concordo que toda irregularidade tem que ser julgada. É pra isso que existe um regulamento e ele tem que ser cumprido. Só que o que aconteceu nos dois 'julgamentos' no STJD, sinceramente, foi um teatro muito bem orquestrado, com os advogados de todas as equipes (sem exceção) se promovendo para ganhar mais clientes. O único fato de positivo nessa história é que o STJD seguiu a coerência determinada desde o início, mantendo-se inflexível.
Só que, ao que parece, essa novela não vai acabar tão cedo. Tudo isso por conta das ações judiciais que terão como objetivo devolver os pontos de Portuguesa e Flamengo, rebaixando novamente o Fluminense para a Série B.
Sinceramente? A Portuguesa vacilou (e feio) ao ter escalado o jogador Heverton na última rodada. Só que eles tem um argumento muito válido (e que foi sumariamente ignorado pelo STJD): a CBF determinou que os clubes consultassem um sistema da entidade para verificar se o jogador está apto a jogar pelo clube deste setembro deste ano. Como Heverton foi expulso na 36ª rodada, ele não estaria apto para jogar a 37ª rodada. Todo mundo que entende o mínimo de futebol sabe disso. SÓ QUE a CBF só foi publicar o resultado do julgamento após o fim do campeonato.
Portuguesa se aproveitou do erro? Sim, tem que pagar pelo erro.
A CBF está errada? Sim, então ela que arque com as consequências.
Se os dois estão errados, por que a Portuguesa foi culpada e a CBF sai como inocente?
Sobre o Flamengo, raciocínio semelhante. André Santos foi expulso na final da Copa do Brasil e, nestes casos, o jogador cumpre a punição em competição semelhante. Na rodada seguinte, ele não foi nem escalado pelo time carioca. Só que, novamente, a CBF demorou para julgar o caso.
Então, novamente as mesmas perguntas
Flamengo se aproveitou do erro? Não, mas se antecipou.
A CBF está errada? Também não, mas demorou muito para julgar o caso.
Por que então o Flamengo saiu como culpado e a CBF sai como inocente novamente?
Futuro do futebol nacional
Singela opinião que comento com meus amigos desde quando o campeonato acabou: não vai ter Brasileirão 2014 com 20 clubes. Ninguém será rebaixado e teremos uma João Havelange II (ou Mandela 2014, como gosto de citar esse campeonato zoeira que está para acontecer).
A CBF deu um tiro no próprio pé ao não reconhecer seus erros e por não imaginar que essa história iria 'longe demais'. Com o calendário apertado que teremos neste ano, é impraticável um calendário com 38 rodadas. Isso sem contar com a Copa do Brasil, já que os 'jênius' inventaram de colocar este campeonato até novembro.
Se vai 'pegar mal' para o futebol nacional, na boa mesmo, as 'cabeças pensantes' deveriam elaborar regras mais rígidas e eficazes para evitar que isso aconteça. Julgamentos mais simples e rápidos para impedir erros na escalação. Engraçado ver que temos rodadas a cada fim de semana, mas os julgamentos não são realizados após as partidas. Existe um 'lag' e, para quem joga online, qualquer 'lag' pode valer um red shot ou uma batida :P
Sejamos sinceros: muitos membros dessas torcidas organizadas vão para o estádio com o objetivo de brigar. Obviamente, numa situação dessas, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Ou vocês acham que os membros da FJV iriam gritar 'sem violência', esperando que os seguranças
A arquibancada azul era destinada para a torcida do Vasco.
Certeza mesmo que foi a torcida carioca que iniciou o confronto?
Reinício da partida entre Atlético-PR e Vasco
Desde que o Bom Senso F.C. ganhou força, todas as torcidas aplaudiam a atitude dos jogadores. Todos nós achamos que o calendário atual faz com que os atletas cheguem ao limite físico. A cada rodada, a torcida aplaudia o gesto dos jogadores. E quando o assunto não é melhores condições de trabalho, mas melhores condições para os torcedores, será que há bom senso? Havia mesmo condições de reiniciar a partida após a pancadaria entre os marginais? Afinal de contas, havia familiares de jogadores nas arquibancadas.
Mas, era o jogo da TV e o show não pode parar. Vitória do entretenimento.
Punição para Atlético-PR e Vasco
Não me parece adequado o Vasco ter praticamente a mesma pena que o Atlético-PR, sendo este o mandante da partida. O time paranaense deveria ter uma pena exemplar, por querer organizar um jogo sem o mínimo de segurança.
Punição Atético-PR (mandante): perda de 12 mandos de campo e terá de disputar metade dessas partidas com portões fechados. Também terá de pagar multa de 140 mil reais.
Punição Vasco (visitante): perda oito mandos e também terá de jogar metade deles com portões fechados, e pagar multa de 80 mil reais.
Aliás, vale destacar que toda e qualquer partida organizada tem que ter a confirmação da CBF. Se a entidade máxima do futebol nacional concordou com o início desta partida, por que ela sairia isenta? A grosso modo, é como se um prédio fosse construído e o engenheiro assinasse a liberação para que fosse utilizado. Só que, meses depois, o prédio apresenta rachaduras e a justiça condensasse o pedreiro da obra.
39ª e 40ª rodadas do Brasileirão 2013
Concordo que toda irregularidade tem que ser julgada. É pra isso que existe um regulamento e ele tem que ser cumprido. Só que o que aconteceu nos dois 'julgamentos' no STJD, sinceramente, foi um teatro muito bem orquestrado, com os advogados de todas as equipes (sem exceção) se promovendo para ganhar mais clientes. O único fato de positivo nessa história é que o STJD seguiu a coerência determinada desde o início, mantendo-se inflexível.
Só que, ao que parece, essa novela não vai acabar tão cedo. Tudo isso por conta das ações judiciais que terão como objetivo devolver os pontos de Portuguesa e Flamengo, rebaixando novamente o Fluminense para a Série B.
Pelo menos o STJD manteve a lógica de não mudar sua decisão no segundo julgamento
Sinceramente? A Portuguesa vacilou (e feio) ao ter escalado o jogador Heverton na última rodada. Só que eles tem um argumento muito válido (e que foi sumariamente ignorado pelo STJD): a CBF determinou que os clubes consultassem um sistema da entidade para verificar se o jogador está apto a jogar pelo clube deste setembro deste ano. Como Heverton foi expulso na 36ª rodada, ele não estaria apto para jogar a 37ª rodada. Todo mundo que entende o mínimo de futebol sabe disso. SÓ QUE a CBF só foi publicar o resultado do julgamento após o fim do campeonato.
Portuguesa se aproveitou do erro? Sim, tem que pagar pelo erro.
A CBF está errada? Sim, então ela que arque com as consequências.
Se os dois estão errados, por que a Portuguesa foi culpada e a CBF sai como inocente?
Sobre o Flamengo, raciocínio semelhante. André Santos foi expulso na final da Copa do Brasil e, nestes casos, o jogador cumpre a punição em competição semelhante. Na rodada seguinte, ele não foi nem escalado pelo time carioca. Só que, novamente, a CBF demorou para julgar o caso.
Então, novamente as mesmas perguntas
Flamengo se aproveitou do erro? Não, mas se antecipou.
A CBF está errada? Também não, mas demorou muito para julgar o caso.
Por que então o Flamengo saiu como culpado e a CBF sai como inocente novamente?
Futuro do futebol nacional
Singela opinião que comento com meus amigos desde quando o campeonato acabou: não vai ter Brasileirão 2014 com 20 clubes. Ninguém será rebaixado e teremos uma João Havelange II (ou Mandela 2014, como gosto de citar esse campeonato zoeira que está para acontecer).
A CBF deu um tiro no próprio pé ao não reconhecer seus erros e por não imaginar que essa história iria 'longe demais'. Com o calendário apertado que teremos neste ano, é impraticável um calendário com 38 rodadas. Isso sem contar com a Copa do Brasil, já que os 'jênius' inventaram de colocar este campeonato até novembro.
Se vai 'pegar mal' para o futebol nacional, na boa mesmo, as 'cabeças pensantes' deveriam elaborar regras mais rígidas e eficazes para evitar que isso aconteça. Julgamentos mais simples e rápidos para impedir erros na escalação. Engraçado ver que temos rodadas a cada fim de semana, mas os julgamentos não são realizados após as partidas. Existe um 'lag' e, para quem joga online, qualquer 'lag' pode valer um red shot ou uma batida :P
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Campeonato Brasileiro 2013: Vasco x Náutico
Admito que estava afastado porque você me magoou. Sim, não soube valorizar o amor que tenho por você. Mais do que isso, é o primeiro amor da minha vida. Mas, sabendo que esta seria a última oportunidade de te ver em 2013, optei por abaixar o escudo e fazer as pazes. Posso ter sido rude em meus julgamentos, mas saiba que sempre vou te amar e que ninguém ouse a falar mal de você.
Faz tempo que não ia ao Maracanã para acompanhar um jogo do Vasco em campeonatos nacionais. Mais precisamente desde o dia 7 de novembro de 2009, quanto eu tentei ver Vasco x Juventude. É, tentei, pois fui furtado e o ladrão levou minha carteira com ingresso, identidade e 20 reais.
Nesse ano, fiquei a ver navios ao tentar comprar ingresso no jogo contra o Santos. Resfriado, chovendo e uma fila quilométrica aqui em Botafogo. Já contra o Cruzeiro, preferi não arriscar e assisti em casa mesmo. Agora, com o meu time sentindo cada vez mais o cheiro do enxofre, resolvi quebrar esse jejum, desembolsei uma grana e parti pro Maracanã.
Não há como negar que foi uma grande festa. A torcida fez o seu papel. O time nitidamente limitado, mas alguns jogadores se salvam: Guiñazu, Luan, Edmilson (às vezes), Pedro Ken, Bernardo. O restante, é só empenho e dedicação, porque falta futebol.
A proposta do Vasco foi bem nítida: pressionar o Náutico nos minutos iniciais, garantir o placar e jogar pressão nos times que estão na briga pelo rebaixamento.
A estratégia começou como o planejado: chute do Yotún de fora da área (aliás, única coisa decente que ele fez durante o jogo), bola na trave, rebote de Edmilson. Caixa. Um a zero.
O jogo estava fácil, Vasco dominava as ações, Náutico perdido em campo e, de quebra, todos os concorrentes empatando. Melhor cenário, impossível. A torcida empurrava. No telão aparecia a classificação parcial, com o time da Colina fora do Z4. Maracanã explode de alegria.
Só que aí o time se desconcentra, as limitações técnicas aparecem e o Náutico cresce no jogo. Sim, o time com ONZE derrotas consecutivas estava gostando do jogo. O gol de empate parecia inevitável.
No segundo tempo, com todo mundo já ciente que os resultados dos adversários eram totalmente desfavoráveis, o Náutico passou a ter mais posse de bola. Era o fim dos tempos...
A estratégia começou como o planejado: chute do Yotún de fora da área (aliás, única coisa decente que ele fez durante o jogo), bola na trave, rebote de Edmilson. Caixa. Um a zero.
O jogo estava fácil, Vasco dominava as ações, Náutico perdido em campo e, de quebra, todos os concorrentes empatando. Melhor cenário, impossível. A torcida empurrava. No telão aparecia a classificação parcial, com o time da Colina fora do Z4. Maracanã explode de alegria.
Só que aí o time se desconcentra, as limitações técnicas aparecem e o Náutico cresce no jogo. Sim, o time com ONZE derrotas consecutivas estava gostando do jogo. O gol de empate parecia inevitável.
No segundo tempo, com todo mundo já ciente que os resultados dos adversários eram totalmente desfavoráveis, o Náutico passou a ter mais posse de bola. Era o fim dos tempos...
Mas ai o treinador faz outra substituição louca. Todo mundo chama o cara de burro e... pimba. Bernardo desencanta. Dois a zero. Vai lá discutir que ele fez errado...
Fim de jogo e todos comemoram. Uma comemoração vazia? Sem sentido? Afinal, que sentimento era aquele após o fim do jogo?
Acredito que seja uma felicidade de saber que hoje temos um grupo de jogadores empenhados a representar o clube. Pode faltar técnica, mas disposição está sobrando. E isso é o mínimo que a gente exige de um profissional que joga pelo Vasco.
Amigo vascaíno, uma coisa é certa: a sorte acompanha os competentes. Além de fazer o nosso dever de casa contra o Atlético-PR, dependemos de outros resultados para permanecer na Série A em 2014. O trabalho que está sendo feito nesta reta final é louvável. Antes, não sabíamos quem iria entrar em campo. Todo jogo era uma nova experiência (a começar pelo goleiro). Agora, por mais que exista uma grande limitação técnica, já sabemos o que esperar. Hoje, a equipe tem uma cara, já sabemos o que virá. .
Até domingo que vem. Que o Milagre de Joinville aconteça!
Acredito que seja uma felicidade de saber que hoje temos um grupo de jogadores empenhados a representar o clube. Pode faltar técnica, mas disposição está sobrando. E isso é o mínimo que a gente exige de um profissional que joga pelo Vasco.
Amigo vascaíno, uma coisa é certa: a sorte acompanha os competentes. Além de fazer o nosso dever de casa contra o Atlético-PR, dependemos de outros resultados para permanecer na Série A em 2014. O trabalho que está sendo feito nesta reta final é louvável. Antes, não sabíamos quem iria entrar em campo. Todo jogo era uma nova experiência (a começar pelo goleiro). Agora, por mais que exista uma grande limitação técnica, já sabemos o que esperar. Hoje, a equipe tem uma cara, já sabemos o que virá. .
Até domingo que vem. Que o Milagre de Joinville aconteça!
sábado, 6 de julho de 2013
Copa das Confederações 2013 - A Final
Pois é, a Seleção Brasileira conquistou a Copa das Confederações. Cinco vitórias em cinco jogos, com quatorze gols a favor, apenas três contra, com direito a ter o melhor jogador e artilheiro do campeonato (isso porque não enfrentou o Taiti). Foi um título, de certa forma, convincente e que fez este que vos escreve reconhecer alguns absurdos que escrevi no passado.
Primeiro, o técnico da Seleção Brasileira. Luiz Felipe Scolari saiu pela porta dos fundos do Palmeiras, foi ressuscitado por Marín e conseguiu arrumar um esquema interessante na seleção, com um 4-2-3-1 pra lá de ofensivo e bem disciplinar em seu setor defensivo. Apesar do relaxamento no 2º tempo contra a Itália e o pragmatismo contra o Uruguai (esse sim, o jogo mais difícil durante toda a competição), o esquema funcionou muito bem e tinha duas premissas básicas: 1- sufocar a saída de bola do adversário e; 2- definir a partida nos minutos iniciais. Até comentei no trabalho sobre isso e lembramos de duas seleções que aplicaram com empenho esta tática: Hungria de 1954 e Holanda de 1974.
Segundo, a aplicação tática da equipe. Todos os jogadores, sem exceção, se dedicaram ao máximo para tentar acabar com a desconfiança do brasileiro. Sinceramente, souberam aproveitar muito bem o clima que foi criado, com os protestos do lado de fora do estádio e o apoio dos que estavam dentro. Sejamos sinceros: ninguém é contra a seleção e nem a Copa do Mundo. Somos contra é de como tudo isso foi conduzido, dos superfaturamentos, da falta de transparência nos gastos públicos e com a truculência dos policiais em TODAS as cidades em que houve protesto. Não houve um jogador que fez corpo mole ou que trocou gentilezas com o adversário. Isso, com certeza, fez com que o povo tomasse simpatia pela seleção.
Terceiro, o tão esperado confronto Brasil x Espanha. Uma frase que define bem aquele jogo está no excelente blog Olho Tático, que agora está na ESPN (graças a Deus, emissora de gente normal): "Hoje é dever exaltar a fantástica atuação brasileira. Amanhã é outro dia". Mesmo com as suspeitas que essa final foi comprada, que a Espanha que entrou em campo estava irreconhecível, que a Dilma gastou milhões para dar esse título ao sofrido povo brasileiro (e, de quebra, minimizar as manifestações) e outras alegações conspiratórias, há de se reconhecer a superioridade durante os 90 minutos sobre a Seleção Espanhola. Eles ficaram bem perdidos com a forte marcação na saída de bola. Xavi e Iniesta foram totalmente anulados por Paulinho e Luiz Gustavo (justamente um dos que critiquei). Arbeloa tomou um passeio do Neymar, assim como Azpilicueta.
E o que dizer do "golaço" de David Luiz, salvando aquele gol certo de Pedro? E da pressão que Sergio Ramos recebeu, chutando uma penalidade máxima pra fora contra Julio Cesar, que pegou categoricamente um pênalti do Forlan? E da jogada do trio Hulk-Neymar-Fred no terceiro gol? E da defesa do chute do Xavi, quando o jogo estava já definido? Tudo isso foi minando a confiança daqueles que estavam invictos por 29 jogos oficiais.
Por último, o desempenho de Neymar. Quem costuma conversar comigo sabe que nunca gostei do futebol desse jogador. Sempre achei que ele era apenas um Denílson melhorado e que era supervalorizado pela mídia. Pois bem, mesmo com uma mudança (para melhor) no Campeonato Paulista desse ano, continuei apostando que a máscara dele iria cair nessa Copa das Confederações. Puro engano. Neymar resolveu jogar tudo que sabe (ou o que vale) e foi o principal destaque desse time. Claro, não tem como negar que ele cavou algumas faltas e simulou uma agressão, mas tudo isso ficou em segundo plano devido ao show que o garoto deu nesse campeonato. O troféu de melhor jogador foi para a pessoa certa.
Aliás, falando em melhor jogador, a seleção do campeonato está quase perfeita. Faria apenas uma única modificação: tiraria o Fernando Torres para dar entrada do uruguaio Cavani.
O Brasil está preparado para a Copa do Mundo de 2014? Não ainda falta muito.
Mas, a partir do dia 30/06/2013, as outras seleções vão pensar duas vezes em subestimar a Seleção Brasileira.
sábado, 22 de junho de 2013
Copa das Confederações 2013 - O segundo jogo
Se no primeiro jogo Neymar desencantou na Seleção Brasileira, no segundo jogo ele resolveu jogar um futebol para queimar a língua de quem vos fala. Simplesmente o garoto arrebentou.
Mas vamos voltar ao início. Não posso esquecer de comentar sobre os 25 mil manifestantes que estiveram do lado de fora da "Arena" Castelão para protestar contra o superfaturamento na construção do estádio e aumento das passagens de ônibus. Durante confrontos, que durou de mais de quatro horas, a Polícia Militar cearense utilizou bombas de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha. Uma cena triste durante o evento, confirmando todo o autoritarismo dos governos federal e estadual em relação às passeatas. E isso não é privilégio dos cearenses: em todo e qualquer estado o panorama foi o mesmo.
Dentro do estádio, havia a expectativa da torcida ser contra a Seleção. Alguns comentavam que iriam cantar o hino nacional de costas pro campo. Outros relatavam que iriam levar faixas de protestos e torcer veementemente para o México. Entretanto, o que se viu foi algo totalmente inesperado: o protocolo da FIFA determina que o hino de todas as seleções tenha duração de, no máximo, 50 segundos. Quando o hino nacional tocou, a torcida praticamente ignorou o fim dos 50 segundos e cantou o restante "a capela", com a imagem dos 11 jogadores brasileiros abraçados. Sabem aquela propaganda da Adidas que diz "Porque todo jogo começa 0 a 0"? Então, isso não se aplicou ao jogo Brasil e México, porque os anfitriões já começaram na frente. A derrota já começou ali, no hino nacional.
O gol saiu rapidinho, aos 9 minutos do primeiro tempo, assim como aconteceu no jogo contra o Japão. Dani Alves cruzou, a defesa afastou, e Neymar pegou a sobra de primeira, sem deixar a bola cair. Golaço. E, mais uma vez, o Chico queima a língua.
O gol saiu rapidinho, aos 9 minutos do primeiro tempo, assim como aconteceu no jogo contra o Japão. Dani Alves cruzou, a defesa afastou, e Neymar pegou a sobra de primeira, sem deixar a bola cair. Golaço. E, mais uma vez, o Chico queima a língua.
Depois disso, o Brasil só administrou o jogo. Talvez o único momento em que a partida ficou um pouco mais perigosa foi quando David Luiz (que quebrou o nariz no 1º tempo, após uma cabeçada em Thiago Silva) salvou o time ao cortar para escanteio em cima da hora, antes que Chicharito colocasse a bola para dentro. Nessa hora, o México estava jogando do jogo, mas logo o Brasil colocou ordem na casa.
Neymar poderia ter "se contentado" só com o lance do gol. Mas o garoto resolveu calar a boca dos críticos no fim do jogo, fazendo uma incrível jogada, passando no meio de dois mexicanos. Levantou a cabeça, cruzou para Jô e... caixa! Brasil 2 x 0 no México.
O time ainda tem alguns problemas, como as jogadas nas costas dos laterais (principalmente pelo lado esquerdo: Marcelo anda perdidinho nesse esquema do Felipão). Fora isso, é bem provável que a Seleção Brasileira conquiste o 1º lugar no grupo, já que a Itália vem de um jogo épico contra o Japão e os jogadores podem sentir o desgaste físico.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Copa das Confederações 2013 - O "Novo" Maracanã
Depois de todas as polêmicas que envolveram sua reforma, enfim, o Maracanã iria sediar seu primeiro jogo na Copa das Confederações. Quando foi vinculado na imprensa que a venda de ingressos ia começar, pensei duas vezes em garantir o meu lugar, muito pelo fato da maneira que esta reforma foi realizada. Afinal de contas, com dois anos para as Olimpíadas no Rio de Janeiro, perderíamos um centro de treinamento de atletismo (Estádio Célio de Barros), polo aquático e saltos ornamentais (Parque Júlio Delamare), além de uma escola que leva o nome do maior artilheiro que o Brasil já teve (Escola Municipal Friedenreich). Entretanto, por gostar muito de futebol, acabei cedendo a vontade de assistir dois jogos internacionais (Itália x México e Espanha x Taiti) bem ao lado de casa.
Optamos por ir de metrô, pois era o meio de transporte que deixava mais perto do estádio. Aliás, todas as informações davam que a estação mais próxima do setor verde (que fica ao lado do antigo Museu do Índio) era a Estação São Cristóvão. Pura bobagem e tentativa de não congestionar a Estação Maracanã, esta sim, mais próxima do setor que deveria entrar.
Ao contrário do que víamos antes da reforma, está muito mais fácil entrar e sair do estádio. Dentre as melhorias que pude observar, como mero espectador do setor mais barato, posso destacar os corredores bem iluminados, os banheiros que tinham até Listerine a disposição, assentos confortáveis e visão completa de todo o campo. Agora, a acústica e a redução das dimensões do campo fizeram com que perdesse um pouco do charme do "Maior do Mundo" (que não é o maior já faz tempo, convenhamos).
Um problema que vi em alguns comentários no Facebook e em alguns sites é o preço cobrado nos bares dentro do estádio. Sinceramente, não vi nenhuma cobrança exagerada. A pipoca, por exemplo, sai por 10 reais, mas é um pacote que se assemelha a um pacote médio de pipoca de cinema. Cerveja então cobra-se 9 reais, mas você ganha um copo de lembrança do evento (da Brahma ou Budweiser) a cada latão que compra. O que poderiam fazer é, com o copo do evento, você poderia optar por comprar só a cerveja e pagar mais barato. Aí sim, seria mais justo.
Sobre o jogo entre Itália e México, este foi o primeiro jogo entre seleções que tive a oportunidade de assistir. A Itália tem um time muito bem estruturado e com tática bem definida, ao contrário do México, que era uma equipe bem apática em campo e com um goleiro muito fraco. Claro que a falta cobrada por Pirlo foi uma obra de arte e pouquíssimos goleiros chegariam na bola, mas o Corona recolheu os braços antes mesmo da bola chegar, já desistindo do lance antes mesmo de sua conclusão. Tudo bem que o México chegou a empatar o jogo, mas depois do gol de Balotelli, a equipe se entregou.
Sendo assim, parece que a Itália vai decidir seu destino na Copa das Confederações contra o Brasil, em Salvador, no dia 22 de junho.
domingo, 16 de junho de 2013
Copa das Confederações 2013 - O primeiro jogo
Confesso a vocês que o gol do Neymar Jr, aos 3 minutos do primeiro tempo, me surpreendeu de forma positiva. Quem vem conversando comigo durante estes últimos anos sabe o quanto sou pessimista com essa seleção para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo. Afinal de contas, esse mesmo treinador que comanda a seleção hoje, 9 meses atrás foi demitido do Palmeiras, rebaixado para a Série B.
Antes de falar do jogo, alguns fatos não podem ser ignorados. A começar pela manifestação fora do estádio, contra os gastos para a realização do evento. Obviamente, policiais militares utilizaram a força que lhes é permitida, com bombas de gás, tiros de balas de borracha e spray de pimenta para dispersar a multidão. Aliás, rolou até um atropelamento de um manifestante, atitude deprimente do policial. Claro que esse tipo de protesto é muito bem vindo e mostra que o povo cansou de reclamar no Facebook e está começando a ir às ruas, mas creio que veio tarde demais. O circo já estava pronto e a plateia estava com ingresso na mão.
Depois de assistir uma cerimônia de abertura bem fraca (vale lembrar que os ensaios para a cerimônia da Copa do Mundo ainda não começaram), veio o momento chave deste primeiro jogo: a sonora vaia para a presidente Dilma Rousseff, que piorou ainda mais quando Joseph Blatter perguntou aonde estava o fair play do brasileiro. Sinceramente, com tudo que vem acontecendo no Brasil, quem faltou com o fair play foi o próprio governo.
Sobre o jogo: mesmo sob desconfiança geral, a seleção conseguiu ganhar de 3x0, onde ficou evidente que houve uma evolução tática. Ponto para comissão técnica. Mesmo assim, esse placar dilatado pode enganar muita gente, mais pelo fato do primeiro gol ter saído aos 3 minutos da etapa inicial. Nenhum adversário está preparado para jogar uma partida inicial de campeonato, contra os donos da casa, com um gol de desvantagem logo no início. Mesmo assim, a seleção japonesa fez um jogo bem burocrático até o fim do primeiro tempo, ocupando os espaços e não deixando a tática do Felipão decolar. Se tivesse mais uns 2 jogadores de qualidade, o caldo poderia entornar.
O esquema apresentado hoje é bem interessante e eficaz, com Luiz Gustavo e Paulinho como volantes, Neymar, Oscar e Kulk como centroavantes e Fred como homem-gol, em um 4-2-3-1 bem ofensivo, onde cinco jogadores podem chegar ao ataque com total facilidade.
sábado, 8 de junho de 2013
Copa das Confederações 2013 - A substituição
Um dos motivos de começar com este blog foram os elogios que recebi no texto que publiquei no Facebook, sobre os 23 eleitos por Felipão para disputar a Copa das Confederações. Ou seja, vocês tem parcela de culpa nessa história!
Pois bem, na última sexta-feira o atacante Leandro Damião foi oficialmente cortado da seleção brasileira, por causa de uma lesão na coxa direita. Deve ser um momento muito triste para o profissional, pois todo o sonho de uma carreira é interrompido por uma lesão (aliás, vale lembrar que o jogador já teve uma lesão semelhante e na mesma perna). Agora, quem tem a ganhar com isso é a própria seleção. Sinceramente, com todo respeito ao profissional, mas ele não tem a mínima condição de ser atacante da seleção brasileira. Torno a repetir: pode ter raça e ser esforçado, mas não tem disciplina tática. Já mostrou isso diversas vezes no Internacional.
No lugar de Leandro Damião entrou Jô, atacante do Atlético-MG. Já tinha cantado a pedra no primeiro post: por que convocar o Damião se o Jô tá jogando uma bola redondinha? Surgiu no Corinthians e logo foi para o futebol internacional. Voltou para o Brasil e, após uma passagem meio que discreta no Internacional, tá arrebentando no Galo. Não tinha como convocá-lo.
Com isso, a seleção já melhora um pouco. Ganha uma boa opção de ataque e coloca uma dúvida a mais na cabeça do Felipão. Agora resta saber como que ele vai organizar esse time para, no mínimo, conseguir passar para as semi-finais na Copa das Confederações.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Copa das Confederações 2013 - A convocação
Não tem como: brasileiro gosta de futebol. Desde o nascimento, nós somos 'doutrinados' a aprender a gostar desse esporte. Mesmo quem não tenha um time de coração, todo mundo é contaminado pelo 'nacionalismo' quando chega a Copa do Mundo.
Quer puxar um assunto numa mesa de bar? É só falar mal da última convocação da seleção brasileira. Mais especificamente, alguns atletas que o Felipão convocou deram o que falar.
• Julio Cesar - Já teve seu tempo de seleção. Aliás, já deveria ter se aposentado. Mas quem convoca é o Felipão, técnico de segunda divisão do campeonato brasileiro (sdds Palmeiras)
• Diego Cavalieri - Deveria ser o goleiro titular, mas vai esquentar banco para o semi aposentado
• Jefferson - Convocação desnecessária. Em um torneio de 5 jogos, é inútil levar três goleiros. Se fosse para convocar três goleiros, teria que ser Cavalieri - Jefferson - Cassio
• Thiago Silva - Convocação merecida
• Réver - Convocação merecida
• David Luiz - Convocação merecida
• Dante - Convocação merecida. Se o Dedé estivesse num time decente (porque o Vasco tá uma draga e essa transferência pro Cruzeiro queimou a imagem dele), como o Réver, poderia ter pego essa vaga.
• Daniel Alves - Não tem ninguém melhor, o setor anda muito fraco
• Jean - Muito fraco e será improvisado na lateral. Deprimente. Sério mesmo que o Marcos Rocha não é melhor que ele?
• Marcelo - Não tem ninguém melhor, o setor anda muito fraco
• Filipe Luis - É só para abaixar a idade média da seleção? Se fez isso, fez bem, porque futebol não tem
• Fernando - Cão de guarda, volante volante. Dos males, o menor.
• Hernanes - Fraco demais. Aliás, sempre foi fraco. Deveria ter chamado o Ramires
• Luiz Gustavo - É só para abaixar a idade média da seleção? Se fez isso, fez bem, porque futebol não tem
• Paulinho - Convocação merecida
• Jadson - É esforçado. Faria um bom papel de enceradeira (sdds Zinho) quando o Brasil estiver ganhando algum jogo (cof cof cof). Ronaldinho Gaúcho poderia ser convocado, mas ele também pipoca na hora H. Então deixa assim porque 'pior que tá, não fica'
• Oscar - Convocação merecida
• Lucas - Convocação merecida
• Hulk - É esforçado e joga bem pela seleção. A camisa não pesa, ao contrário do Neymar
• Bernard - Convocação merecida
• Leandro Damião - Ele é a prova que peladeiro consegue chegar à seleção. Me surpreende ver esse zé prego no lugar do Jô, que tem muito mais disciplina tática
• Fred - Convocação merecida
• Neymar - Esse JAMAIS deveria ser o que é hoje. Não tem futebol, é firuleiro e não tem disciplina tática. A necessidade da imprensa criar um novo Pelé no Santos é tamanha que já tentaram fazer isso uma vez, com o Robinho. Pra mim, Neymar é um Denílson melhorado, que sabe chutar pro gol. Mas é aquilo, tem que valorizar o 'craque', o último 'diamante' brasileiro...
E você, acha o mesmo?







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