Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

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domingo, 24 de novembro de 2013

David Bowie - The Next Day


Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2013. Uma amiga me conta, visivelmente emocionada, que o show do Bruce Springsteen mudou a vida dela. Um claro sinal do poder que a música tem, ao ponto de mudar por completo o destino de uma pessoa. Assim defino a 'relação' que tenho com David Robert Jones ou, se preferir, David Bowie. 

Vamos contextualizar: certo dia, conversando com amigos, um dos assuntos da mesa foi suicídio. Tema pesado, mas que em determinado momento (recente) de minha vida já foi algo a ser considerado. Não tenho vergonha alguma de partilhar isso publicamente, pois todos nós temos problemas. Pois bém, após esta conversa, em meio a uma tristeza sem fim, resolvi ouvir "Heroes". Uma música puxou a outra e resolvi ouvir o álbum "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars", mais conhecido como "Ziggy Stardust". No fim, tive o prazer de ouvir pela segunda vez a música "Rock 'N' Roll Suicide". Garanto a vocês, senhoras e senhores, que minha vida mudou após ouvi-la. Hoje, vejo que todo ser humano de bem tem o poder e que pode ajudar o próximo de qualquer problema, seja ele qual for. 

♫ Gimme your hands cause you're wonderful ♫


Como em março estava na correria para conseguir agilizar os papéis da faculdade, não dei a atenção devida ao último álbum de estúdio de David Bowie, "The Next Day". Já que ele vive em um exílio musical, o álbum foi todo desenvolvido em absoluto segredo e pegou a todos de surpresa. 

Assim como comentei sobre o "13" do Black Sabbath, o último trabalho de David Bowie está longe de ser revolucionário e que mudará a história da música. Trata-se de um bom disco de rock, com variações características dos grandes trabalhos de Bowie, com boas notas de modernidade e de experimentação. Isso torna “The Next Day” um álbum básico, comparando com os demais trabalhos dele, mas que não é um "mais do mesmo". Ou seja, acaba se destacando, tem o seu valor.

Não posso negar que tem faixas muito boas em "The Next Day", como a canção-título (bem dançante e de refrão marcante), "Love Is Lost" (a melhor música para mim, que mudou de ritmo da versão do cd para o clipe, sendo as duas muito boas), "Valentine's Day" (bem melódica, a cara dos anos 80, sendo esta a faixa que pode cair no gosto coletivo), “(You Will) Set the World On Fire” (a segunda melhor para mim, baladinha rock bem simples, com refrão cativante), "You Feel So Lonely You Could Die" (com uma das letras mais pesadas do álbum, assim como a canção-titulo) e "Heat" (última música do álbum, que remete o estilo instrumental que Bowie sempre trabalha). Mas, na boa mesmo, não há como desprezar nem mesmo as músicas mais fracas, pois o cd está bom. Ouvir "The Next Day" por inteiro é recompensador.


No fim, chego a seguinte conclusão: essa reclusão voluntária de Bowie foi prejudicial para ele mesmo. Tantos outros artistas da mesma época que ele estão aí, lançando cds e fazendo turnês mundiais, enquanto ele se amargurou do cenário musical e preferiu "tirar férias". Acabou que esse hiato de 10 anos fez com que ele mesmo afastasse os holofotes, período em que se dedicou a pinturas e obras de arte. Neste retorno, vejo que a pausa fez efeito, pois não foi feito um trabalho qualquer. "The Next Day" é um álbum extremamente satisfatório. Enquanto isso, vou ouvindo suas músicas, com a esperança de um dia ver um show do cara que salvou minha vida...

Tracklist:
1. The Next Day (3:26)
2. Dirty Boys (2:58)
3. The Stars (Are Out Tonight) (3:58)
4. Love Is Lost (3:58)
5. Where Are We Now? (4:09)
6. Valentine's Day (3:02)
7. If You Can See Me (3:12)
8. I'd Rather Be High (3:45)
9. Boss Of Me (4:09)
10. Dancing Out In Space (3:22)
11. How Does The Grass Grow? (4:34)
12. (You Will) Set The World On Fire (3:32)
13. You Feel So Lonely You Could Die (4:37)
14. Heat (4:27)

domingo, 16 de junho de 2013

Black Sabbath - 13


Por mais de quinze anos, desde quando me entendo como admirador do bom e velho rock'n roll, sempre curti as músicas interpretadas por Ozzy Osbourne, tanto no Black Sabbath, quanto em sua banda solo. Na década de 90 e nos primeiros anos deste novo milênio, a probabilidade de grandes nomes do hard rock e heavy metal desembarcarem em solo brasileiro com a frequência que de hoje era remota, salvo em grandes eventos, como Rock In Rio ou Monsters Of Rock.

Tive a oportunidade de ver um show ao vivo do Ozzy Osbourne em 2011. De certa forma, até me surpreendeu pelo fato da disposição do vocalista e, nessa época, já se ventilava a possibilidade de uma reunião dos quatro membros originais do Black Sabbath. Aliás, essa especulação só ganhou força devido ao fim trágico do Heaven & Hell, após o falecimento de Ronnie James Dio. 

Mesmo com toda polêmica que envolveu o ex-baterista Bill Ward, a banda Black Sabbath não só lançou o 19º álbum de estúdio, intitulado "13", mas também anunciou uma nova turnê mundial. Um baita presente para os fãs da banda britânica.

Sobre o álbum "13", é difícil ser imparcial quando se trata de Black Sabbath. Ainda mais se tratando de um material inédito e com Ozzy nos vocais. Entretanto, não espere ouvir nada parecido com "Paranoid", "Fairies Wear Boots" ou qualquer outro grande clássico da banda: todas as 11 faixas (incluindo as 3 da versão deluxe) lembram a sonoridade dos primeiros trabalhos da banda (isso fica bem claro logo na primeira música do cd), com excelentes riffs de Iommy, o baixo marcante de Geezer e a voz característica de Ozzy. Aliás, sobre o baterista contratado (Brad Wilk, do Rage Against The Machine), nada a comentar, já que soou tão "mais do mesmo" que qualquer baterista com talento similar poderia fazer igual ou melhor (talvez até tenha sido ideia do trio fazer com que a bateria não sobressaísse).

Das oito faixas da versão Standard, as que mais me chamaram a atenção foram as canções "Loner" e “Dear Father". O mais interessante é que as três músicas da versão Deluxe ("Methademic", "Peace of Mind" e "Pariah") são bem melhores se compararmos com as outras seis músicas restantes. Uma pena que elas não estejam na versão Standard...


Sendo assim, creio que a proposta do trio neste álbum foi presentear os fãs com um material inédito, quase 35 anos depois do último trabalho com a 'formação clássica' (Never Say Die!), além de uma turnê mundial (e, pela primeira vez, aqui no Brasil) e arrecadar mais grana para suas contas bancárias mais do que bilionárias. Portanto, como dito anteriormente, antes de ouvir "13", prepare-se espiritualmente, encare o trabalho como um bom material elaborado por uma banda consagrada e não compare com trabalhos anteriores.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Daft Punk - Random Access Memories


O primeiro contato que tive com o som da dupla francesa foi no anime "Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem", produzido em conjunto com Toei Animation. Lembram da música "One More Time", que tocou nas rádios exaustivamente? Então, essa música faz parte da trilha sonora deste filme, que nada mais é do que uma realização visual do álbum "Discovery". Aliás, vale lembrar que este filme não tem falas, o que o torna ainda mais interessante.

Muito se falou no lançamento do último álbum do Daft Punk, Random Access Memories. Durante as conversas diárias que tenho com a turma do grupo Brazil With Lasers, Matheus Araújo e Carlos Lins comentavam sobre as novas músicas. Tirei uma noite para ouví-las e, de certa forma, gostei do resultado final.

Já começo afirmando que Random Access Memory é um álbum indispensável para se ter em casa ou no porta-luvas de seu carro. É um CD que deixa um pouco a música eletrônica de lado e mescla de forma primorosa outros estilos, como soul, disco, rock e com um suíngue que te embala do início ao fim.

Se nos três CDs anteriores (Homework, Discovery e Human After All) o enfoque era mais a música eletrônica, Random Access Memories está mais voltado para o lado pop e resgata estilos do passado. É como se entrássemos num DeLorean e levados para a década de 70 e 80. Sinceramente, o que esse CD menos tem é música eletrônica. 

Ao chegar na 13ª e última música (que, aliás, é a mais fraca de todas), a sensação (boa) que fica é a de "quero mais". Random Access Memories prova que o melhor da música está no passado, nos ritmos que já foram criados, quando a música era feita com amor, sem a pressão das gravadoras e todo aquele papo sobre capitalismo.

Definitivamente, nasci na década errada. Precisava ter nascido uns dez anos atrás para ter minha adolescência na década de 80 e curtir os vinis com as melhores músicas que já foram criadas.

Selecionei a faixa que mais gostei, Get Lucky. Enjoy!



Atualizado em 22/06/2013
Atendendo a pedidos, segue abaixo o CD completo para ouvir no Youtube. Agora sim! =D