Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Parque Nacional do Iguaçu - Foz do Iguaçu/Brasil



Após visitar o Iguazú Argentina, nada melhor que conhecer o Parque Nacional do Iguaçu, o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu, para fazer as devidas comparações.

Apesar do Parque Nacional do Iguaçu possuir uma boa estrutura para turistas e contar com uma infraestrutura adequada para visitantes de qualquer idade, este passeio pode ser um pouco entediante para as crianças, tendo em vista que o parque é mais voltado para contemplar a natureza e tirar boas fotos.

Dicas iniciais: pagamentos e vestuário

Ao contrário do parque argentino, não é necessário reservar dinheiro em espécie, pois todo o parque também aceita cartões (débito/crédito) para pagamento. Isso já é um grande adianto.

Mesmo sendo menor que o Iguazú Argentina, a dica para o vestuário também está valendo para o Parque Nacional do Iguaçu: leve uma muda de roupa extra na sua mochila (caso resolva fazer um passeio no Macuco Safari) e protetor solar. Capa de chuva é totalmente dispensável (eu levei porque estava gripado). Vá de tênis e, se possível, separe um chinelo. Leve água e comida dentro da mochila, pois tudo no parque é caro.  

Horário de partida: saia cedo do hotel

Primeiramente, o planejamento para este passeio é essencial.
Se você estiver com tempo sobrando durante sua viagem, dedique um dia inteiro para conhecer o Parque das Aves o Parque Nacional do Iguaçu. Esta logística é perfeita, tendo em vista que as duas atrações são bem próximas (é só atravessar a rua, literalmente).


Como se trata do maior ponto turístico da cidade, é recomendável que você chegue cedo ao local, principalmente se você for durante um feriadão. As fotos ficam melhores e o calor não vai ser um inimigo.
Você até pode ir a tarde, mas será um passeio bem mais cansativo (acredite, eu fui a tarde).


Parque Nacional do Iguaçu: como foi o passeio?

Para começar, é indiferente você comprar o ingresso na hora ou pela internet. A única 'vantagem' de comprar online é que a fila para troca do voucher pelo ingresso é menor. Entretanto, com ingresso na mão, você encara a fila para embarcar nos ônibus. Li relatos na internet que a espera é de 40 minutos. No meu caso, o tempo foi bem maior: 2 hora e 30 minutos. 



Como você vai aguardar um bom tempo para embarcar no ônibus, reveze com sua dupla ou galera para conhecer o terminal, que possui lojas especializadas com souvenirs, banheiros e painéis informativos.


Os ônibus do parque são temáticos, com dois andares e levam os passageiros do Centro de Visitantes até o terminal dos mirantes, fazendo paradas intermediárias para os que querem fazer os passeios como Macuco Safari, Voo de Helicóptero e Trilha do Poço Preto (obviamente, passeios que são pagos a parte).
O lado negativo deste sistema de transporte é que os ônibus partem do terminal com lugares vazios, na expectativa de outros passageiros embarcarem nos pontos intermediários.
No total, o ônibus demora cerca de 20 minutos para chegar o terminal dos mirantes.

A trilha do parque brasileiro é única e ligeiramente estreita. Como tem muita gente indo e vindo, é necessária uma boa dose de paciência para tirar a foto perfeita. 

Caso você tenha visitado o lado argentino primeiro, é possível visualizar todas as quedas dágua que você viu por lá. Afinal de contas, somente no lado brasileiro que você consegue ver 100% das quedas dágua.




A melhor parte do passeio é no Mirante Central. É a vista mais bela do parque. Vai ser lá também que você vai se molhar. Um colírio para os olhos e para renovar as energias. 


Existe também a opção de você fazer um passeio no Rio Iguaçu, assim como no parque argentino. Caso você tenha coragem de chegar bem de perto de algumas quedas dágua, é só desembarcar na parada Macuco Safari. O passeio é pago a parte e, na época (setembro/2015), custava R$180.
A título de curiosidade, na Argentina, este passeio custava R$100 a menos.





Problemas encontrados: falta de educação e desrespeito

Quando lembramos deste passeio, lembramos da falta de educação do brasileiro e do desrespeito dos organizadores do parque.

Falta de educação porque os 'agentes' de turismo, por diversas vezes, reservavam um lugar na fila para o grupo que eles estavam guiando. Começava aí uma série de discussões sobre 'furar fila', já que muitos brasileiros gostam de 'se dar bem' em toda e qualquer situação. 

Entretanto, acredito que o pior de tudo é o desrespeito dos organizadores do parte com seus visitantes, tendo em vista que o sistema de transporte é falho sob diversos quesitos. Este descaso gera desconforto entre os visitantes e um sentimento de 'felicidade' quando o ônibus partia do Centro de Visitantes. 
Comemorar por conseguir embarcar após 2 horas e meia? Me desculpe, mas isso não é motivo para comemorar. Se você celebra isso, está compactuando com o descaso.


Início da fila: 14h30
Embarque no ônibus no Centro de Visitantes: 17h
Fim do passeio, desembarque no Centro de Visitantes: 19h20

Conclusão

Visualmente falando, é uma excelente experiência. Foi um passeio um pouco corrido, mas muito agradável. 
Se você busca contato com a natureza, esqueça. O parque brasileiro é voltado para um passeio mais tranquilo, tirar excelentes fotos para facebook e/ou instagram e gastar dinheiro, muito dinheiro. 

"Chico, então é melhor visitar o lado argentino né?”
Sim, certamente. Visite o lado argentino primeiro para visitar o lado brasileiro. São dois passeios que se completam. 
Enquanto o lado argentino possui como vantagens o contato com a natureza e a proximidade com a Garganta do Diabo, o lado brasileiro tem a seu favor a vista panorâmica e a proximidade com seu hotel.

Detalhe: ao olhar do lado brasileiro para o lado argentino, o que mais me chamou atenção foi a bandeira da Argentina, Já do lado argentino, o que mais me chamou atenção foi o hotel. Nada de bandeira do Brasil. Infelizmente, é nessas horas que percebemos o quanto que somos 'patriotas'.

O Parque Nacional do Iguaçu fica aberto todos os dias, das 09h às 17h.

Parque Nacional do Iguaçu
Avenida das Cataratas, BR-469, KM18
Foz do Iguaçu - Paraná, Brasil
Cartões: crédito e débito (principais bandeiras)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Cervejaria Serra Gelada - Visconde de Mauá/RJ

No rótulo de cada cerveja, a araucária, árvore típica de Visconde de Mauá

Em junho deste ano, visitei o município de Itatiaia, Região Serrana do Rio de Janeiro, e tive a oportunidade de conhecer os distritos de Penedo, Visconde de Mauá, Maringá e Maromba. 

Em Visconde de Mauá, uma grande propaganda me chamou atenção: tratava-se de uma cerveja de pinhão, produzida na própria cidade. Lembrei dos amigos que sempre visitam cervejarias em suas viagens e pensei: tá pra mim! Vou na fábrica da Serra Gelada e fazer uma postagem bacana no blog!

Antes de contar como foi a peregrinação para chegar à cervejaria, a Serra Gelada possui duas lojas próprias em Maringá. Seguindo pela estrada RJ-151, vindo de Visconde de Mauá, escolha o percurso Maringá/RJ. A primeira loja fica bem no início do Centro da cidade. Por lá, você deve encontrar, no mínimo, um chope plugado (quando fomos, tinham dois: Dourada e Defumada) e as cervejas da casa, incluindo a famosa sazonal de pinhão.

Neste ponto da RJ-151 que você fará sua escolha
À esquerda, você conhecerá Maringá e Maromba. À direita, o lado mineiro de Maringá e a Cervejaria Serra Gelada
Imagem: Google Maps

A outra loja (bem maior que a primeira) fica em Alto Maringá, um pouco antes do Hotel Warabi e do Maresia de Mauá, ex-Dona Mathilde. Entretanto, por lá, eles só comercializam as garrafas.

Se você viajar para a região e um dos seus objetivos for apenas provar a cerveja local, comprar/degustar os três rótulos já é mais do que suficiente. Caso esteja passando por Maringá ou Maromba e quiser fazer aquela pausa pra tomar um chopinho, melhor ainda. Agora, se você quiser ir além, ou seja, conhecer a cervejaria, prepare as canelas.

Para chegar à cervejaria, seguindo pela estrada RJ-151, vindo de Visconde de Mauá, escolha o percurso Maringá/MG. No final da estrada, você vai passar por uma ponte de madeira, que representa a divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

"Mas, Chico... quer dizer que a Serra Gelada não é produzida em Visconde de Mauá?"

Sim e Não.
Não porque ela é produzida no município de Bocaina de Minas
Sim porque parte da vila turística de Visconde de Mauá, em sua maior parte no estado do Rio de Janeiro, ultrapassa a divisa e localiza-se no território de Bocaina de Minas.

Imagem: http://destinocervejeiro.com



Seguindo o percurso, vá em direção à Casa das Velas, pela Alameda Gastronômica. Quando você chegar no Buhler Hotel, o asfalto dá lugar ao cascalho com terra em mão única (que, na verdade, é mão dupla) e será assim até a cervejaria. Ao chegar na Casa das Velas, siga a estrada à direita. Há uma placa escrito "Rua Sem Saída". Ignore a informação e siga até o fim. Vire à esquerda. No fim, haverá uma subida ingrime. Se você for a pé, tomara que você esteja bem condicionado fisicamente. Agora, caso você for com um carro de passeio popular 1.0, assim como eu, boa sorte. Você precisará subir de uma vez. Se parar, vai 'dar ruim'...

Não preciso nem dizer que 'deu ruim' pra mim, certo?
No fim da subida, deixei a rotação do carro cair e ele parou em cima de uma pedra por longos 10 minutos.
Foi então que Miguel, funcionário da cervejaria, apareceu para nos ajudar a sair daquela situação. 
No total, foram longos 20 minutos até que o bravo vermelhinho saísse do lugar. Graças ao Anjo Miguel :P

O galpão da cervejaria é bem simples, tudo bem artesanal. Não há um guia de visitação, mas Miguel nos explicou como funciona cada equipamento, desde a fervura até o envase. 



Por sorte, estava rolando no dia o envase da Serra Gelada Dourada e rolou uma prova diretamente 'da fonte'. Para fechar com chave de ouro, o Anjo Miguel nos presenteou com uma garrada desse chope, devidamente degustado assim que chegamos no Rio de Janeiro.

Sim, essa é a Cervejaria Serra Gelada. Bem simples, mas que produz uma boa cerveja de pinhão

A Cervejaria Serra Gelada fica aberta para visitação de terça a sábado, das 7 até às 16 horas. Quando tem feriadão, eles costumam esticar até às 17 horas
Não é necessário agendar visitação: é só passar lá e dá um oi.
Se estiver chovendo, pense duas vezes, pois a estrada não é muito boa.




INFORMAÇÕES
Cervejaria Serra Gelada
Endereço: Alameda Gastronômica, s/n (10min de carro a partir da Casa das Velas) - Vila de Maringá - Bocaina de Minas/MG 
Fone: (24) 3387-1210 / 3387-1476 / 99811-7048 
Site: http://cervejariaserragelada.blogspot.com.br (não atualizado desde 2014)



O mapa não indica a posição exata da cervejaria, mas este é o caminho a ser seguido.
Não tem erro deste ponto em diante. Você vai conseguir chegar lá

sábado, 17 de outubro de 2015

Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu e Ciudad del Este: mini guia da Tríplice Fronteira


Vou começar pela conclusão: reserve tempo e dinheiro para conhecer Foz do Iguaçu.  
Além de poder visitar a maior usina hidroelétrica do mundo, você terá o privilégio de conhecer uma das sete maravilhas naturais do mundo: as Cataratas do Iguaçu. Para complementar ainda mais sua estadia em Foz, tem o Iguazu Argentina (o lado hermano das Cataratas), muambagem no Paraguai, Duty Free, cassino, sertanejo, cervejas artesanais e alguns outros atrativos que podem fazer o diferencial na sua escolha.

Período da viagem

Escolhemos o feriado de 7 de setembro para visitarmos Foz. Caso você escolha esse mesmo período, recomendo fortemente que leve camisetas e casacos. Pois é, o clima da região varia muito: bastante calor durante o dia e um frio considerável a noite.

Mesmo durante o inverno, período que a vazão de água é menor, a queda d'água era impressionante. Ou seja, estou considerando a possibilidade de visitar a região durante a primavera e o verão, quando a vazão de água é maior.

No total, ficamos 2 dias e meio em Foz do Iguaçu. Tivemos que criar um roteiro para seguir a risca. Obviamente, muitos locais ficaram de fora.

Hospedagem

Admito que o nosso principal problema foi justamente o local que ficamos hospedados. Bandeira Iguassu Hotel fica longe do Centro de Foz. Sendo assim, não pudemos conhecer as boates da cidade, bem como tomar uma gelada ou jantar num restaurante bacana no segundo dia. Além disso, o hotel é bem simples, serve somente para dormir e não tem frigobar. 

Entretanto, a vantagem de ter ficado neste hotel foi ter conhecido o serviço de transfer da ABA Turismo. Foi com eles que fizemos todos os passeios, incluindo alguns dedicados, além de ter trocado reais por pesos (já vou chegar nesta parte)

Caso queira uma lista de bons lugares pra se hospedar, o Viajem na Viagem tem tudo bem mais detalhado, com opções em Foz e Puerto Iguazú.

Real, Peso ou Dólar?

Essa foi uma grande dúvida que tivemos: tendo em vista que visitaríamos três países, qual moeda levar?

Por incrível que pareça, o mais sensato é ir para Foz apenas com Real na carteira e trocar por Peso e Dólar nas casas de câmbio de Foz do Iguaçu. Nas postagens sobre Iguazu Argentina, Duty Free, Puerto Igazú e Ciudad del Este explico o que fazer com seus preciosos Reais 

Roteiro

Primeiro dia
• Duty Free
• Puerto Iguazú - La Feirinha
• Cassino Iguazu

Segundo dia
• Turismo Itaipu - Circuito Especial
• Templo Budista
• Parque das Aves
• Praça da Cerveja
• Madero

Extra
• Ciudad del Este

Iguazú Argentina - Misiones/Argentina


Faz tempo que não escrevo sobre viagens.
Como gostei tanto da minha visita a Foz do Iguaçu, vou fazer uma série de postagens de todos os cantos que visitei.

Nada melhor do que começar a viagem visitando uma das sete maravilhas naturais do mundo. Para melhorar a situação, em outro país. Sim, meus amigos, a primeira escala do nosso roteiro foi no Iguazú Argentina, o lado hermano de las Cataratas del Iguazu.

Dicas iniciais: pagamentos e vestuário

Primeiramente, reserve alguma quantia em Pesos Argentinos, pois todo o parque não aceita outra moeda. No total, levamos P$ 1.500,00. Foi o suficiente para realizar tudo que queríamos, além de fazer um breve lanche, já que não houve tempo para almoço.

Outro ponto de extrema importância está no vestuário. Tendo em vista que o parque argentino é MUITO maior que o parque brasileiro, além do contato com a natureza, esteja preparado para caminhar, suar e se molhar. Portanto, leve uma muda de roupa extra na sua mochila. Também é desejável levar protetor solar. Capa de chuva é totalmente dispensável (eu levei porque estava gripado). Vá de tênis e, se possível, separe um chinelo. Leve água e comida dentro da mochila, pois tudo no parque é caro.  

Horário de partida: saia cedo do hotel

Por fim, caso você esteja hospedado em Foz do Iguaçu, saia bem cedo do hotel. O trânsito para atravessar a fronteira é bem intenso e a probabilidade de você ficar parado por algum tempo é alta. Obviamente, você deve levar um documento de identificação, válido em todo território nacional brasileiro e com menos de 10 anos de expedição, ou passaporte válido. Lembrando que este documento também é necessário para entrar no parque.

Tren Ecológico de la Selva


Parque Nacional Iguazú: como foi o passeio?

Como o Parque Nacional Iguazú é bem extenso, não perca tempo com as lojinhas (preço ligeiramente elevado) e os deliciosos sorvetes da Freddo (coma na volta) após passar pelo portal de acesso: dê preferência ao Centro de Visitantes (que inclui até uma maquete das Cataratas do Iguaçu para deficientes visuais) e, em seguida, caminhe até a Estación Central. 

O transporte dos visitantes no Parque Nacional Iguazú é realizado pelo Tren Ecológico de la Selva e possui três estações: Estación Central, Estación Cataratas e Estación Garganta del Diablo. 

Estación Cataratas

Como o Parque Nacional Iguazú tem três rotas distintas e as caminhadas são bem cansativas, planejamento é essencial para aproveitar a visita. 

A melhor forma de explorar o parque é começar pela atração principal: a Garganta do Diabo. Para chegar até lá, embarque na Estación Central, faça a baldeção na Estación Cataratas e pegue o outro trem em direção a Estación Garganta del Diablo. Pois é, muita gente reclama que o trem não segue direto para a última estação. Entretanto, existe uma certa lógica, tendo em vista que na estação intermediária é que se concentra a maioria das atrações do parque.


Após o desembarque, prepare-se para a caminhada: o trajeto da estação até a Garganta del Diablo é de 1,1km, por uma passarela que passa sobre o Rio Iguazú. Na metade do percurso, você já consegue ouvir o barulho da queda dágua e pode ver o spray de água. No fim da caminhada, um mirante bem ao lado da Garganta del Diablo. Se você tem medo de altura, não se preocupe, pois o spray de água é tanto que não se consegue ver o fundo. A única coisa que você consegue ver do lado brasileiro é o restaurante, nada mais.





Pensa que acabou? Negativo!
Pegue o trenzinho de volta à Estación Cataratas e escolha o Circuito Superior, uma trilha de 700 metros a beira de um precipício. De lá, tem como ver o mirante do parque brasileiro, só que beeeem de longe.

Para fechar com chave de ouro, hora de pegar o Circuito Inferior, com mais de 2,5km dentro da mata. Todo o trajeto é feito nos mesmos moldes do Circuito Superior e da Garganta del Diablo, mas a diferença são as cachoeiras que você pode chegar bem de pertinho. O mais legal é que, quando você for fazer o lado brasileiro, tem como identificar cada uma delas.




No fim do percurso, você vai encontrar o Iguazú Jungle, a versão argentina do Macuco Safari. Escolhemos fazer o Aventura Naútica e, nessa hora, é vital que você utilize seus Pesos Argentinos nesse momento. O passeio custa P$ 270,00 que, convertendo para Reais (na cotação que fiz o câmbio), ficou em torno de R$ 80,00. Para se ter ideia, no lado brasileiro, o passeio semelhante sai em torno de R$ 180,00. Para melhorar ainda mais, o passeio é bem mais emocionante e as lanchas argentinas chegam embaixo de duas cachoeiras. Ou seja, você vai sair completamente molhado. Por isso que é importante levar roupas extras. A empresa disponibiliza sacolas impermeáveis e recomendo fortemente que você também guarde os tênis. Fica a dica!


As duas cachoeiras do Aventura Náutica

Agora, o lado negativo desse passeio é que, a algum tempo atrás, teve uma vítima fatal. Não se sabe se foi por imprudência do capitão argentino ou se foi o passageiro que não respeitou os limites de segurança.

O parque tem lanchonetes em todas as três estações, todas com Subway e com empanadas. Vale a pena fazer uma boquinha para enganar a fome. Não perca tempo almoçando.

Por fim, cuidado com os quatis. 
Não dê comida para eles. Se você fizer isso pra um, uma gangue de quatis virá atrás de você. 
Carregue sua bolsa no ombro. Se você deixar perto do chão, os quatis vão rasgar e/ou roubar. Sim, tivemos uma bolsa rasgada :P


Dois membros da Gangue dos Quatis


Conclusão

Uma das melhores experiências que tive na vida. Passamos mais de seis horas, não vimos tudo e ficou um gostinho de 'quero mais'. Após você visitar o parque argentino, vai achar o parque brasileiro é algo feito para a galera da 3ª idade, fora outros inconvenientes que falarei na ocasião. Destino obrigatório para todo ser humano que admira a natureza.

O Iguazú Argentina fica aberto todos os dias, das 08h às 16h30.

Iguazú Argentina
Rodovia Nacional Nº 101, Km 142
Misiones, Argentina
Cartões: Não Aceita. Pagamento somente em dinheiro.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Mercado Central - Belo Horizonte/MG

Acredito que o principal legado da Copa do Mundo aqui no Brasil foi dar a oportunidade para os brasileiros (que tinham dinheiro, claro) conhecerem seu próprio país. Com 12 capitais sediando jogos, a promessa que as companhias aéreas disponibilizariam passagens mais baratas não se concretizou. Somado aos preços pra lá de exorbitantes dos ingressos, o melhor mesmo foi ficar em casa assistindo aos jogos.

Como disse na postagem Devia ter valorizado a Copa do Mundo no meu país, queria eu ter me preparado financeira e psicologicamente para a Copa do Mundo. Não somente para conhecer os estádios, mas também para destinar um tempo para conhecer as cidades, os bares, restaurantes etc.

Tive muita sorte ao escolher Belo Horizonte como uma das duas cidades que visitei durante a Copa. Tenho grandes amigos por lá e que, enfim, pude destinar algumas horas para dar boas risadas, visitar alguns bares e encher a pança com muita comida.

De todos os lugares que conheci em BH (claro que foram pouquíssimos, mas tudo bem), o que mais me chamou a atenção foi o Mercado Central.

Inaugurado em 1929, o Mercado Central ocupa uma área privilegiada na região central da cidade. Localizado a uns 10 minutos da Rodoviária e de uma estação do Move (nome dado ao BRT de BH), o local possui mais de 400 lojas que vendem de tudo que você possa imaginar. Obviamente, os visitantes vão atrás do que Minas Gerais tem de melhor: queijos, doces mineiros, cachaça e cerveja.

Como meu tempo era reduzido, conheci poucos lugares, mas o suficiente para ficar impressionado e destinar algumas linhas neste no blog

Cachacaria Barroca
Localização: LJ 149 / 08

Uma das lojas de referência para quem quiser comprar uma cachaça de qualidade. Com atendentes super atenciosos, sempre rola uma degustação de uma cachaça que você quer comprar ou de alguma novidade que chegou no mercado. Já para quem prefere uma cervejinha gelada, a Cachaçaria Barroca tem um espaço para servir os clientes, cuja maioria dos rótulos é, obviamente, de Minas Gerais. Foi lá que provei a Backer Brown.


Sabores e Ideias
Localização: LJ 237 A

Sinceramente? Parada OBRIGATÓRIA para quem vai ao Mercado Central.
Excelente local para comer um lanche rápido, com muito sabor e atendimento de primeira.
Foi no Sabores e Ideias que descobri a joia da coroa bovina: maçã de peito! Que carne é essa, senhoras e senhores!



Na ocasião, pedimos um sanduíche chamado Paraibim (o guri da foto acima, que nada mais é que um pão de queijo recheado de carne seca desfiada, queijo coalho e molho especial) e um outro com maçã de peito. Para ajudar a 'descer', o local vende refrigerantes típicos de várias regiões do Brasil, como o Guaraná Jesus (MA), Itubaína Retrô (SP), Cajuína (CE) e os mineiros Ártemis, feito com maçãs, e Abacatinho, de folhas do abacateiro.
 

Bar da Lora
Localização: LJ 115/L2

Esse é um local para quem gosta de botecar e que gosta de beber uma gelada mesmo em pé. Vencedor do Comida di Buteco de 2010, o Bar da Lora é um tradicional ponto de encontro do Mercado Central, sempre lotado, com todos bem espremidos dentro de uma área delimitada por uma corda. Sim, foi isso mesmo que você leu: uma corda...
Minha sugestão fica para a porção de fígado com jiló ou uma porção de torresmo, tudo acompanhado com uma cerveja bem gelada.

Mercado Central
Avenida Augusto de Lima, 744 - Centro
Belo Horizonte/MG
Horário de Funcionamento: 2ª a sáb. das 7h às 18h, dom. e feriados das 7h às 13h.
Fone: (31) 3274-9434
Site: http://www.mercadocentral.com.br

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Dona Mathilde - Visconde de Mauá/RJ


Decidimos sair um pouco de Penedo para visitar uma cidade vizinha, Visconde de Mauá. Não ficamos hospedados por lá, mas parece ser um excelente lugar para relaxar e entrar no clima de sossego. Essencial para quem precisa desacelerar um pouco da agitação dos centros urbanos.

A região de Visconde de Mauá é composta por 3 pequenas vilas (Maringá, Maromba e Visconde de Mauá), divididas entre os estados de MG e RJ e localizadas dentro dos municípios de Bocaina de Minas, Itatiaia e Resende, a 210 km da cidade do Rio de Janeiro e a 310 km da cidade de São Paulo.


Quando o assunto é cerveja, Uma boa indicação na Vila de Maringá é o Dona Mathilde Bier, localizado bem ao lado do Hotel e Restaurante Warabi. Com sede em Atibaia-SP, esta pequena filial da cervejaria disponibiliza cinco chopes distintos (Pilsen, Dunkel, Weiss, Stout e Pale Ale, mas nem sempre são esses estilos que estão disponíveis), além de petiscos da culinária alemã e mineira, tudo harmonizando perfeitamente com as cervejas e ao ar livre, o que torna a experiência bem mais agradável.


No dia, trocamos uma ideia com o proprietário do local (Sérgio), que nos contou um pouco mais sobre a cervejaria, o método de fabricação das cervejas, de como surgiu a ideia do quiosque e um pouco mais. Um sujeito bem atencioso, sempre cordial com os clientes. Provamos três chopes (pilsen, dunkel e belgian strong ale) e uma excelente porção de queijo com salame. Tudo da melhor qualidade e com preços muito mais que acessíveis.





Dona Mathilde Bier
Endereço: Est. de Mauá, KM 7,5 (Em Maringá, a 2 quadras do centro da vila, no caminho da Maromba) - Visconde de Mauá - Itatiaia/RJ
Fone: (24) 3387-1143 
Cartões: Todos
Site: http://www.donamathilde.com.br