Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

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quinta-feira, 1 de maio de 2014

O que eu estava fazendo na manhã de 1º de maio de 1994?


Na época, tinha 11 anos de idade. Faltava menos de um mês para o meu aniversário. O Brasil já vivia a empolgação de mais uma Copa do Mundo, mas ninguém estava confiante na seleção. Era mais fácil apostar todo o dinheiro do mundo no tetracampeonato do Ayrton Senna do que na Seleção Brasileira. Afinal de contas, Parreira levava para os Estados Unidos um time considerado extremamente defensivo.

Como bom vascaíno, ainda estava um pouco chateado com o falecimento de Dener, nome considerado mais que certo na Seleção de 1994. Me lembro que, no Globo Esporte do dia seguinte ao seu falecimento, foi transmitido um especial sobre o jogador, com uma música de fundo cantada por Caetano Veloso. Até hoje essa música ecoa na minha cabeça, pois foi exatamente dela que me lembrei no fatídico 1º de maio de 1994.



Era um domingo como outro qualquer. Saí com minha bicicleta para comprar pão, leite e mortadela antes da corrida. A padaria até que ficava perto de casa, mas criei o hábito de andar de bicicleta todo domingo de manhã justamente por causa dos esportes a motor.

Nota: até sofrer um acidente sério de bicicleta, meu desejo era ter uma moto quando fizesse 18 anos.

Naquela temporada, não havia perdido uma corrida até então. Aliás, era raro perder uma etapa. A primeira corrida foi em Interlagos, Brasil. Expectativa para que o ídolo vencesse em casa, esperança que ficou 55ª volta, lá na Junção. Já na segunda etapa, no terrível circuito de Aida (incrível como a F1 já correu em circuitos tão fedorentos), o abandono de Senna logo na largada poupou o sono de muita gente.

Sendo assim, Senna ainda estava zerado no campeonato. San Marino era a terceira etapa e Schumacher liderava com certa folga (20 pontos), com Barrichello em segundo (7 pontos) e Hill e Berger dividindo a terceira colocação (6 pontos). O tricampeão (e único campeão no grid) precisa responder com urgência. Só a vitória interessava.

Foi um fim de semana negro para o automobilismo. Primeiro, o acidente que quase vitimou Barrichello. Por alguns minutos, o brasileiro realmente esteve bem perto da morte. Isso sem contar que ele teve MUITA sorte, pois se tivesse lesionado alguma vértebra, poderia hoje estar tetraplégico, devido ao fato dos fiscais terem desvirado o carro como se estivessem virando um saco de batata.



No dia seguinte, foi a vez de Roland Ratzenberger. Foi um dos piores acidentes fatais que já vi na minha vida. O sangue do piloto era evidente no capacete. Não gosto de lembrar, não gosto de comentar. 

Segundo as leis italianas, se um esportista morrer durante um evento esportivo, o evento deve ser cancelado e todo o complexo desportivo colocado à disposição dos peritos até o final da investigação que pode durar meses ou anos.  A discussão se concentra na determinação da hora e local da morte de Ratzenberger. Os organizadores da corrida e da FIA alegam que ele foi levado ainda com vida a Bolonha enquanto os investigadores alegam que ele teve morte instantânea ou, no mínimo, ainda dentro no circuito de Ímola. 


Ao anunciarem que a morte de Ratzenberger foi no hospital, essa atitude se tornou um divisor de águas no automobilismo mundial. Mais tarde explico.

Então, na sétima volta do GP de San Marino, na curva Tamburello, acontece o pior. Em todos os acidentes que ele sofreu (e que não foram poucos), Senna sempre procurou sair o mais rápido possível do carro. Dessa vez, ele ficou no carro, imóvel. Por um certo momento, ele balançou a cabeça. Mal sabíamos que esse seria seu último suspiro.


Minha mãe, que só viu a cena da batida, falou: "Ih, morreu...".
Virei pra ela e, com lágrimas nos olhos, gritava: "Cala a boca!"

Como queria que minha mãe estivesse errada. A serenidade em suas palavras me fez pensar no inevitável: Ayrton Senna, nosso herói das manhãs de domingo, que levantava o orgulho nacional em meio a crise financeira que o Brasil passava. poderia morrer. Era um ser humano como outro qualquer.

Quando Cabrini anunciou "Morre Ayrton Senna da Silva", as notícias que pipocavam durante a transmissão já davam a entender que isso era uma questão de tempo.

Hoje vejo que foi o desenrolar no acidente de Ratzenberger que mudou o automobilismo. Se a corrida fosse interrompida, Senna até poderia estar entre nós, mas a que custo? Será que os carros se tornariam tão seguros? Será que teríamos outros acidentes fatais? Infelizmente, o 'sacrifício' de Senna acabou se tornando a salvação de muitos pilotos.

Como disse em outras postagens, considero o automobilismo meu esporte favorito, tanto que não tenho um piloto favorito. Obviamente, Senna está entre os favoritos. Agora, o que me impressiona é ver a quantidade de jovens que nasceram DEPOIS de 1994 e que tem como ídolo o nosso eterno tricampeão. É a certeza que Ayrton Senna jamais morrerá.

Para fechar, um desabafo: triste é aquele que só assistiu Fórmula 1 até 1994. Infelizmente, você nunca gostou de automobilismo. Você gostava somente de Ayrton Senna.

Quem gosta mesmo do esporte JAMAIS deixou ou deixará de ver uma corrida.

domingo, 8 de setembro de 2013

6 Horas de São Paulo

Desde que me conheço como gente, tenho o automobilismo como meu esporte favorito. Muito antes de a Copa de 1990 e do bicampeonato do Vasco em 1989, minha lembrança mais remota no âmbito esportivo foi o primeiro título de Ayrton Senna em 1988, quando tinha apenas 6 anos de idade. De lá pra cá, é certo sentar em frente a TV no domingo de manhã  para acompanhar as transmissões das corridas de F1. 

Mesmo com todo esse fascínio por automobilismo, sempre me senti um pouco "frustrado" por nunca ter assistido uma corrida em um autódromo. Mesmo com o Autódromo de Jacarepaguá aqui "perto" de casa (é uma viagem de cerca de uma hora dentro de dois coletivos), não tive a $disposição$ de assistir as etapas da Fórmula Mundial, Stock Car e Fórmula Truck. Agora, com a demolição de Jacarepaguá, a incerteza da criação do circuito de Deodoro e com a vida agitada, quando que iria assistir uma corrida ao vivo?

Entretanto, uma ideia levantada na 2ª quinzena de agosto mudaria todo esse panorama. Dois amigos do clan Brazil With Lasers, um grupo de discussão sobre automobilismo, tiveram a excelente ideia de marcar um encontro interestadual para assistir as 6 Horas de São Paulo. De início, pensei duas vezes. Mas, com a turma se animando pra ir e com o domingo livre, que mal teria? Fiz minha mochila e parti para, finalmente,  assistir uma corrida ao vivo. E o melhor: de quebra, conhecer Interlagos.

Após cinco horas e meia de viagem, finalmente desembarquei em terras paulistanas. Com uma rápida pesquisa e, sobretudo, contando com a ajuda dos amigos, descobri como se chega em Interlagos partindo do Terminal Tietê.

Trajeto: Estação Portuguesa-Tietê à Estação Autódromo.
• Embarque na  Estação Portuguesa-Tietê sentido Jabaquara. (R$ 3,00)
• Desembarque na Estação Luz e faça transferência para Linha 4-Amarela - Metrô, sentido Butantã. (transferência gratuita)
• Desembarque na Estação Pinheiros e faça transferência para Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) - CPTM, sentido Grajaú. (transferência gratuita)
• Desembarque na Estação Autódromo

Ou seja, a gente anda em três concessionárias diferentes pagando um único valor. É nessa hora que carioca fica assustando quando sai do mundinho do Metrô Rio e sua fantástica malha metroviária e se depara com um sistema bem mais inteligente. Tudo bem que os paulistanos reclamam do sistema deles, tem que melhorar em muitos aspectos sim. Só que, comparando com o Rio de Janeiro, ganha de goleada.

A emoção já começou entre a estação Jurubatuba e Autódromo, pois já dá pra visualizar algumas partes de Interlagos, principalmente a subida da Junção. Estava chegando a hora...

Ao desembarcar, tive o prazer de conhecer três amigos virtuais de longa data: Rodrigo Munhoz, Ismael Raitz e André Tartaglia. Não parecia que estava conhecendo essa galera pela primeira vez. A impressão que tinha é que reencontrava velhos amigos. Essa sensação é única.

Poderia me alongar neste post contando como foi cada segundo das 6 Horas de São Paulo, dos carros que vi no pit walk, das lindas grid girls que estavam presentes no evento, dos xavecos mais pitorescos que a galera mandava para as meninas (aliás, meninas, em Interlagos só tem tarado, preparem-se para toda e qualquer tipo de piada machista), do barulho ensurdecedor de cada carro (menos os da Audi) ou das piadas que sempre surgiam no grupo. 

Prefiro contar o quanto que é gratificante assistir uma corrida ao vivo. De estar ali, presente no momento, de curtir cada segundo. É nessa hora que percebemos que todas aquelas histórias que acompanhamos na TV, como se fossem uma novela, realmente aconteceram. Os personagens, os carros, todo esse sonho que tantos fãs compartilham é real, é de verdade. E não há simulador que substitua isso.

Pontos positivos: assistir uma corrida por seis horas é uma tarefa para os brabos. Portanto, a organização do evento criou um espaço justamente para a galera se entreter, com várias lojas, restaurantes, espaço infantil, exposição de carros antigos e até um show com a banda "Mavericks". Acho que poderiam ter melhorado somente nas lojas que ofereciam suvenires aos visitantes, pois a variedade era bem reduzida. Por exemplo, senti falta de venderem uma camisa com o traçado do circuito de Interlagos.

Pontos negativos: ficamos no Setor A do autódromo, um pouco depois da Curva do Café. Nesse ponto, só há um quiosque de venda de tickets para alimentação, o que achei uma falha gravíssima. A forma com que o povo foi retirado dos pits também foi outro ponto que não me agradou. Achei que poderia ter um pouco mais de tempo para ficar no local e que, principalmente, os seguranças não fossem tão ignorantes. Por fim, a falta de educação de alguns espectadores com as mulheres, que mexiam mesmo com as meninas, mesmo se estavam acompanhadas ou não.

Por fim, fica a dica: se você gosta de automobilismo, não deixe para amanhã o que você pode aproveitar hoje. Gaste um dinheiro e vá para Interlagos. Graças aos meus amigos, tive o prazer de ter um dos melhores dias da minha vida.

Primeira imagem que tive de Interlagos.



Finalmente, representantes de três estados em um Encontro Interestadual do Clan BWL =D
Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina


Uma das belas grid girls do evento. Só menina bonita.



Toyota e Audi: os híbridos da WEC


Fernando Rees: simpático piloto do Corvette C6-R #50, 19º na geral e 6º na classe LMGTE-AM


Exposição de carros antigos
Penske Chevrolet vencedor das 500 MIlhas de Indianápolis de 1993, de Emerson Fittipaldi



A Curva do S é real.