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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Recebi uma carta do Garotinho!
Para minha surpresa, não tinha nenhuma conta para pagar. Tinha apenas uma única carta, sem remetente.
Quando abri o envelope, a surpresa: quem me enviou a carta foi o Sr. Anthony William Matheus de Oliveira, mais conhecido como Anthony Garotinho, candidato a governador do estado do Rio de Janeiro.
Segue abaixo minha resposta
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Prezado Sr. Garotinho,
Primeiramente, agradeço por lembrar de mim através desta correspondência. Fico lisonjeado com tamanha importância que o senhor me deu por ter guardado meu endereço com tanto carinho.
Aliás, pensando bem, não lembro de ter concedido meu endereço para o senhor, muito menos para o seu grupo político. Talvez tenha obtido meu endereço através de um banco de dados do DETRAN-RJ (pois fui prestador de serviços desta instituição durante o mandato de sua senhora) ou da UERJ.
Tenho que reconhecer que, tanto no seu mandato (1998-2002), quanto no da sua senhora (2003-2007), o Rio de Janeiro teve melhoras significativas em alguns segmentos, principalmente para a população mais carente, para os estudantes e no transporte.
Alias, pensando bem, foi na sua gestão que os transportes alternativos se proliferaram no estado, deixando que amadores tomassem conta das ruas, sem nenhum tipo de preparo e treinamento para transportar pessoas. Com isso, nosso trânsito se tornou um caos e transformou esse tipo de transporte uma verdadeira máfia. Isso sem mencionar as estações de metrô Siqueira Campos e Cantagalo, que até tem um atendimento razoável, mas que se tornariam desnecessárias caso o planejamento inicial do Metrô Rio fosse cumprido, ou seja, se o senhor tivesse se empenhado em concluir a Linha 2, ligando a estação Estácio até a Carioca.
Por último, acho digno que leve a palavra do Senhor para todos. Entretanto, tenho como premissa básica não misturar religião com política. São situações distintas e diversos governos sofrem justamente por causa disso.
Aliás, pensando bem, se o senhor fosse realmente uma testemunha de Cristo não se envolveria com nenhum tipo de irregularidade. Tanto é que o senhor foi condenado a 2 anos e meio de detenção por formação de quadrilha. Entretanto, sua pena foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de cestas básicas, situação esta que o senhor até ironizou em sua entrevista para o RJTV no dia 20/08/2014.
Pena que a proibição de exercer cargo público e mandato eletivo não foi alcançada pela Lei da Ficha Limpa.
Sendo assim, amado irmão Garotinho, peço em minhas orações para que o senhor não cometa os mesmos erros do passado e que não use o nome de Deus em vão.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O que é coletivo é seu também?
Alguém aqui já reparou nos cartazes colados pela Fetranspor sobre as condutas que os passageiros devem ter dentro dos ônibus?
É uma ótima iniciativa, há de se concordar. Entretanto, a partir do momento que os passageiros não são tratados como cidadãos, tendo que viajar em coletivos lotados, com horários irregulares, com precárias condições de higiene e manutenção, podemos esperar algum tipo de cidadania por parte da população?
A partir do momento que o próprio sistema não trata o ser humano como cidadão, essa linda frase "O que é coletivo é seu também" se transforma em "O que é coletivo não é meu, é do sistema".









