Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Therezópolis Rádio Cidade


Numa noite dessas que resolvemos fazer um hambúrguer para a família (mais precisamente, a receita #002), aproveitamos a oportunidade para degustar três novas cervejas: Wells Bombardier, Faxe Witbier e Therezópolis Rádio Cidade, a cerveja de hoje.

Sobre a Cervejaria St. Gallen
A empresa foi fundada em 1912 por Alfredo Claussen, descendente dos imigrantes dinamarqueses que povoaram o município de Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, no início do século XX. Após fechada por muitos anos, devido a problemas de importação de matéria-prima após o fim da Primeira Guerra Mundial, foi reaberta por empresários descendentes de Claussen em 2007. Recentemente, a cervejaria lançou um empreendimento turístico chamado Vila de St Gallen, uma grande vila germânica com biergarten, pub e bistrô. 

A cerveja em si

Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor dourada, translúcida, com espuma de média formação e curta duração, mantendo uma fina camada até o fim. O aroma dela é bem suave, com destaque pra notas herbais e algo que lembre frutas cítricas. Lembra um pouco a Heineken. O sabor é ligeiramente amargo, com um dulçor de laranja bem suave, atenuando o amargor. Retrogosto ligeiramente adocicado. Carbonatação média. Álcool na medida. Corpo leve.


CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Se você curte Heineken, vai na fé porque o sucesso é certo. Caso você não goste de cervejas amargas/lupuladas, talvez seu paladar encontre certa resistência, mas é uma boa porta de entrada.
Tem um bom custo-benefício? Sim
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados e bares especializados
Observações: super refrescante para dias mais quentes e com um amargor bem suave, pra combinar com qualquer tira-gosto. Uma pena que seja comercializada somente em garrafas de 330ml. Na promoção, pode levar a caixa porque vale o investimento.

INFORMAÇÕES
Therezópolis Rádio Cidade
Estilo: Classic American Pilsner
Álcool: 5,0%
Cervejaria: Cervejaria St. Gallen
País: Brasil
Comprada em: Pão de Açúcar
Preço: Uns R$ 8,00

Curiosidade: Um pouco mais sobre a Rádio Cidade - 102,9 FM

Você sabia que a Rádio Cidade nem sempre foi uma 'rádio rock'?
Foi com um imenso prazer que fiz essa pesquisa, sobre a rádio que já amei e odiei por algumas vezes.

Às 6 horas da manhã do dia 1º de maio de 1977 entrava no ar, pela primeira vez, a Rádio Cidade do Rio de Janeiro. Naquela época, os poucos FMs que já haviam aparecido se resumiam exclusivamente a executar músicas para sonorizar elevadores e escritórios médicos.

Mesmo pertencendo ao Grupo Jornal do Brasil, que sofria constantemente intervenções e censuras por parte do governo ditatorial brasileiro, a Rádio Cidade não sofria com tais represálias. Para o primeiro Coordenador da Rádio Cidade, Carlos Townsend, “os militares até gostavam da Rádio Cidade”.


Somando-se música de muito boa qualidade em estéreo com uma equipe de locutores jovens e altamente criativos, a Rádio Cidade se tornou a primeira rádio com maior audiência no IBOPE em apenas quatro semanas. Todo mundo queria ouvir a Rádio Cidade, fazendo com que a indústria fosse incentivada a fabricar aparelhos de rádio com banda de FM aqui no Brasil. Na maioria das vezes esses aparelhos eram trazidos do exterior, onde essa banda já era explorada.


Desde sua origem, seu repertório era eclético, voltado para o jovem comum de classe média. Seus principais programas eram Amnésia, Saudade Cidade, Cidade dá de 10, Só Se For Dance etc. As vinhetas personalizadas também eram o diferencial da rádio. 


Com o sucesso das duas edições do Rock In Rio (1985 e 1991), a Rádio Cidade larga seu estilo eclético para dar ênfase ao rock. Nessa época, o cenário rock'n roll no Rio de Janeiro era forte e contava com uma rádio extremamente eficaz, que 'alimentava' seus ouvintes com muitas doses de riffs de guitarra e solos de bateria: Fluminense FM, a Maldita.

Até o fim da Maldita, em 1994, a Rádio Cidade não era efetivamente a 'casa dos roqueiros'. Somente em 1995, aproveitando a ausência de uma rádio 100% rock'n roll no dial fluminense, que a Rádio Cidade inclui em definitivo o rock na sua grade, adotando um perfil inspirado na conduta comercial da 89 FM de São Paulo. 


Entretanto, essa estratégia foi a mais equivocada possível. O roqueiro carioca foi transformado em uma figura caricata, torta, rebelde na forma (visual, pose, gírias) e conservador na essência (idéias reacionárias). O repertório escolhido era praticamente um hit-parade do rock, com bandas e vertentes do rock que desagradavam grande parte do antigo público da Cidade. 

O resultado desta estratégia, a curto prazo, foi a desmoralização do segmento no Rio de Janeiro, abrindo espaço para outros estilos musicais, como o axé-music, funk e dance. A médio prazo, resultou na perda de mercado e, em conjunto com a difusão da internet no Brasil, na perda de ouvintes que ainda creditavam alguma esperança na Rádio Cidade. Na falta de boas músicas, os 'roqueiros' recorreram aos downloads de MP3 e coleções de CDs (originais ou cópias).

Com seu enfraquecimento perante as concorrentes e com a crise financeira do Jornal do Brasil, a Rádio Cidade encerrou suas atividades em 2006. A programação da emissora foi substituída pela rádio Oi FM, tornando-se a quarta afiliada de uma rede de estações de rádio, constituída pela maior operadora de telefonia fixa e móvel do país, a Oi (ex-Telemar).


Em 2012, o Grupo JB retoma a antiga frequência 102,9, até então ocupada pela Rede Verão, para ser a mais nova afiliada da Jovem Pan 2 FM. Enquanto isso, a Rádio Cidade operava na internet, sob nome de "Cidade Web Rock".


Após problemas financeiros, a Jovem Pan 2 FM deixou a 102.9 fazendo assim com que a frequência ficasse vaga . Uma grande campanha foi feita por artistas, entre eles Pitty e Tico Santa Cruz, e fãs da rádio com a "hashtag" #VoltaRádioCidadeRJ.


O retorno da rádio aconteceu no dia 10 de março de 2014, retomando o perfil artístico de emissora jovem com foco no rock mais comercial e direcionado ao público jovem.

Atualmente, o projeto Radio Cidade FM Rio de Janeiro revive o projeto original da rádio, durante sua fase eclética. Vale a pena dar uma conferida.


Fontes (textos e imagens):

sábado, 17 de maio de 2014

Os prós e contras do Rio $urreal

Criada no dia 17 de janeiro de 2014, a página do Facebook 'Rio $urreal - NÃO PAGUE' soma hoje mais de 218 mil seguidores. A ideia dos criadores foi tão sensacional que, em apenas cinco dias, a página já tinha mais de 105 mil adeptos interessados em compartilhar denúncias de preços abusivos na cidade. Os participantes propõem o boicote a produtos e serviços que custam muito acima do usual. 

Capa antiga do Rio $urreal: hilária! hahahahaha!

Projetos como esse só mostram o quanto que o Custo Brasil está elevado. Realmente, estamos sentindo na pele (ou no bolso) o quanto está difícil morar no país. As coisas pioram quando o assunto é Rio de Janeiro, uma das sedes da Copa do Mundo 2014 e sede das Olimpíadas de 2016. Simplesmente TUDO aqui na cidade está mais caro, muito mais do que em qualquer outra cidade do Brasil. Do pão francês ao almoço de todo dia. Da camisa ao terno. Da lata de tinta ao imóvel. Não há um único item que tenha sofrido um belo reajuste nos últimos 12 meses. Obviamente, sempre vem algum 'espertinho' (para não dizer filha da ...) com a ganância de lucrar e jogar o custo lá pra cima.

Voltando a falar sobre o Rio $urreal. O projeto criou tanta força nas redes sociais que alguns empresários já começaram a rever seus conceitos. Afinal de contas, explorar o cidadão (que já ganha pouco) com preços abusivos é muita cara de pau. Por exemplo, cobrar um coco gelado por R$ 6,00, água sem gás por R$ 5,00, 15 minutos em estacionamento de shopping por R$ 12,00 ou R$ 40,00 num saco de pipoca (sim, é isso mesmo que você leu). Isso sem contar com a campanha Jarra d’Água, que conclama bares e restaurantes a oferecer água filtrada aos seus clientes (se bem que isso já era determinado pela Lei 2.424/1995, só que, como já era de se esperar aqui no Brasil, não é cumprida).

Capa atual do Rio $urreal: 215 mil seguidores em 3 meses é MUITA gente!

Como já comentei com alguns amigos, sempre bato na tecla que este projeto poderia ser bem mais eficaz, mesmo com tantas conquistas já alcançadas. 

1- Colaborações

O conceito primordial da página é compartilhar as reclamações e absurdos para que mais ninguém caia em armadilhas de preços abusivos. Entretanto, é complicado publicar como abusivo algo que não existe registro fotográfico. Por exemplo, batata frita por R$ 30,00 é caro? DEPENDE! Ninguém viu o tamanho da porção, se vem com algum outro complemento (queijo, linguiça, bacon etc). 

2- Diferença entre regiões

Inevitável também lembrar que cada região, isso em qualquer lugar do mundo, tem custos diferenciados. Não há como uma loja localizada no subúrbio carioca ter preços exorbitantes pois os custos para se manter é menor. Nesta mesma analogia, lojas localizadas na zona sul são 'obrigadas' a ter um preço maior para sobreviver. E pior: nada garante que a qualidade dos produtos oferecidos em lugares mais baratos seja igual ou superior aos mais caros.

Como gosto é totalmente subjetivo, a ojeriza ou indicação de um local somente pelo preço é válido sim. Entretanto, ser o único item a ser considerado 'surreal'. Novamente utilizarei o conceito da batata frita: pelo mesmo preço, este petisco serve mais pessoas em um bar na Praça Vanhargem se compararmos com outro bar na Barão da Torre (Ipanema), só que a qualidade do primeiro é pior.

A mesma analogia também pode ser aplicada para lojas de rua e de shopping: o custo de manter-se em um shopping center é infinitamente superior. Vejo isso claramente em lojas de bebidas especiais e de miniaturas.

3- Bairros mais citados

Isso me incomoda bastante. Com receio de minha leitura estar seletiva e observar somente o que desperta meu interesse, resolvi fazer uma classificação em algumas postagens da página. Utilizei algumas regras para tentar tornar a minha análise a mais honesta possível. 

Primeiramente, a colaboração do leitor tem que ter local definido, ou seja, estabelecimento e bairro. Outras restrições foram para as postagens da Páscoa (sempre são polêmicas e já até postei no meu Facebook o desrespeito ao consumidor), estacionamentos (shopping é obra do capiroto, sério...), compras pela internet e serviços.

Das 32 postagens realizadas, duas são de Niterói, sendo uma delas a mais inteligente publicada na curta história da página. Como o leitor sabia exatamente os seus direitos, foi até a administração do Shopping Bay Market pedir a nota fiscal para utilizar o banheiro, já que eles cobravam R$ 0,70. É claro que ele não pagou, pois isso é uma cobrança ilegal.

Das outras 30 restantes, a única postagem de um estabelecimento do Centro é a mais mítica: um leitor reclamando que um mate custava mais que um refrigerante (R$ 6,50 vs R$ 4,50), só que para ele é totalmente aceitável pagar R$ 42,00 em um filé de frango ou R$ 102,00 em uma costela. É aí que entra a minha primeira crítica, já que sem fotos para analisar, fica difícil saber se é realmente imperdível essa costela (minha opinião: não vale isso tudo, pois já tive a curiosidade de dividir com uma pessoa).

Fonte: Rio $urreal - NÃO PAGUE

Agora, o que me causa espanto é a quantidade de contribuições de moradores e/ou frequentadores Zona Sul. No total, são quinze postagens, ou seja, 50% das contribuições da página. Neste caso, é inevitável pensar em algumas perguntas:
  • Comer e comprar no Centro é tão barato assim?
  • Os preços nas outras regiões estão mais baratos?
  • As reclamações só partem de quem não está acostumado a pagar aquele valor em um determinado produto?
  • Os moradores e/ou frequentadores de outras regiões estão acostumados com valores mais baratos ou conformados em pagar mais caro?
  • Os moradores e/ou frequentadores da Zona Sul estão cansados de pagar mais caro?
  • Os moradores e/ou frequentadores da Zona Sul tem mais consciência do valor do dinheiro?
Ah sim, as outras postagens estão concentradas na Zona Norte (oito) e Barra da Tijuca (cinco). Não sei se o número de contribuições que eles recebem via email ou por mensagem corresponde ao que pesquisei, mas seria interessante publicar mais casos de outros lugares. Afinal de contas, tudo está muito caro.

4- Fast food

Outro ponto que acho incrível é o 'esquecimento' de fast foods na lista de reclamações. Por que não reclamarmos do preço do McDonalds, já que temos o 5º Big Mac mais caro do mundo? Faço minhas análises dos Favoritos McDonalds porque gosto de comer por lá, mas acho um absurdo pagar R$ 24,50 em um sanduíche, um punhado de batata e refrigerante.

Opa, então quer dizer que pago caro, o sanduíche não vem igual ao da foto (obrigado imagem meramente ilustrativa) e não deixo de ir porque eu gosto?

Talvez isso explique algumas perguntas ditas anteriormente...

5- Pesquisar é a alma do negócio

Consumidor esperto sempre vai em busca do menor preço. Afinal de contas, a tabelinha da SUNAB não existe mais. Se você quer um produto e não quer pesquisar por qualquer motivo, ou você argumenta com o dono do estabelecimento que seu preço é abusivo ou pague sem reclamar. Você tem o poder de escolha. Imagine você no verão carioca e com sede de água. Não adianta você comprar uma garrafa por R$ 5,00 em um restaurante se daqui a um quarteirão você encontra um posto de gasolina que vende o mesmo produto 40% mais barato. 

É aí que entra a última crítica: das 32 postagens verificadas, apenas em duas os leitores pesquisaram uma solução melhor (uma do mecânico malandro e outra de um remédio delivery às 5 da manhã).


Mesmo com essas críticas (que eu julgo mais como sugestões), digo e afirmo: meus parabéns aos jovens que criaram a 'Rio $urreal - NÃO PAGUE'. Quanto mais gente colaborar, mostrando como o custo de morar no Rio de Janeiro está altíssimo, é melhor para todos nós. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O que é coletivo é seu também?


Alguém aqui já reparou nos cartazes colados pela Fetranspor sobre as condutas que os passageiros devem ter dentro dos ônibus?

É uma ótima iniciativa, há de se concordar. Entretanto, a partir do momento que os passageiros não são tratados como cidadãos, tendo que viajar em coletivos lotados, com horários irregulares, com precárias condições de higiene e manutenção, podemos esperar algum tipo de cidadania por parte da população?

A partir do momento que o próprio sistema não trata o ser humano como cidadão, essa linda frase "O que é coletivo é seu também" se transforma em "O que é coletivo não é meu, é do sistema".

E a passagem aumenta para R$ 3,00 no dia 8 de fevereiro. Vou querer ônibus com ar condicionado (funcionando) pra Zona Norte. No mínimo.