Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

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terça-feira, 5 de maio de 2015

Metal Mania / Accept / Judas Priest - 23/04/2015 (Vivo Rio, Rio de Janeiro)


Uma das relíquias que preservo em casa é o disco do Rock In Rio II. Me lembro muito bem da última faixa do lado B, com compasso bem acelerado, que inicia com um solo de bateria único, seguido de um dos maiores riffs da história do rock e uma das melhores vozes que já ouvi.

Quem diria que, 22 anos depois, aquela criança que ouvia Painkiller na sala de casa teria a chance de ver o grande Rob Halford cantar essa mesma música ao vivo.


Oportunidades não faltaram para assistir a um show do Judas Priest nos últimos 15 anos. Afinal de contas, a banda inglesa veio ao Brasil em outras oportunidades e, mesmo com as especulações que a última turnê mundial da banda (Epitaph World Tour) seria a de despedida, o tonto aqui não conseguiu $ter tempo$ (Hã? Hã? Entenderam? rs).

Eis que, após um longo hiato de seis anos, o Judas Priest resolveu lançar não só um novo cd (Redeemer of Souls) como uma nova turnê mundial. E mais: aproveitando a passagem aqui pelo Brasil para o Monsters of Rock, eles tocariam aqui no Rio de Janeiro. De quebra, a banda de abertura seria nada mais, nada menos que Accept, que também está em turnê para divulgar seu novo trabalho Blind Rage, considerado um dos melhores cds de 2014.

Era muito rock'n roll para um dia só, minha gente! Seria heresia caso não garantisse meu ingresso!

A abertura da noite ficou a cargo da banda Metal Mania, projeto da lenda brasileira Robertinho do Recife. Como cheguei na metade do show, fica difícil tecer alguns comentários, até porque o som não era dos melhores (estava meio confuso, a bateria destoava do restante dos instrumentos de tão alta que estava). O resultado foi a completa falta de interesse do público (até minha, inclusive, pois resolvi ir pro bar e gastar NOVE REAIS numa latinha de Devassa).


Back For More
(Unknown)
(Unknown)
Fantasia Preto e Prata
Crazy Train (Ozzy Osbourne cover)
Iron Man (Black Sabbath cover)
Highway Star (Deep Purple cover)
The Trooper (Iron Maiden cover)
Como um Animal
Gata
MetalMania



Após cerca de 30 minutos de espera, foi a vez do Accept subir ao palco. Mesmo com quase 40 anos de carreira, tenho que admitir que passei a curtir recentemente o som da banda por puro desconhecimento, assim como Aerosmith (já contei essa história em outro post). Como o show da banda alemã não era o principal, já esperava que o setlist escolhido não demorasse mais do que uma hora. Felizmente, todas as músicas escolhidas caíram no gosto da galera, misturando velhos clássicos com novas composições.

Se no início do show o público presente cantava timidamente, a banda conduziu magistralmente até quem desconhecia o som dos caras no fim da apresentação. Com muita presença de palco (característica da banda) e participação efetiva de todos os integrantes, Mark Tornillo (sinceramente, nos faz esquecer de Uli em muitos momentos). Wolf Hoffmann (monstro na guitarra, cativou todo o público presente), Peter Batles (o som do baixo estava excelente, na medida certa) e os novatos Uwe Lulis (guitarra) e Christopher Williams (bateria) deixaram a 'carne amaciada' para o Judas Priest e um gostinho de 'quero mais' para os cariocas. Que show!

Stampede
Stalingrad
Restless and Wild
Losers and Winners
Final Journey
Princess of the Dawn
Pandemic
Fast as a Shark
Metal Heart
Teutonic Terror
Balls to the Wall



Fotos: Andre Luís Braga


Para fechar a noite, finalmente, o tão esperado show do Judas Priest. Não há como negar: os caras tem tesão no que fazem. Para lançarem um álbum com tanta qualidade como "Redeemer of Souls", só mesmo com muita disposição e energia, mesmo com quase CINQUENTA ANOS de carreira. Isso ficou bem claro ouvindo ao vivo as músicas do novo trabalho, como "Dragonaut", “Halls of Valhalla”, “March of The Damned” e a faixa-título, "Redeemer of Souls".

Agora entra aqui uma certa crítica ao público presente. Assim como aconteceu na apresentação do Accept, a indiferença com as novas músicas do Judas Priest é algo assustador. É nesse ponto que o ex-guitarrista K. K. Downing tem razão: o público quer ouvir sempre a mesma velharia, desprezando os novos álbuns. Não ter no setlist uma música sequer do Angel of Retribution (2005) ou do Nostradamus (2008) é de f**** qualquer um que vai ao show.

Fora esse pequeno 'grande' detalhe, assistir Rob Halford ao vivo é simplesmente sensacional. Um verdadeiro showman, com várias trocas de sobretudo ao longo do show, com direito a entrada no palco de Harley-Davidson antes da execução de “Hell Bent For Leather”. Aliás, sobre as músicas antigas, vale destacar que o setlist escolhido foi bem inteligente, com 17 músicas de 9 álbuns distintos. Senti falta de músicas como "Hellrider", "Night Crawler", "Rapid Fire" e "Hell Patrol", mas só notei a falta delas no fim do show.

Outro ponto que merece destaque foi a participação do público, principalmente durante o refrão de "Turbo Lover", ao ponto de todos os membros da banda aplaudirem no fim. Ponto mais do que positivo.

Não há como negar que o Judas Priest fez um excelente show, que encerrou por volta das 00h30 do dia seguinte. Os fãs cariocas tiveram uma 'sorte' danada, tendo em vista que a banda inglesa vinha de um descanso de mais de um mês e executou 17 músicas, quatro a mais que todas as outras apresentações realizadas aqui no Brasil.
Metal Gods!


Dragonaut
Metal Gods
Devil's Child
Victim of Changes
Halls of Valhalla
Love Bites
March of the Damned
Turbo Lover
Redeemer of Souls
Beyond the Realms of Death
Jawbreaker
Breaking the Law
Hell Bent for Leather


Encore:
The Hellion
Electric Eye
You've Got Another Thing Comin'


Encore 2:
Painkiller


Encore 3:
Living After Midnight












Fotos: Andre Luís Braga

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Show Los Hermanos 2015 - Me recuso a ir!


Sim, eu gosto de Los Hermanos. Os caras, realmente, são diferentes e fazem músicas bacanas.
Não tem como não ter uma música deles no pendrive ou no playlist do celular.
Não há como não se identificar com, pelo menos, uma única música.

Em 2007, estava lá na Fundição Progresso, para o que seria a turnê de despedida deles. Assim como muitos fãs, chorei ao cantar "é o fim, é o fim". Tenho saudades deste show.
Foi uma turnê realizada pelo Brasil inteiro, que se encerrou em três ótimos shows em solo carioca (de 7 a 9 de julho). Estava lá, no show de sábado. A atmosfera do local era sensacional, apesar do sentimento de tristeza de todos. Afinal de contas, seria mesmo o fim da banda?

Desde então, a banda entrou em um "hiato por tempo indeterminado", como definiram em um comunicado aos fãs, e seus integrantes tocaram a vida. Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, guitarristas e compositores do grupo, lançaram discos solos e iniciaram turnês de divulgação. O álbum lançado por Camelo, sem sacanagem, dá sono. A nova banda de Amarante (Little Joy), é tão legal que nunca mais se ouviu falar. Bruno Medina, até onde sei, se dedicou ao seu blog (Instante Posterior, muito bom, diga-se de passagem). O Barba não sei o que andou fazendo =P

Mas então, em 2009, veio um tal festival chamado 'Just a Fest', realizado no RJ e SP (vale ressaltar que foi a única edição). As principais bandas eram Radiohead e Kraftwerk. Apesar de todo o potencial destas bandas, o investimento para locação da Praça da Apoteose e da Chácara do Jockey seria muito alto para um público bem específico. A organização precisava de algum grupo de forte apelo popular para, sem dúvidas, salvar o evento.

Festival Just a Fest - 2009

"Que tal oferecer um belo contrato ao Los Hermanos, para eles saírem desse hiato?"
Bingo! O festival foi salvo! Casa cheia nas duas apresentações!

Um ano depois, veio a primeira edição do SWU Festival (aquele que seria o Woodstock Brasil, mas sem nenhuma ligação com o evento original. Coisas de HuE Br). Esse sim tinha nomes de peso no lineup, como Rage Against the Machine, Avenged Sevenfold, Pixies e Linkin Park. Aproveitando a prerrogativa do ano anterior, eles foram lá e contrataram o Los Hermanos para o primeiro dia.

"Mas gente, já que vamos fazer esse show, que tal fazer uma turnê pelo Nordeste? Até o vocalista do Raça Negra tá falando que lá é o novo eldorado!"
Bingo! Turnê com quatro shows pelo Nordeste (dois na Bahia, um no Ceará e outro em Pernambuco)

SWU - 2010

Em 2012, a banda fez 15 anos de existência. Adivinha o que eles fizeram pra celebrar?
Sim! Mais uma turnê!
E começando por onde?
Sim! Pelo Eldorado, o Nordeste!!

Agora veio esse anúncio de dois shows aqui no Rio de Janeiro, como uma das atrações das comemorações oficiais do aniversário de 450 anos. Vale lembrar a vocês que os dois shows viraram três e "diante dos muitos pedidos de fãs de outras cidades", a banda vai fazer uma turnê em Belém, Recife, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo! Olha só que inesperado!!!

E tudo isso, caros amigos, com apenas quatro álbuns produzidos, sendo o último em 2005.
Senhoras e senhores, são DEZ ANOS desde o último álbum!
Tá de sacanagem, né?

3º show realizado pela banda - 1997

Tenho total respeito pela banda, seus integrantes e admiro muito a qualidade sonora de todas as músicas. Não há como não deixar de ouvir, os caras mandam muito bem. Mas essa de aproveitar qualquer oportunidade para fazer uma turnê, mesmo diante deste hiato, só dá a entender que eles estão buscando é GRANA! 

E qual é a recompensa para os fãs, que lotam as bilheterias e acabam com os ingressos em minutos?
Um show repleto de músicas velhas.

Fila na bilheteria da Fundição Progresso - 2015

Sinceramente, tá na hora da banda anunciar o fim deste hiato e começar a produzir música nova, em respeito a todos os fãs que eles possuem. Afinal de contas, não existe alguém que ache Los Hermanos 'legalzinho'. Ou a pessoa gosta de verdade ou não gosta. Simples assim.

Como 2015 vai ser um ano repleto de bons shows, optei por reservar a grana para outras bandas.

Pra você que vai ao show, aproveite.
Até porque pagar 100 reais (meia entrada) só pra ver Los Hermanos, tem que ser muito fã mesmo.
Fã a tal ponto de ser cego.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Hypocrisy - 22/04/2014 (Teatro Odisseia, Rio de Janeiro)


Existem bandas que faço questão de ver um show ao vivo. Compro ingresso antecipado, ouço o provável setlist até enjoar e, se for o caso, até me planejo para viajar.

Existem bandas que nem me esforço para assistir, seja pelo fraco setlist ou desempenho medíocre ao vivo. Nem perco meu tempo e dinheiro para, no fim do show, me arrepender amargamente.

Agora, tem bandas que analiso uma série de variáveis para definir se vou ao show ou não, como setlist, dia e local do show, preço do ingresso, se não existe outra atividade para fazer no mesmo dia etc. Foi mais ou menos assim que decidir ir ao show do Hypocrisy, que rolou no dia 22 de março lá no Teatro Odisseia.

Talvez este post não seja para você que é fã da banda. O que você vai encontrar aqui é um texto de alguém que sabe muito pouco sobre o Hypocrisy. Sim, tenho que admitir que mal conheço o trabalho deles. Digo isso porque só so cnheço algumas músicas dos álbuns "Abducted", "The Arrival" e "Virus" (melhor capa, disparada). Cheguei a ouvir o "End of Disclosure", último trabalho da banda, mas daquele jeito: descompromissado, como fundo musical para uma outra atividade que exigia mais concentração. Ou seja, não dei muita bola.


Mas, para quem já está habituado com as postagens, sabe que procuro não ser muito específico para não tornar a leitura entediante. 

A tendência natural era não ir a este show e gastar o rico dinheirinho com os Hopfriends (grupo criado no WhatsApp pela galera que frequenta o Hopfen). Só que uma bela e digníssima pessoa soprou a voz da experiência em meu ouvido (ou melhor, digitou as palavras certas no Facebook):

- Vamos no Hypocrisy amanhã?

Era o convite certo, feito pela pessoa ideal. Como verifiquei que os valores gastos nos dois eventos (cerveja com amigos x show com amigos) seriam praticamente iguais, com a vantagem de ouvir um bom heavy metal, parti para o Teatro Odisseia.

A começar pelo local escolhido para o show. Nunca fui ao Teatro Odisseia. Localizado na Lapa, o ambiente é de um antigo casarão de três andares, onde já funcionou um armazém. A capacidade máxima é de 700 pessoas, talvez incluindo todos os pavimentos: térreo (onde são realizados os shows), mezanino (com mesas e cadeiras, com vista para o palco) e o tal terceiro andar, que não sabia que existia, onde "são realizadas exposições e performances teatrais, além de contar também com um restaurante".


Outra novidade para mim foi a banda de abertura: Refuse. Originalmente paraguaia (sem trocadilhos rs), ela tem uns sete anos de existência. Criada pelo guitarrista e vocalista Daniel Benítez, o som da banda é um death metal bem bacana. De acordo com o site Sopa Brasiguaia, "Refuse é uma banda que utiliza suas canções para expressar seu rechaço aos desmandos oriundos da concentração de poder na sociedade atual. Deste modo, fome, guerra, doença e corrupção são temas presentes nas canções de Refuse, sempre abordadas com uma fúria característica".


O show do Hypocrisy começou um um certo atraso, mas nada que desanimasse a galera, que já aguardava a abertura da casa uma hora antes do previsto. Quando começou a introdução da primeira música, geral ficou louco. Dava pra ver que ali tinha muita gente que curtia mesmo o som da banda. Fiquei quieto no meu canto até o início da quarta música, até que não resisti e passei o resto do show na roda.



Realizada em uma casa que abrigou muito bem o público presente e com uma boa qualidade no som (não ouvi ninguém reclamando sobre isso), este show ficou com um gostinho de 'quero mais' para muita gente. Tudo bem que foram 16 músicas, mas o show estava tão bom que todos saíram realizados do Teatro Odisseia. 


Que o Hypocrisy não demore para voltar ao Brasil. Para os headbangers de plantão ou para quem curte um bom death metal, é um show que não pode passar em branco. 


Setlist Hypocrisy

End of Disclosure 
Tales of Thy Spineless 
Fractured Millennium 
Killing Art 
The Eye 
Valley of the Damned 
Fire in the Sky 
Pleasure of Molestation / Osculum Obscenum / Penetralia 
Buried 
Elastic Inverted Visions 
44 Double Zero 
War-Path 
The Final Chapter 
Roswell 47 
Adjusting the Sun 
Eraser 

sábado, 19 de abril de 2014

Rick Astley - 12/04/2014 (Vivo Rio, Rio de Janeiro)


Não sei quanto a vocês, mas meu celular é repleto de músicas de bandas e/ou cantores que tiveram seu auge há mais de 20 anos. Não tenho como negar que sou um eterno saudosista quando o assunto é música. Com exceção do Slipknot, Bruno Mars, Hibria e Muse (como acho que estou esquecendo de alguém, vou atualizando o post aos poucos), quase nada que surgiu neste milênio despertou meu interesse.

Certo dia, estava em um táxi e o comercial anunciava "o show de um ícone dos anos 80": Rick Astley. Até então, não tinha associado o nome às músicas. Mas, quando tocou trechos de "Together Forever", "Cry For Help" e "Never Gonna Give You Up", pensei comigo mesmo: eu TENHO que ir nesse show. 



Antes de falar sobre o show, tenho que dedicar um parágrafo para a Festa Ploc, uma ideia muito bem bolada para suprir uma lacuna histórica na noite carioca, de grandes festas especializadas dedicadas aos anos 80 e 90. Apesar de virar alvo de muita chacota no início, há dez anos atrás, a Festa Ploc realmente se consolidou, mostrando para todos o quanto que os anos 80 foram no mínimo extremamente divertidos. Quem não viveu essa época, nem imagina como as coisas eram difíceis. Ter uma festa que lembre a parte boa dessa história é sensacional. 

Como foi muito bem escrito no site Cult Magazine, o evento foi crescendo de tal forma que ocupou definitivamente o lendário Circo Voador no Rio de Janeiro, gravação de dois DVDs, colocou os anos 80 devidamente na “crista da onda” (desenhos animados, jogos, novelas da época, roupas, adereços, TUDO que compunha um cenário extremamente rico e representativo), virou uma bela e lucrativa franquia, e o principal: o resgate de vários artistas com sonoridades das mais diversas, basicamente sendo recolocados dignamente no mercado, de onde nunca deveriam ter saído.

Pois bem, mesmo pagando um pouco caro pelo ingresso (muito por culpa minha mesmo, deixei para comprar na última hora), cada real foi devidamente investido. Logo na entrada do Vivo Rio, a organização tratou de colocar um Mega Drive, um Atari e um Tele Jogo para a galera que não queria curtir a animação dos DJs Dom LV & Rebechi e da VJ Lê Pantoja que, sinceramente, mandaram muito bem e não deixou ninguém parado. Tocaram até David Bowie! 


 

Com sua voz grave e marcante, Rick Astley fez com que a plateia cantasse em coro (no estilo Joel Santana ou não) seus maiores hits, como “Together Forever”, “It Would Take A Strong Strong Man”, "Never Gonna Give You Up", “She Wants To Dance With Me”, além das músicas românticas que ainda hoje fazem sucesso, como “Hold Me In Your Arms” e “Cry For Help”.


Sempre muito simpático e carismático, o cantor justificou o fato de nunca ter se apresentado no Brasil, pois naquele tempo se ganhava mais dinheiro fazendo discos do que com shows (quem diria que isso se iria inverter com o tempo...) e, por isso, dedicou maior tempo gravando seus LPs, videoclipes e participando de programas de TV, além de ter dado uma pausa na carreira em 1993 para priorizar sua família, com o nascimento de sua filha. Rick Astley também parou para comentar sobre sua aparência ao pegar seu primeiro LP de uma fã que estava na primeira fila, tirou várias fotos com o público e chegou a chamar uma jovem para dividir o palco. Infelizmente, ela aparentava não saber NADA da música, nem mesmo o ritmo. Hilário e lamentável!


Com a casa lotada (literalmente!), Rick Astley retribuiu com muita alegria e fez um show impecável. Voz perfeita e com uma banda mais que sensacional. Tocaram alguns covers memoráveis, como "My Girl" (The Temptations), "Get Lucky" (Daft Punk) e "Don't You Worry Child" (Swedish House Mafia), essa última tocada a exaustão em toda e qualquer academia. Somente um músico experiente (afinal de contas, são 27 anos de estrada) não iria decepcionar um público que nunca viu seu show ao vivo. 

Ao reconhecer  todo carinho do público carioca, o cantor prometeu que não iria demorar para retornar ao Brasil. Por favor, que você cumpra sua promessa o mais rápido possível, porque seu show vale cada centavo!

Vida longa próspera para a Festa Ploc. Que a organização do evento continue a proporcionar momentos inesquecíveis como o que vivemos no último dia 12! Que venha o próximo show!


Setlist Rick Astley

Together Forever 
It Would Take a Strong Strong Man 
She Wants to Dance With Me 
When I Fall in Love (Jeri Southern cover)
Don't Say Goodbye 
Take Me to Your Heart 
Hold Me in Your Arms 
My Arms Keep Missing You 
Lights Out 
Cry for Help 
Ain't Too Proud to Beg (The Temptations cover)
My Girl (The Temptations cover)
Don't You Worry Child (Swedish House Mafia cover)
Everybody Dance (Chic cover)
Get Lucky (Daft Punk cover)
Whenever You Need Somebody 
Never Gonna Give You Up 

Curiosidade sobre os shows que ele fez aqui no RJ e em SP =P



sábado, 22 de março de 2014

Metallica - Público errou na escolha do setlist?



Nos anos 90, o país tentava se organizar com uma moeda estável, o fantasma da inflação começava a desaparecer e as famílias, enfim, poderiam planejar um futuro com qualidade. Ou seja, ser adolescente nessa época não foi nada fácil, ainda mais para que gostavam de um bom rock'n roll, já que muitas bandas voltavam a tocar aqui no Brasil.

Em 1999, no auge dos meus 17 anos (entreguei a idade), o Metallica tocou no Rio de Janeiro, sendo que a banda de abertura foi o Sepultura. Como nessa idade você ainda depende do dinheiro dos pais, era bem difícil de conseguiu uma grana para ver um show 'de um bando de cabeludos, drogados, que tocam músicas satanistas'. Para piorar, o show era num domingo e exatamente neste dia era Dia das Mães. Obviamente, não fui ao show. Diga-se de passagem que meus amigos mais próximos também não foram a este show. 

Foram quase 11 anos de espera para o Metallica voltasse a tocar aqui no Brasil. De lá pra cá, foram três shows da turnê World Magnetic (um em Porto Alegre e dois em São Paulo), um da turnê 2011 Vacation Tour (Rock In Rio 2011) e um da turnê 2013 Summer Tour (Rock In Rio 2013). Dos cinco, tive a oportunidade de ir no primeiro em São Paulo e nas duas apresentações do Rock In Rio.  

Na atual turnê (Metallica by Request), o público que escolheu o setlist do show. Até estava empolgado para ver. Afinal de contas, o show foi marcado num sábado e aproveitaria o dia para ver a exposição do David Bowie. Entretanto, acredito que o público não soube escolher as músicas para o show. Nada contra os clássicos da banda, pelo contrário. Só que, das 17 músicas selecionadas, apenas uma delas não tocou em nenhuma das cinco apresentações e é justamente uma música cover (Whiskey in the Jar)


Master of Puppets - tocou nos cinco shows
One - tocou nos últimos cinco shows
Enter Sandman - tocou nos últimos cinco shows
Fade to Black - não tocou em Porto Alegre e no 2º show em São Paulo
Seek & Destroy  - tocou nos últimos cinco shows
Sad but True  - tocou nos últimos cinco shows
Nothing Else Matters  - tocou nos últimos cinco shows
The Unforgiven - só tocou no 2º show em São Paulo
Fuel - tocou no 2º show em São Paulo e no Rock In Rio 2011
For Whom the Bell Tolls - só não tocou no 2º show em São Paulo
Battery - tocou em Porto Alegre e no Rock In Rio 2013
Whiskey in the Jar - inédita nos últimos 11 anos
Creeping Death  - tocou nos cinco shows
Welcome Home (Sanitarium) - não tocou em Porto Alegre e no 1º show em São Paulo
...And Justice for All - só tocou no Rock In Rio 2013
Wherever I May Roam - só tocou no Rock In Rio 2013
Ride the Lightning  - não tocou no 1º show em São Paulo e no Rock In Rio 2013

Ou seja, quem acompanhou, no mínimo, três dos cinco shows citados acima ouviu praticamente todo o setlist escolhido para a noite do dia 22 de março de 2013. No meu caso, as únicas músicas que não ouvi foram The Unforgiven (que tocou no 2º show em São Paulo, só que dispenso em ouvir, obrigado) e Whiskey in the Jar (outra que não fede, nem cheira). 

Outras observações:
• Acho um pecado músicas como Whiplash e Hit the Lights ficarem de fora do setlist. Se a galera quisesse votar só nos clássicos, que fizesse isso melhor, sinceramente...
• A primeira música fora das 17 selecionadas é The Day That Never Comes, do último álbum. Isso deixa bem claro que Death Magnetic caiu no gosto da galera. Só que, infelizmente, não tem nenhuma música no setlist. Outro pecado.
• Until It Sleeps e King Nothing nem chegaram perto de serem selecionadas. Uma pena. Clássicos que tocaram exaustivamente na Rádio Cidade nos anos 90 e foram totalmente ignoradas.
• Dos cinco últimos shows, em quatro eles tocaram uma música cover. Até que Whiskey in the Jar não foi uma má ideia, mas teria escolhido Mercyful Fate.

Pois é, deixei mais este show passar.
Só que, desta vez, com argumentos plausíveis e não por preguiça =P

Atualizado às 12h do dia 23/03/2014

Pois é, esqueci de colocar algo que vi no show da Colômbia: a votação de uma 19ª música no setlist por SMS na hora do show.
Eram três opções que ficaram bem rankeadas: "The day that never comes", "The memory remains" e "Ride the lightning". A primeira foi a escolhida e tocada em SP. Menos mal. =D

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Helloween e Gamma Ray - 30/11/2013 (Fundição Progresso, Rio de Janeiro)


Meu inglês é péssimo, admito. Só consigo me garantir na leitura, pois na escrita também sou bem limitado. Como sou extremamente tímido, falar em inglês é um parto (já perdi vaga em estágio por não articular frases simples). Outra dificuldade que tenho é na audição: se a pessoa não falar pausadamente, é tenso de entender uma frase em outro idioma. 

Durante o show do Helloween no Rock In Rio, o vocalista Andi Deris disse que "a banda estaria novamente no Rio de Janeiro no dia 29 de novembro". Na hora, ninguém entendeu nada. "Como assim? Eles só iam tocar em São Paulo!". De fato, era isso mesmo. A banda tocaria somente por lá, junto com Gamma Ray, no dia 1º de dezembro. O anúncio, realizado durante o festival, foi uma surpresa para todos. E o local escolhido aqui no RJ não poderia ser melhor: Fundição Progresso.

Depois de perder o show do André Matos por pura incompetência da produção, que disponibilizou menos de 60 ingressos para serem vendidos na bilheteria do Teatro Rival, ir nesse do Helloween + Gamma Ray era questão de honra. Já tinha perdido a primeira passagem da “Hellish Rock Tour”, nome dado a turnê em conjunto das duas bandas. Devido ao sucesso, eles resolveram fazer a “Hellish Rock Tour - Part II”, só que desta vez a banda passaria aqui em terras cariocas. Tratei de separar meu rico dinheirinho, fui até a Fundição Progresso e retirei meu ingresso para a pista vip. Sim, comprei na bilheteria. Só me sujeito a pagar a taxa de inconveniência quando a procura pelos ingressos é altíssima e, mesmo assim, quando eles entregam em casa. No caso da Fundição, quando você compra online, o pagamento da taxa é obrigatório, só é possível retirar o ingresso no local e no dia do show. Então, qual seria a vantagem?

Resolvi beber uma St Bernardus Prior 8 ainda em casa, para amenizar a tensão. Chovia no dia, então pedia uma cerveja que acompanhasse o clima. O revés dessa minha ideia foi lindo: senti um sono eterno após degustá-la e saí depois do horário que havia planejado. Dentro da Fundição, resolvi me arriscar a beber uma Itaipava Premium e, como num passe de mágica, surge uma amiga das antigas. Que felicidade! Além de colocar as novidades em dia, tivemos a oportunidade de falar sobre coisas da vida e rir um pouco das piadas e analogias que só ela consegue pensar. 

Continuando com a saga de reclamações, essa minha amiga já foi me alertando: Já viu o tamanho da pista vip? Quando fui lá para ver, cheguei a entrar em depressão por alguns segundos. Era um cercadinho minúsculo que cabiam, no máximo, umas sete fileiras de espectadores. Pois é, seria o primeiro show completo que assistiria bem perto da grade. Afinal de contas, não é todo dia que se assiste Gamma Ray e Helloween ao vivo, né?


Novamente, assim como faço em todas as minhas postagens sobre shows, não vou falar do despenho dos componentes da banda em cada música, da galera pulando igual pipoca etc etc. Prefiro me limitar a criticar o setlist. Ah, e as músicas que tem link (e que não estão no setlist) te redirecionarão para o Youtube

O Gamma Ray mandou muito bem na escolha das músicas. Impossível não começar um show com "Anywhere in the Galaxy", música de abertura do ótimo álbum Power Plant. Aliás, o setlist foi composto com, no mínimo, uma música de cada álbum, com exceção de "Land of the Free II" (poderiam ter encaixado "Empress"), "Majestic" (ok, pode passar) e "Insanity and Genious" (heresia total! É o melhor álbum da banda e não teve uma música sequer!). Aliás, sobre este último álbum citado, era melhor ter cortado "Future World", jogado para o setlist do Helloween e pronto, problema solucionado.

Outro ponto positivo no setlist foi a inclusão de "Master of Confusion", música do EP que foi lançado recentemente, antes do estúdio do guitarrista pegar fogo. 


Setlist Gamma Ray

Anywhere in the Galaxy 
Men, Martians and Machines 
The Spirit 
Master of Confusion 
Rebellion in Dreamland 
Dethrone Tyranny 
Empathy 
Rise 
Guitar Solo 
Future World (Helloween cover)
To the Metal 
Send Me a Sign 

Sobre o show do Helloween, nota-se que o setlist é formado para divulgação do novo álbum "Straight Out of Hell". Ou seja, nada de esperar um show repleto de clássicos. A banda tem um arsenal de boas músicas para começar um show, como "We Burn", "Sole Survivor" ou "March of Time", só que a música escolhida foi "Eagle Fly Free". Depois disso, emplacaram quatro boas músicas do novo álbum (Nabataea, Straight Out of Hell, Where the Sinners Go, Waiting for the Thunder), que teve boa receptividade. São músicas boas, de fato. Não dá pra negar. Aliás, o álbum é bom. Só fica meio monótono no último terço.


Agora, o ponto mais negativo da noite veio em seguida. A sexta música é a única que não é fixa na turnê. Eles variam entre "Burning Sun" (a melhor do último álbum), "Steel Tormentor" e "Hell Was Made in Heaven". Particularmente, eu não gosto dessa última música e nem do álbum que ela está (Rabbit Don't Come Easy). Adivinhem qual que eles escolheram para tocar?


Claro que, para manter o equilíbrio na Terra, deveria existir um momento fodarástico para compensar esse erro. Eis que eles fazem um excelente medley com as músicas Halloween / How Many Tears / Heavy Metal (Is the Law), com direito a Kai Hansen cantando o verso final da última música. Sim, foi do caralho...


Setlist Helloween

Eagle Fly Free 
Nabataea 
Straight Out of Hell 
Where the Sinners Go 
Waiting for the Thunder 
Hell Was Made in Heaven 
Drum Solo 
I'm Alive 
Where the Rain Grows 
Live Now! 
If I Could Fly 
Power 
Are You Metal? 
Dr. Stein 
Halloween / How Many Tears / Heavy Metal (Is the Law) 
I Want Out 
A Tale That Wasn't Right (Unarmed Version)

Bem, a experiência de assistir a um show completo bem próximo a grade é muito boa, bem diferente de todos os lugares que já assisti (arquibancada, pista, dentro de roda punk etc). A única coisa chata são aqueles fãs que se acham os "verdadeiros fãs", que sabem até a cor da meia direita que o baixista usou na turnê de 87. 

Para coroar o fim do show, essa preciosidade estava perdida no chão. Me abaixei rapidamente e guardei com carinho no bolso. Trata-se da palheta do baixista do Gamma Ray, Dirk Schlächter. Minha amiga não ficou pra trás e conseguiu garantir uma palheta do baixista do Helloween, Markus Grosskopf.




PS: Sim, as fotos do meu celular são uma bosta. Tenho que tomar vergonha na cara e comprar um celular decente e uma câmera semi profissional.