Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

domingo, 17 de agosto de 2014

Hitachino Nest Red Rice Ale


Subarashii! 
ビールは非常に良いです!

Junto com minha irmã e um amigo dela, fizemos uma sessão de cervejas japonesas, todas da Kiuchi Brewery:  Hitachino Nest Japanese Classic Ale, Nest White Ale, Nest Beer Extra High (XH) e Nest Red Rice Ale.

Hoje é dia de falar da Hitachino Nest Red Rice Ale, uma cerveja em que é utilizado arroz vermelho. Sinceramente, nunca provei este tipo de cereal, então isso pode comprometer a análise.


Cerveja de cor abóbora bem intenso, puxando um pouco pro vermelho, turva, com espuma de média formação e duração. Aroma interessante, em que se pode notar com clareza caramelo e frutas vermelhas (morango). No sabor, essa sensação de frutas vermelhas (morango) é bem dividida com o malte, com um pouco de cravo e algo que lembre chá preto em segundo plano. Álcool bem discreto, mas aparente. Carbonatação média.

Conclusão: uma boa cerveja, apesar de ser diferente. Talvez seja uma boa indicação para quem gosta de cervejas frutadas.

INFORMAÇÕES
Hitachino Nest Red Rice Ale
Estilo: Belgian Golden Strong Ale
Álcool: 7,0%
Cervejaria: Kiuchi Brewery
País: Japão
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 26,00

Hitachino Nest Beer Extra High (XH)


Subarashii! 
ビールは非常に良いです!

Junto com minha irmã e um amigo dela, fizemos uma sessão de cervejas japonesas, todas da Kiuchi Brewery:  Hitachino Nest Japanese Classic Ale, Nest White Ale, Nest Beer Extra High (XH) e Nest Red Rice Ale.

Hoje é dia de falar da Nest Beer Extra High (XH), uma Belgian Dark Strong Ale maturada em barris de destilação de saquê, cuja maturação final ocorre em barris Shochu (um destilado de saquê) por 3 meses.


De cara, é o rótulo mais bonito das quatro. A cerveja apresenta cor marrom (parece que misturado com abóbora), turva, com espuma de alta formação e média duração. O álcool se desprende nessa cerva, ficando bem evidente no aroma. Entretanto, não é algo que incomoda, porque vem em conjunto com algo que lembra caramelo, torrado e um dulçor que não consegui identificar o que era, mas que é bem agradável. Agora, tenho que reconhecer que é no sabor que ela ganha o consumidor com uma explosão de sabores. O caramelo é bem forte, mas dá pra notar tranquilamente o sabor de frutas cítricas e mel, além de ser ligeiramente apimentada. O álcool torna-se mero coadjuvante, mesmo tendo 8% pra encarar, só que dá uma bela esquentada no corpo. Carbonatação baixa.

Conclusão: Provem esta cerveja, sério. Vale cada centavo.

INFORMAÇÕES
Hitachino Nest Beer Extra High (XH)
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Álcool: 8,0%
Cervejaria: Kiuchi Brewery
País: Japão
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 28,00


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Hitachino Nest Japanese Classic Ale


Subarashii! 
ビールは非常に良いです!

Junto com minha irmã e um amigo dela, fizemos uma sessão de cervejas japonesas, todas da Kiuchi Brewery:  Hitachino Nest Japanese Classic Ale, Nest White Ale, Nest Beer Extra High (XH) e Nest Red Rice Ale.


A primeira da lista, obviamente, seria uma IPA: Japanese Classic Ale.
Cerveja com uma cor absurdamente bonita, um laranja/abóbora/âmbar bem turvo, com espuma de média formação e curta duração, mas que deixa uma fina camada até o fim da degustação. A aparência é ótima, sem dúvida. No aroma, algo que lembre caramelo (numa intensidade bem abaixo das IPAs que estão no topo da lista), um pouco de canela e só. Mal da pra notar o lúpulo. Suave demais, poderia ser um pouco mais agressiva. No sabor, as coisas melhoram. Estão lá o caramelo e o lúpulo (discreto, mas com uma intensidade que julguei ser adequada). Nenhuma sensação tostada (isso foi ótimo) e a cerveja tem corpo na medida certa. Agora, o que surpreendeu foi um sabor que não tinha notado em cerveja alguma. Não sei descrever, mas é o fez a cerveja 'descer redonda'. Na descrição comercial, fala que ela é 'lentamente maturada em barris de cedro que são comumente usados para a produção do tradicional saquê japonês'. Talvez seja isso, porque desceu tão bem que mal dá pra notar os 7% de teor alcoólico.

Conclusão: ótima cerveja, senhoras e senhores. Apesar de não parecer com aquela IPA que estamos acostumados a beber, mas vale cada centavo. Se ver na prateleira, pode experimentar que o sucesso é garantido.

INFORMAÇÕES
Hitachino Nest Japanese Classic Ale
Estilo: India Pale Ale
Álcool: 7,0%
Cervejaria: Kiuchi Brewery
País: Japão
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 26,00



Wäls Verano


Novamente, a questão expectativa vs realidade. Com todo mundo falando bem dessa cerveja, não tive como resistir e acabei pedindo uma para mim, só para matar essa curiosidade

Cervejaria Wäls
A Cervejaria Wäls é uma microcervejaria com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi fundada no início de 2000 pelos irmãos José Felipe e Tiago Carneiro. Durante oito anos, o foco da cervejaria era produzir o tipo mais convencional de cerveja, a chamada cerveja Pilsen. Além da rede de restaurantes, a cervejaria realizava eventos universitários e chope com sistema de delivery. A linha de cervejas especiais da Wäls foi lançada no ano de 2008, após longo período de estudos e investimentos. Como resultado, a Wals colecionou nos últimos anos uma série de prêmios que é para deixar qualquer um de queixo caído, como o título de melhor cervejaria da América do Sul (2012), medalha de ouro na Copa do Mundo da Cerveja, o maior concurso internacional de cervejas (Denver-2014), com Wäls Dubbel e a medalha de prata com a Wäls Quadruppel. Em 2015, o mercado foi surpreendido com uma notícia que muitos ficaram incrédulos, pois a Bohemia (Primeira cervejaria do Brasil, fundada em 1853) uniu-se com a Wäls, com o objetivo de impulsionar o mercado de cervejas especiais

Cerveja de cor meio que laranja, meio que âmbar (difícil descrever, sério), ligeiramente turva, com espuma de média formação e duração. No aroma, leve caramelo e uma sensação de tostado bem baixa, mas que dá pra notar. No sabor, a cerva é um pouco cítrica, lembrando laranja. Um pouco sem corpo, mas que não prejudica em nada. Álcool bem equilibrado e carbontação baixa/média.

Conclusão: cerveja suave, para beber com moderação em dias mais quentes. Vale a experiência.

INFORMAÇÕES
Wäls Verano
Estilo: American Pale Ale
Álcool: 5,0%
Cervejaria: Cervejaria Wäls
País: Brasil
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 15,00


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Peripécia Tripel


Continuando a contar sobre a degustação, a segunda cerveja inédita é a Peripécia Tripel. 
O fato curioso é que esta cervejaria é de Contagem, município de Minas Gerais, onde mora um outro grande amigo de internet e que só fui ver ao vivo em junho, cerca de seis anos após ter conhecido virtualmente.

Sobre a cerveja: cor amarela, turva, com espuma de alta formação e média duração. Bem bonita, até. Te convida para experimentar. No aroma, um frutado que não soube identificar o que se destacava. Além disso, o álcool se desprendia fácil, assim como o cravo. Sabor acompanha o aroma, só que ela não tem tanto corpo. Como ela é um pouco doce, não tem tanto corpo e tem 9% de álcool, isso prejudicou um pouco. Além do mais, a carbonatação dela é alta, fato que pode complicar ainda mais para quem não gosta.


Conclusão: oooooooooooolha, tem muita tripel no mercado que vai te satisfazer mais do que essa. Claro que ela tem o seu valor, mas deixe essa de lado e experimente outras. Prove só para fazer check in no Untappd

INFORMAÇÕES
Peripécia Tripel
Estilo: Belgian Tripel 
Álcool: 9,0%
Cervejaria: Cervejaria Peripécia
País: Brasil
Comprada em: Botequim do Itahy - Castelo
Preço: Uns R$ 25,00


Wensky Red Weizen


Certa vez, comentei aqui no blog da quantidade de amigos que fiz através da internet. São tantos que considero até uma missão impossível contabilizar. De jogos online a fóruns. De redes sociais a comunidades. Não importa a maneira que os conheço: assim como os amigos que conheço 'na vida real', os que conheço no 'mundo virtual' também tem o mesmo valor para mim. 

Além do mais, assim que conhecemos alguém, a primeira coisa que fazemos é adicionar esta pessoa no WhatsApp e Facebook e o contato diário passa a ser por redes sociais. No fim, o desenrolar desta amizade acaba sendo mais virtual do que real.

Pois bem. Em uma bela terça-feira, combinei com uma amiga que conheci virtualmente para bebermos algumas cervejas. Depois de romper a barreira da timidez e conversar sobre diversos assuntos aleatórios, era a hora de escolher as cervas da noite. Optamos por três: Colorado Titãs (já comentada por aqui), Peripécia e Wensky Red Weizen. 

Começando pela Wensky Red Weizen: a cerveja apresentou uma cor âmbar bem fechado (parecendo caramelo), opaca, com espuma de alta formação e média duração. Aliás, a espuma fica até o fim, mas só uma fina camada. No aroma, ao invés de ter um frutado que lembra banana, predominou o caramelo. O sabor acompanha o aroma, acrescentando um pouco de amargor (talvez do lúpulo) e algo cítrico que ajudaram na degustação. Carbonatação média e álcool nada aparente.

Conclusão: das três que provamos no dia, essa foi a melhor. É uma boa cerveja de trigo, ainda mais para quem quer fugir do sabor predominante de banana que algumas apresentam. Vale o investimento

INFORMAÇÕES
Wensky Red Weizen
Estilo: German Weizen
Álcool: 6,0%
Cervejaria: Wensky Beer
País: Brasil
Comprada em: Botequim do Itahy - Castelo
Preço: Uns R$ 25,00


PS: o destino é algo surpreendente. Como é bom conhecer novas pessoas. Quem sabe, um dia, surja uma outra oportunidade para uma nova degustação com esta pessoa, recheada de risadas e boas histórias.

Sobre a cervejaria: na expressão criada pelo compositor João Lopes, é "Bicho do Paraná" assim como este simplório apreciador. Foi fundada em 2008 na cidade de Araucária/PR por Luciano Wengrzinski - descendente de poloneses. Desde criança acompanhou os pais no fabrico das cervejas, pois era uma tradição familiar que vinha dos avós vindos da Polônia. Aliás, no passado a região de Curitiba recebeu muitos imigrantes daquele país. Seguindo padrões alemães de pureza e fabricação a cervejaria produz cervejas especiais de extrema qualidade dentre as quais a Vienna Lager (cerveja revelação do ano de 2012), a Drewna Piwa (Drewna - madeira, Piwa - Cerveja), premiada em 2012 com medalha de Ouro no Brasil e Medalha de Prata na América do Sul pela South Beer Cup. No portfólio ainda figuram a Baltic Porter, a Saci, a Curupira, a Lobisomem, a Pilsen, a Munich Dunkel, a Chopin e outras.

sábado, 9 de agosto de 2014

Emelisse Imperial Russian Stout


Dia de provar uma excelente russian imperial stout, com muito café e chocolate, perfeita para esquentar o corpo em dias frios. Hora de falar da Emelisse Imperial Russian Stout. 

Sobre a Brouwerij Emelisse Kamperland
É um complexo alimentício que envolve a cervejaria e um restaurante. Com sede na cidade de Kamperland, província de Zeeland, sudoeste da Holanda, encontra-se às margens do mar do Norte. Produzindo desde 2004, a Emelisse tenta resgatar a tradição cervejeira da região. O nome Emelisse é uma referência a uma das mais tradicionais aldeias de Zeeland durante a idade média.

Cerveja de cor preta, opaca, com espuma bege de pequena formação e curtíssima duração. No aroma, muito chocolate, café e malte torrado. Além disso, já dá para notar a quantidade de álcool que essa cerva tem. Sinceramente, é um convite pra quem gosta deste estilo. O sabor acompanha o aroma, deixando mais evidente o malte torrado, café e um amargor que lembra ser do lúpulo, mas nao sei se é isso mesmo. Carbonatação baixa.

Conclusão: cerveja pra apreciar em dias frios, com moderação, bem devagar, acompanhada de uma boa prosa. Vale o investimento

INFORMAÇÕES
Emelisse Imperial Russian Stout
Estilo: Russian Imperial Stout
Álcool: 11,0%
Cervejaria: Brouwerij Emelisse
País: Holanda
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 25,00

Emelisse Smoked Rye IPA


Após um longo e tenebroso inverno, voltamos! 
A cerveja de hoje tem aquela pegada cítrica e um pouco de malte defumado: Emelisse Smoked Rye IPA.

Sobre a Brouwerij Emelisse Kamperland
É um complexo alimentício que envolve a cervejaria e um restaurante. Com sede na cidade de Kamperland, província de Zeeland, sudoeste da Holanda, encontra-se às margens do mar do Norte. Produzindo desde 2004, a Emelisse tenta resgatar a tradição cervejeira da região. O nome Emelisse é uma referência a uma das mais tradicionais aldeias de Zeeland durante a idade média.

Cerveja de cor âmbar escuro, turva, com espuma de média formação e duração. O aroma dela é mais voltado para uma  IPA, apresentando um frutado que lembra maracujá. Também tem um pouco de defumado, mas é muito sutil. No sabor, a pegada do lúpulo diminui, mas continua lá. O defumado ganha mais presença e, com ele, vem um dulçor interessante que não lembra caramelo, mas é algo que remete a mel. Tudo isso forma um conjunto bem interessante, ainda mais porque a carbonatação não incomoda e o álcool dela é bem equilibrado, não sobressai.

Conclusão: Pelo equilíbrio, essa cerveja tem o seu valor. Uma boa receita da Emelisse. Se você curte uma cerveja amarga e quer provar uma com algo defumado, mas que não seja uma 'vitamina de bacon e mortadela', pode ir nessa que o sucesso é garantido. Vale a pena.

INFORMAÇÕES
Emelisse Smoked Rye IPA
Estilo: India Pale Ale
Álcool: 6,2%
Cervejaria: Brouwerij Emelisse
País: Holanda
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 25,00

Anima Mundi 2014 - Dia 8 (Curtas 14, Curtas 9, Curtas 10, Curtas 6)

O festival já acabou, mas que fique registrado aqui a última maratona que fiz na edição deste ano.

Curtas 14

A organização caprichou nesta sessão. A começar por “I love Hooligans”, da Bélgica, um documentário sobre um hooligan homossexual. Outro muito bacana também é o divertidíssimo "Harald", sobre um campeão de luta-livre que sofre com a pressão de sua mãe. Destacaria todos desta sessão, pois não há nenhum 'mais ou menos'. Mas, se fosse para escolher mais dois, citaria “Yearbook” (sobre a história de alguém que tem que escrever sobre quem realmente foi importante antes do fim do mundo) e "Load" (que nos faz refletir sobre a importância de momentos marcantes em nossas vidas). 

Harald e I love Hooligans

Load e Yearbook

Curtas 9

Essa sessão me deu tanto sono que realmente foi uma das piores que vi neste nao. Não pelo fato das animações não terem seu valor, mas sim por terem histórias cansativas. Fora isso, dentro da Sala 2 da Fundição Progresso fazia tanto frio que era impossível se concentrar em outra coisa. Pelo menos, o final da sessão compensou a espera com os engraçadíssimos "Trampoline" (perspectiva de alguém embaixo de uma cama elástica ao ver várias pessoas e animais pulando em cima) e "Chili con Carne" (o mais engraçado que vi neste Anima Mundi, quando um cliente é 'impedido' de pedir pizza em uma pizzaria e é 'obrigado' a comer o prato do dia: um chili com carne extremamente picante).

Chili con Carne e Trampoline

Curtas 10

Outra sessão que cansa. Entretanto, quem teve a oportunidade de assistir, foi presenteado a excelente animação "Guida", da brasileira Rosana Urbes, toda em lápis e pinturas de aquarela, que conta sobre como uma mulher de meia idade consegue superar seus problemas cotidianos). Além deste, também tem e o divertido "Sun of a beach" e o non-sense "Beasts in the Real World"

Guida

 Beasts in the Real World e Sun of a beach

Curtas 6

Para fechar o festival, nada melhor do que assistir a uma boa sessão. Muito bem montada pela organização e não há uma animação que comprometa, que canse o espectador. Todas são dignas de aplausos. Não há como indicar uma ou outra. Entretanto, se tivesse que escolher quatro, ficaria com "Greenfields" (história de pai e filho que vivem numa cidade dominada pelo totalitarismo), "Timber" (animação feita por estudantes e que tem humor negro muito original), "Fol'Amor" (que mostra a força que um homem tira 'do fundo do seu eu' para realizar os desejos de uma mulher - e, claro, obter sua 'recompensa') e o divertido "Uit Huis" (quando um pai decide colocar o filho para fora de casa, a contragosto da mãe)

Fol'Amor e Greenfields

Timber e Uit Huis

Próxima postagem: prós e contras do festival e os vencedores do Anima Mundi 2014.
Até mais!

domingo, 3 de agosto de 2014

Anima Mundi 2014 - Dia 7 (O Menino e o Mundo, Curtas 3)

Depois de cumprir com as obrigações na pós-graduação e perder três dias inteiros de festival, hora de retomar as atividades e assistir a mais duas sessões do Anima Mundi: o longa brasileiro "O Menino e o Mundo" e Curtas 3.

O Menino e o Mundo

O filme de Alê Abreu (aliás, um brother muito simpático e atende os fãs com o maior carinho) era pura expectativa, já que ganhou o prêmio do juri e do público no Festival de Annecy, um dos mais importantes eventos de animação. Só isso já credenciava o filme como uma das sessões mais aguardadas deste ano. 

O Menino e o Mundo: vai virar capa do meu Face :P

Com a Sala 1 da Fundição Progresso lotada, o que vi foi uma verdadeira obra de arte nacional, um espetáculo que valeu cada centavo e cada segunda da minha vida. Esta animação está em pé de igualdade com qualquer outra animação internacional. Trata-se da viagem de um menino que busca em rever seu pai, que deixou o campo para tentar a vida na cidade grande. Sendo assim, este menino presencia cenas jamais imaginadas, com seres totalmente estranhos. 

OBS: durante o filme, a criança fica perdida na cidade. Neste momento, uma criança na plateia próxima de onde estava falava para a mãe "Ele tá perdido! Ele tá perdido! Mãe, quero voltar pra casa. Quero ver meu pai".
Tenso, viu. 

Como o filme não tem diálogos, a trilha sonora é que impera. Não tem como esquecer o som da flauta que o pai toca para o menino ou então da guerra travada na cidade grande. Aliás, vale destacar que um ponto forte deste filme é o conteúdo político, ilustrando estes problemas através dos olhos de uma criança. 

Somando todos os momentos felizes e tristes deste filme, não tenho como negar que alguns ninjas inivsíveis cortadores de cebola passaram pela Fundição. Malditos ninjas!!


No fim da sessão, Alê Abreu conversou um pouco com o público presente e três coisas que ele disse ajudam muito a compreender o filme
  • O conteúdo político neste filme foi inspirado em outro longa que ele não teve oportunidade de produzir
  • A trilha sonora é baseada em músicas latinas. Aliás, o conteúdo político não é voltado somente para o Brasil, mas para todos os países latinos que viveram situação semelhante a nossa
  • O fim do filme era muito mais melancólico e terminada em um 'tom pra baixo'. Isso porque, no final, a comunidade de campo que o menino nasceu seria engolida pelo lixão da cidade grande. Esta prévia foi exibida para um público teste e, de acordo com Alê Abreu, todos saíram tristes. Sendo assim, o fim do filme foi refeito para terminar em um 'tom pra cima'. 
  • O básico da animação foi criada no Photoshop

Alguns sites apontam O Menino e o Mundo como um dos candidatos a concorrerem ao Oscar 2015. Vamos ficar na torcida!


Curtas 3

Mais uma boa sessão, bem equilibrada, com bons curtas e que não cansam o público. Somente um curta exibido que realmente não é nada bom, mas que tem seu valor artístico. Destacaria "Fuga" (uma animação que parece misturar 3D com 2D, onde os personagens 'enxergam' o mundo a sua maneira dentro do Conservatório Santa Cecília), "Golden Boy" (quando pais se aproveitam de um filho de uma maneira nada 'convencional'), "Un Conte" (um cavaleiro que tenta resgatar sua 'donzela' - OBS: o fim deste curta é sensacional), "Viis varpaista" (retratando a dificuldade que um pai tem de cuidar de seus filhos) e "Spotted" (uma animação bem divertida, contando sobre uma vaca que quer se mudar para outro país para sobreviver)

Un Conte

Fuga e Spotted

Golden Boy e Viis varpaista

Mais tarde, um pouco sobre a maratona realizada no Dia 8. Até mais!