sábado, 23 de janeiro de 2016
Ashby Nirvana IPA
Para quem está começando a beber cervejas artesanais/especiais, um dos maiores desafios é gostar das cervejas amargas/lupuladas. Se tem gente que 'torce o nariz' para um Heineken da vida, imagine para uma cerveja mais encorpada e amarga? Isso sem falar nas que tem cheiro de frutas cítricas
Se você tem esse problema, vou te apresentar aqui uma cerveja que pode mudar um pouco seu paladar: Ashby Nirvana IPA.
Sobre a Cervejaria Ashby
A Cervejaria Ashby fica localizada em Amparo-SP, local privilegiado para a produção de cerveja em virtude da água de excelente qualidade que aí existe. Ao longo dos anos, mais propriamente desde 1993, a Ashby tem procurado criar cervejas e chopps de alta qualidade e de formulação exclusiva, sob a batuta do mestre-cervejeiro Scott Ashby.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor dourada, translúcida, com espuma de curta formação e duração. No aroma, um pouco de malte e de lúpulo, lembrando frutas cítricas. Tudo muito suave, sem ser agressivo. No sabor, a surpresa ficou por conta do baixo amargor de lúpulo. Sim, é uma IPA que tem amargor baixíssimo. Ela é mais maltada que lupulada. Retrogosto ligeiramente amargo, mas que tem um azedinho que pode causar estranheza para quem não está acostumado. Carbonatação baixa. Corpo leve. Álcool um pouco abaixo do esperado.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Com certeza. É uma porta de entrada para outros estilos, mesmo não sendo uma cerveja do estilo India Pale Ale.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados
Observações: se você já é degustador oficial, prove a Nirvana IPA só para check-in no Untappd. Caso contrário, nem perca seu tempo. A sua tendência vai ser reclamar, falando que 'não é do estilo', 'não é tão lupulada assim' etc. A Nirvana IPA não foi feita pra quem já tem muita hora/copo ou para quem é lupulomaníaco. Acredito que a proposta desta cerva é justamente alcançar um público que ainda está acostumado às cervejas populares (Brahma, Antárctica etc) e que, de vez em quando, se arrisca numa Heineken. Se você está enquadrado nessa galera, pode colocar uma Nirvana IPA no carrinho que o sucesso é garantido, principalmente se tiver um salaminho ou uma linguicinha pra acompanhar.
INFORMAÇÕES
Ashby Nirvana IPA
Estilo: India Pale Ale
Álcool: 5,5%
Cervejaria: Cervejaria Ashby
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Guanabara
Preço: Uns R$ 8,00
Curiosidades: A Nirvana IPA é uma das cinco novas cervejas da Ashby, lançadas em outubro de 2015, e seu rótulo é inspirada nas tradições indianas.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Backer Capitão Senra
Essa veio diretamente de Belzonte. Não de moto. Muito menos de Harley Davidson.
Hoje é dia de falar da Backer Capitão Senra, a cerveja de hoje.
Cervejaria Backer
Tudo começou com o sucesso do chopp Backer, lançado na inauguração da churrascaria Porcão de Belo Horizonte. A grande aceitação que a receita do chopp artesanal teve, levou à produção da cerveja Backer, a primeira cerveja artesanal do estado de Minas, originária da Serra do Curral. Aposta dos irmãos Halim e Munir Khalil, a companhia chegaria ao mercado mineiro em Outubro de 2005.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: coloração âmbar (com tons de marrom e vermelhado), translúcida, com espuma de média formação e curta duração. O malte predomina no aroma, deixando no ar algo que lembra caramelo, mas nada muito agressivo. É bem suave. No sabor as coisas mudam um pouco. A cada gole, a primeira impressão é o doce do malte, mas o retrogosto é amargo. O lúpulo convida o degustador para secar a ampola com facilidade. Álcool na medida. Carbonatação média. Corpo médio.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Se você já deu umas bicadas em cervejas artesanais e quer provar uma cerveja mais maltada, peça a Capitão Senra.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos
É fácil de beber? Sim
É fácil de encontrar? Sim, bares especializados.
Observações: uma boa cerveja que, infelizmente, chega um pouco inflacionada aqui no Rio de Janeiro. Por isso que o custo-benefício está como 'Mais ou menos'. É uma boa cerveja, seja para 'começar os trabalhos' ou para beber despretensiosamente. Vale o investimento
INFORMAÇÕES
Backer Capitão Senra
Estilo: Amber Lager
Álcool: 5,3%
Cervejaria: Cervejaria Backer
País: Brasil
Comprada em: Beer Underground
Preço: Uns R$ 27,00
Curiosidades: Por que Capitão Senra? Aliás, quem é Capitão Senra?
No dia 13 de outubro de 2012, a cervejaria Backer celebra o aniversário de 81 anos do maior harleyro do Brasil, o Capitão Senra. Para homenageá-lo, a cervejaria desenvolveu a cerveja Capitão Senra.
Segundo a sócia proprietária da Cervejaria Backer, Paula Lebbos, a ideia da nova cerveja surgiu inesperadamente, quando conheceu o Capitão em Araxá: “Achei incríveis as histórias que o Capitão Senra me contou. E, a partir daí, comecei a sonhar, imaginando como repassá-las aos meus clientes. Foi assim que surgiu a ideia de criar a cerveja Capitão Senra.”, explica. Surpreso, o Capitão diz estar ansioso com o lançamento da cerveja que levará seu nome. “Eu nunca imaginei beber uma cerveja com meu nome, em minha homenagem. Eu e meus amigos estamos ansiosos para saboreá-la”, conta.
Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, quando iniciou a vida profissional no 1º Batalhão de Polícia do Exército, o Capitão escoltou, sempre pilotando uma Harley Davidson, diversas pessoas de renome, como a Rainha da Inglaterra e o Presidente Juscelino Kubitscheck, do qual se tornou grande amigo. Hoje, já aposentado, o Capitão Senra coleciona motocicletas da marca em um galpão na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
A marca foi pensada com base nos escudos de asas, estampados nos tanques das motocicletas, e reforça o conceito da liberdade sobre rodas. O rótulo traz a ilustração de um personagem sentado em uma moto, inspirado no próprio Capitão Senra. A garrafa também traz um diferencial, já que a ilustração vem impressa sobre um fundo transparente.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Dogma Cafuza Imperial India Black Ale
Antes de começar mais esse post, gostaria de agradecer as mais de 35 mil visitas. Para um blog independente de cervejas, voltado para o público iniciante, tem muito significado pra mim. Muito obrigado a todos.
A cerveja de hoje, cronologicamente, foi a de número 250: Dogma Cafuza Imperial India Black Ale.
Cervejaria Dogma
É com uma grande união que as grandes ideias e conquistas surgem. Com essa filosofia nasce a cervejaria Dogma. Uma junção de três cervejarias ciganas de São Paulo, a Serra de Três Pontas (Cafuza, Hop Lover, Loucura de Baco, Touro Sentado e Branca de Brett), aNoturna (Green Lover, Loucura de Baco, Neblina e Condessa d’Augusta) e a Prima Satt (Cafuza e Hamurabi).
Bruno Moreno, proprietário da Serra de Três Pontas, Luciano Silva (Noturna) e Leonardo Satt (Prima Satt), se conheceram nas produções caseiras e se tornaram grandes amigos. Criaram juntos um grupo unindo as três cervejarias para facilitar a distribuição de suas cervejas e com isso um grande fortalecimento foi criado entre eles.
Depois de diversos lançamentos, resolveram em junho de 2015 criar uma nova marca, mais forte e mais criativa. Três mentes trabalhando pela qualidade de cervejas incríveis.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de alta formação e média duração. Com um rótulo impactante, a apresentação desta cerva é sensacional. O aroma já encanta de cara os fãs de cervejas amargas/lupuladas, com a explosão de notas cítricas, acompanhadas por notas de malte torrado, café e chocolate amargo. O sabor acompanha o aroma. Nada se destaca, pois tudo é muito bem equilibrado. Seu paladar vai causar uma boa confusão mental, pois o retrogosto dela deixa sua boca seca, te convidando pro próximo gole. Corpo médio/denso. Carbonatação média. Álcool bem assertivo.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Creio que não, pois é uma cerveja bem amarga/lupulada e de forte teor alcoólico. Prove outras do estilo Black IPA antes dela.
Tem um bom custo-benefício? Sim
É fácil de beber? Mais ou menos
É fácil de encontrar? Sim, bares especializados e supermercados.
Observações: uma cerveja difícil de ser saboreada. Se você gosta da Hi5, então você vai amar a Cafuza. Está na minha lista de 20 Melhores Cervejas Nacionais. Imperdível.
INFORMAÇÕES
Cafuza Imperial India Black Ale
Estilo: Black IPA
Álcool: 8,5%
Cervejaria: Dogma
País: Brasil
Comprada em: Hopfen Cervejas Especiais
Preço: Uns R$ 25,00
Isso que é espuma, minha gente!
Curiosidades: Cafuzo é a denominação dada no Brasil para os indivíduos gerados a partir da miscigenação entre índios e negros africanos. A ideia desta cerveja é ser uma mistura de Imperial IPA com Black IPA, daí seu longo nome: Imperial India Black Ale.
A garrafa que bebi ainda era da Cervejaria Prima Satt. Com a criação da Dogma, todos os rótulos sofreram alterações. Particularmente, acho o antigo rótulo melhor, sem desmerecer esse novo design da Dogma, que é sensacional.
Assim que provar a Cafuza da Dogma, atualizarei esta postagem.
Rótulo antigo, da Prima Satt
Rótulo Atual
Karavelle Keller
Sobre a Cervejaria Karavelle
Com sede em Indaiatuba e distribuição selecionada, a cervejaria Karavelle elaborou um portfólio de produtos únicos e diferenciados, baseando-se em receitas raras que utilizam ingredientes preciosos, importados de várias regiões do mundo.
Daniel Whitaker Sobral, um dos fundadores, diz que, para batizar seu negócio, imaginou caravelas alemãs vindo ao Brasil carregadas de cerveja. A história, claro, o desmente (e ele sabe disso), mas é de se imaginar como seria se tivéssemos sido colonizados pelos germânicos ao invés dos portugueses, que não têm tradição cervejeira.
Atualmente, a Karavelle é capitaneada por Dinho Diniz, diretor de planejamento, Otavio Veiga, diretor geral e Jorge Mario (Seu Jorge), diretor de comunicação.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor amarelo palha, turva, com espuma de média formação e duração. Em conjunto com o belo rótulo, a apresentação dessa cerva é impecável. No aroma, um dulçor que não soube identificar e algo que lembrasse mel. No sabor, o mesmo dulçor, além do leve amargor do lúpulo. Mesmo sendo refrescante, nada se destaca nessa cerva. O que chamou a atenção é que ela é meio azeda no retrogosto. Achei um pouco estranho. Carbonatação baixa. Corpo leve/médio. Álcool abaixo do esperado.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Não, principalmente se for uma das suas primeiras cervejas. Você pode estranhar um pouco, pois é uma cerveja 'sem sabor'.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Mais ou menos.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados e bares especializados.
Observações: não gosto de falar mal de cervejas, mas essa é tão insossa que não tem como ficar quieto. No meio de uma degustação, vale a pena para experimentar novos estilos. Agora, escolher esse rótulo para 'iniciar os trabalhos', não é um bom investimento.
INFORMAÇÕES
Karavelle Keller
Estilo: Keller/Zwickel
Álcool: 4,5%
Cervejaria: Cervejaria Karavelle
País: Brasil
Comprada em: Degustação (valeu Bruno!)
Preço: Uns R$ 15,00
Curiosidades: sim, Seu Jorge é um dos sócios da Karavelle.
“Desde o inicio o projeto me interessou porque sou apreciador de cervejas. Venho trabalhando, ao lado dos meus sócios, de forma discreta, pois não queria atrapalhar o desenvolvimento do plano como um todo.
Nosso objetivo era consolidar o produto, o sabor, a filosofia da empresa para assim apresentá-lo oficialmente ao grande público”
Fonte: All Beers
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Weltenburger Kloster Anno 1050
Sobre a Weltenburger Kloster Brauerei
A Weltenburger é mais uma das cervejarias europeias com origens nas ordens monásticas.
A abadia de Weltenburger foi fundada por monges de origem irlandesa enviados por São Columbano em suas missões evangelizadoras no início do século VII. Estabelecida sobre uma antiga fortaleza militar romana, sua data de fundação é estimada por volta do ano de 620, sendo a mais antiga abadia alemã. Localizada às margenss do Rio Danúbio, perto da cidade de Kelheim, coração da Bavária, é um dos cartões postais bávaros não só pela privilegiada localização, uma belíssima curva do rio, como também pela arquitetura barroca que leva a assinatura dos famosos irmãos Asam.
A produção de cerveja teve início no ano de 1050 como forma de santificação dos monges e também como fonte de renda para sua atividades. A abadia ainda funciona seguindo os estritos princípios monásticos estabelecidos por São Benedito: “ora et labora”.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor dourada, translúcida, com espuma de média formação e duração. No aroma, nada de doce ou amargor, apenas o malte. Bem simples. Sabor acompanha o aroma, com um amargor do lúpulo tão suave, mas tão suave que quase não dá pra perceber. Retrogosto ligeiramente adocicado (talvez um dulçor do próprio malte), mas que não incomoda em nada. Corpo leve (um pouco aguada). Carbonatação média. Álcool na medida.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim, é uma cerveja com um 'grau acima' das cervejas populares.
Tem um bom custo-benefício? Mais ou menos.
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados e bares especializados.
Observações: a Petrópolis cometeu um grave erro ao colocar no rótulo que a cerveja era 'Tipo Abadia'. É forçar muito a barra pra tentar vender um produto diferenciado. Fora isso, é uma boa cerveja para dar uma 'incrementada' na geladeira. O único problema é o custo-benefício. De vez em quando ela entra em promoção. Aí sim, vale a pena levar umas garrafas pra casa.
INFORMAÇÕES
Weltenburger Kloster Anno 1050
Estilo: Oktoberfest/Marzen
Álcool: 5,5%
Cervejaria: Cervejaria Petrópolis
País: Alemanha
Comprada em: Degustação (valeu Bruno!)
Preço: Uns R$ 12,00
Curiosidades: desde 2010, o Grupo Petrópolis é responsável pela fabricação das cerveja Weltenburger aqui no Brasil.
DeuS Brut des Flandres
Não é todo dia que um amigo faz aniversário e convida você pra experimentar uma das cervejas mais reverenciadas do mundo: DeuS Brut des Flandres, que veio diretamente da Bélgica (não, esse meu amigo não comprou aqui no Brasil).
Sobre a Brouwerij Bosteels
A Bosteels é uma cervejaria belga da cidade de Buggenhout em Flandres Oriental, norte do país. Fundada em 1791 por Evarist Bosteels é um empreendimento familiar cuja direção encontra-se já na sétima geração, hoje sob o comando de Ivo e Antoine Bosteels. Além da mitológica DeuS Brut de Flandres, a Bosteels produz ainda duas lendas: a Tripel Karmeliet, uma belgian tripel, e a Pauwel Kwak, uma belgian strong golden ale famosa por seu copo especialmente desenvolvido para atender os condutores de carruagem.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor amarelo palha, levemente translúcida, com espuma de média formação e curta duração, ficando uma fina camada até o fim. Só de olhar, já dá pra ver que lembra muito champanhe. O aroma dela é bem diferenciado e complexo, mas dá pra perceber notas frutadas (abacaxi, uva verde, maçã verde) e de cravo. A complexidade dessa cerva também está no sabor. Tem frutas cítricas (abacaxi, maçã e uva), tem especiarias (leve sabor de cravo e alecrim), um dulçor que não soube identificar e uma picância interessante. Ela é meio ácida no retrogosto, mas nada que incomode. Álcool bem presente no início, mas que depois o seu paladar se acostuma. Carbonatação alta.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Claro que sim. Lembra champanhe. Aliás, você está bebendo champanhe! Sendo assim, seu paladar não vai estranhar tanto. Não espere gosto de cerveja.
Tem um bom custo-benefício? Não mesmo.
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em bares especializados.
Observações: como disse muito bem Jota Queiroz no excelente blog O Contador de Cervejas, é uma lenda que merece ser degustada, ao menos, uma vez na vida. É uma cerveja especial para ser aberta em momentos especiais.
INFORMAÇÕES
DeuS Brut des Flandres
Estilo: Bière de Champagne / Bière Brut
Álcool: 11,5%
Cervejaria: Bosteels
País: Bélgica
Comprada em: Degustação (valeu Bruno!)
Preço: Uns R$ 240,00
PS: postagem dedicada aos amigos Bruno Brum, Thiago Cavalcanti, André Cardona, Victor Cardoso, Victor Patrocínio, João Lira, Marcio Miceli, Fabio Peclat, Márcio Peclat, Rodrigo Tato e todos os amigos que a Fundação Bradesco colocou na minha vida.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Degustação Suicida #3 - Itaipava Malzbier
Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3
A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.
Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi quatro rótulos: Zebu, Guitt's Malzebier, Colônia Negra e Itaipava Malzbier, a cerveja de hoje
Sobre a Cervejaria Petrópolis
O Grupo Petrópolis é fruto da aquisição da Cervejaria Petrópolis e da marca Itaipava, de Petrópolis, em 2001. No mesmo ano, adquire a Cervejaria em Boituva (SP) que produzia a marca Crystal e que já tinha uma presença expressiva no interior paulista. A partir daí, a empresa começou seu processo de crescimento e consolidação.
Em 1993, um grupo de empresários se associou e decidiu comprar algumas máquinas, equipamentos e um terreno perto da rodovia BR 040 - Km 51. Aproveitando o clima ameno da região serrana de Petrópolis no Rio de Janeiro, a existência de água de qualidade excepcional e fazendo uso dos excelentes conhecimentos de um mestre cervejeiro e de matéria-prima importada de alta qualidade, eles fundaram a Cervejaria Petrópolis. No dia 29 de julho de 1994 foi realizada a festa de lançamento da cerveja Itaipava, batizada com o nome de um distrito da cidade de Petrópolis. Cinco anos depois, a Cervejaria Petrópolis, que havia sido vendida a um novo grupo de investidores, liderado por Walter Faria, empresário ligado ao ramo de produção de algodão, criou um novo rótulo (mais moderno e de fácil identificação) e modernizou a logomarca da cerveja Itaipava, que nesta época começava a ficar famosa em todo o estado do Rio de Janeiro. Durante os seis primeiros anos, tanto a cervejaria como a marca eram regionais, com uma distribuição pequena e restrita.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de média formação e curta duração. Aroma bem adocicado, com um caramelo artificial. Também tinha algo metalizado, o que achei bem estranho. No aroma, café e um dulçor que parecia caramelo. No sabor, era apresentou um doce muito exagerado e enjoativo. Com a baixa carbonatação e corpo médio, é uma cerveja bem difícil de beber até o fim. Retrogosto doce. Álcool imperceptível.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Não. É uma cerveja para curioso ou só pra fazer check-in no Untappd.
Tem um bom custo-benefício? Não.
É fácil de beber? Não mesmo!
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: descobri que malzbier é o pior estilo que o ser humano já inventou para cerveja. Bebo 100 witbiers, mas nao bebo uma malzbier. Agora, tentando ser um pouco imparcial, é bem difícil beber uma cerveja tão adocicada. Por isso que a galera evita beber cerveja preta, pois já associam esse dulçor gigantesco. Se você está começando a beber cervejas artesanais/especiais, poupe sua grana e beba algo digno.
INFORMAÇÕES
Itaipava Malzbier
Estilo: Malzbier
Álcool: 4,2%
Cervejaria: Cervejaria Petrópolis
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 2,00
Degustação Suicida #3 - Colônia Negra Stout
Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3
A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.
Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi quatro rótulos: Zebu, Itaipava Malzbier, Guitt's Malzebier e Colônia Negra, a cerveja de hoje
Cervejaria Colônia
Tudo começou com Jaime Nelson Gatto, que após muitos anos de trabalho ao lado do pai e de um tio em uma distribuidora de bebidas, resolveu em 1994 viajar e adquirir equipamentos usados de unidades desativadas das grandes cervejarias do país. Em dois anos, ele conseguiu montar a própria fábrica de cervejas.
Primeiro surgiu a famosa cerveja Xingú que, inicialmente, tinha como foco o mercado americano e conquistou sucesso internacional. Em 1998, já com Saul Brandalise Júnior incorporado à empresa e com todas as experiências, adquiriu-se domínio da tecnologia cervejeira e o produto ficou tão bom e qualificado que merecia uma nova marca, sendo então intitulada de Cerveja Colônia, em alusão à cidade de Colônia, localizada na Alemanha.
A INAB também atua no mercado externo, exportando a cerveja Colônia, Sambadoro e Stell para o Paraguai, Bolívia, Angola e Guiana Francesa.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de curta formação e duração. No aroma, café e um dulçor que parecia caramelo. Tinha também malte torrado, mas bem pouco. No sabor, o café predomina, com as notas de torrado e de caramelo bem tênues. O retrogosto dela é uma mistura de café com malte torrado, deixando a boca meio seca a cada gole. Carbonatação baixa. Corpo leve/médio. Álcool bem presente.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim. Boa porta de entrada para você descobrir novos sabores por um custo irrisório.
Tem um bom custo-benefício? Sim
É fácil de beber? Sim
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: novamente, fui surpreendido. Assim como a Zebu, é uma cerveja boa e barata. Se você acha que toda cerveja escura é doce, hora de quebrar paradigmas e provar a Colonia Negra Stout. Vale o investimento.
INFORMAÇÕES
Colônia Negra Stout
Estilo: Dry Stout
Álcool: 6,0%
Cervejaria: INAB - Indústria Nacional de Bebidas
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 3,00
"Nós cuidamos de você", frase escrita na 'camisinha' da Colônia Negra Stout
Degustação Suicida #3 - Zebu
Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3
A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.
Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi quatro rótulos: Colônia Negra, Itaipava Malzbier, Guitt's Malzebier e Zebu, a cerveja de hoje.
Cervejaria Guitt´s
A Guitt's, criada em 2001 pelos Refrigerantes Convenção. Localizada em Caieiras - SP, a firma produz a Guitt's Pilsen e a Guitt's Malzbier. E porquê Convenção? Em 18 de abril de 1873, um encontro denominado “Convenção de Itu”, reuniu um grupo de paulistas partidários do derrube do regime monárquico. Eram, na sua maioria, fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais e beneficiários dos negócios da grande lavoura cafeeira. Neste encontro foram propostos novos princípios para a organização do país e lançadas as bases do movimento republicano. Foi este grande marco histórico que inspirou a criação da marca Convenção.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta (mas tem algo marrom quando se coloca contra a luz), turva, com espuma de média formação e curta duração. Aroma lembrando café e malte torrado. Sabor acompanha o aroma, so que tem um dulçor que deixa cada gole mais suave. Retrogosto lembrando café torrado. Carbonatação média. Álcool na medida.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Sim. Boa porta de entrada para você descobrir novos sabores por um custo irrisório.
Tem um bom custo-benefício? Por R$ 2,00, é claro que sim!
É fácil de beber? Sim.
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: confesso que me surpreendi com a Zebu. Fui cheio de preconceito, mas acabei encontrando uma boa cerveja. Pra melhorar a situação, ela é MUITO barata. Se você acha que toda cerveja escura é doce, hora de quebrar paradigmas e provar a Zebu. Vale o investimento.
INFORMAÇÕES
Zebu
Estilo: Sweet Stout
Álcool: 5,3%
Cervejaria: Cervejaria Guitt´s
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 2,00
Degustação Suicida #3 - Guitt's Malzbier
Porque o mundo não é feito somente de boas cervejas!
Chegou a hora de iniciar mais uma saga: Degustação Suicida #3
A galera do Facebook sugeriu diversos rótulos, interagiu bastante e isso foi realmente gratificante. Gostaria de deixar aqui toda minha gratidão a todos que valorizam este meu hobby. Muito obrigado a todos.
Desta vez, o tema foi cervejas 'pretas' e escolhi três rótulos: Colônia Negra, Zebu, Itaipava Malzbier e Guitt's Malzebier, a cerveja de hoje
Sobre a Cervejaria Guitt´s
A Guitt's, criada em 2001 pelos Refrigerantes Convenção. Localizada em Caieiras - SP, a firma produz a Guitt's Pilsen e a Guitt's Malzbier. E porquê Convenção? Em 18 de abril de 1873, um encontro denominado “Convenção de Itu”, reuniu um grupo de paulistas partidários do derrube do regime monárquico. Eram, na sua maioria, fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais e beneficiários dos negócios da grande lavoura cafeeira. Neste encontro foram propostos novos princípios para a organização do país e lançadas as bases do movimento republicano. Foi este grande marco histórico que inspirou a criação da marca Convenção.
A cerveja em si
Ao colocar no copo, a cerveja apresentou as seguintes características: cor preta, turva, com espuma de baixa formação e curtíssima duração. Em pouco tempo, não tinha espuma no copo. Aroma adocicado, lembrando caramelo artificial, com algo que lembrava café. No sabor, era apresentou um doce bem exagerado e enjoativo. Como é uma cerveja com corpo levíssimo, ou seja, bem aguada, parecia que estava bebendo um xarope. Carbonatação baixa. Retrogosto doce. Álcool imperceptível.
CONCLUSÃO DO GRANDE CHICO
Essa cerveja é para iniciantes? Não. É uma cerveja para curioso ou só pra fazer check-in no Untappd.
Tem um bom custo-benefício? Não.
É fácil de beber? Não mesmo!
É fácil de encontrar? Sim, em supermercados.
Observações: sem dúvida alguma, essa é pior cerveja que já bebi na vida. Sério, me comprometo a retificar essa informação se beber algo pior. Aliás, isso nem deveria ser chamado de cerveja. Bebi somente meio copo.
INFORMAÇÕES
Guitt's Malzbier
Estilo: Malzbier
Álcool: 4,7%
Cervejaria: Cervejaria Guitt´s
País: Brasil
Comprada em: Supermercados Prezunic
Preço: Uns R$ 2,00























