domingo, 14 de junho de 2015
Manneken Pils / La Quenast
Algumas cervejas temos a oportunidade de experimentar somente em momentos descontraídos. Assim foi o caso da Manneken Pils, degustada durante o jogo Brasil x Camarões, última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2014.
Brasserie Lefèbvre
O Lefèbvre Brewery está em operação quase constante desde 1876, quando o fazendeiro e cervejeiro Jules Lefèbvre iniciou sua modesta produção na cidade de Quenast, na Bélgica. .Desde então, tal empreendimento já está na sexta geração da família de forma quase que constante, pois em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, a cervejaria foi desmantelada por ordem dos alemães. Cinco anos mais tarde, graças a Auguste Lefebvre (filho de Jules), a cervejaria retorna com a produção em outro local, tendo em vista que as instalações da cervejaria foram remanejadas do centro da vila em direção a uma colina próxima, com o objetivo de evitar as cheias anuais do rio Sena. Duas décadas depois, durante a Segunda Guerra Mundial, a cervejaria passou por um curioso tempo onde a produção de cerveja não podia passar de 0,8% de álcool. Atualmemnte, a Brasserie Lefèbvre possui 30 rótulos a disposição.
Uma curiosidade sobre a Manneken Pils é que, até 2010, o nome dela era La Quenast, cerveja batizada com o nome da vila que a cervejaria se instalou no início de suas atividades.
Cerveja dourada, translúcida, com espuma de média formação e curta duração. No aroma, algo que lembre lúpulo e malte. Sabor acompanha o aroma, com uma acidez estranha, mas que não compromete. Corpo mais pra leve do que médio, mas que tem bom retrogosto. Carbonatação média e álcool bem equilibrado.
Conclusão: é a típica cerveja que você bebe, pensa 'ok' e mais nada. Se não fosse pelo preço, seria uma boa cerva pra botecar.
INFORMAÇÕES
Manneken Pils / La Quenast
Estilo: Czech Pilsener
Álcool: 5,0%
Cervejaria: Brasserie Lefèbvre SA
País: Bélgica
Comprada em: Superprix - Riachuelo
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Mistura Clássica Euforia
No ano passado, durante a 8ª edição da Brasil Bier, a Mistura Clássica apresentou um kit de cervejas para a Copa do Mundo, chamado de Mistura Brasil.
O kit em questão possui quatro cervejas, sendo cada garrafa com um das cores da bandeira brasileira: Vertigem (estilo IPA), Miragem (witbier), Volúpia (Belgian Dark Strong Ale com Blueberry) e Euforia, uma Saison que faturou a medalha de prata no Festival Brasileiro de Cerveja de Blumenau 2015 e que vou falar um pouco mais sobre ela na postagem de hoje.
Mistura Clássica
A Mistura Clássica é uma cervejaria artesanal que vem fazendo história no estado do Rio de Janeiro conquistando prêmios nacionais e internacionais com deliciosas cervejas.
Suas receitas são elaboradas de maneira artesanal, sem corantes e estabilizantes. Cada cerveja é única e cada ingrediente selecionado com o máximo cuidado, tudo para levar ao copo dos consumidores cervejas com personalidades próprias e sabores especiais. Com forte presença das escolas Americana, Belga, Inglesa e Alemã a Mistura Clássica mescla criatividade e qualidade em seu portfólio de produtos inovando a cada dia.
Sua fábrica sediada em Volta Redonda, Rio de Janeiro, está equipada com o que tem de melhor em equipamentos para fabricação de cervejas artesanais e toda estrutura necessária para distribuição de chopp e cervejas em garrafa.
Com inspiração para continuar avançando a Mistura Clássica lança novas cervejas anualmente buscando inovação, máxima qualidade, novos sabores e grandes parcerias. Até porque, a inspiração cervejeira nunca acaba.
Cerveja de cor dourada, ligeiramente turva, com espuma de média formação e curta duração. Aroma bem complexo, mas que nota-se frutado (principalmente doces, como damasco e pêssego), cítrico e fermento. Já no sabor, a coisa muda de figura, dando espaço para uma cerveja levemente amarga e ácida, com final um pouco seco. Carbonatação alta, mas que não atrapalha em nada a drinkability. Corpo leve (mas que não é tão leve assim). Álcool bem discreto.
Conclusão: Uma boa saison nacional. Merece ser degustada. Talvez seja um bom rótulo para quem está começando. Vale o investimento.
INFORMAÇÕES
Mistura Clássica Euforia
Estilo: Saison
Álcool: 5,7%
Cervejaria: Mistura Clássica
País: Brasil
Comprada em: Quiosque Mistura Clássica - Nova América
Preço: Uns 20 reais
O kit em questão possui quatro cervejas, sendo cada garrafa com um das cores da bandeira brasileira: Vertigem (estilo IPA), Miragem (witbier), Volúpia (Belgian Dark Strong Ale com Blueberry) e Euforia, uma Saison que faturou a medalha de prata no Festival Brasileiro de Cerveja de Blumenau 2015 e que vou falar um pouco mais sobre ela na postagem de hoje.
Mistura Clássica
A Mistura Clássica é uma cervejaria artesanal que vem fazendo história no estado do Rio de Janeiro conquistando prêmios nacionais e internacionais com deliciosas cervejas.
Suas receitas são elaboradas de maneira artesanal, sem corantes e estabilizantes. Cada cerveja é única e cada ingrediente selecionado com o máximo cuidado, tudo para levar ao copo dos consumidores cervejas com personalidades próprias e sabores especiais. Com forte presença das escolas Americana, Belga, Inglesa e Alemã a Mistura Clássica mescla criatividade e qualidade em seu portfólio de produtos inovando a cada dia.
Sua fábrica sediada em Volta Redonda, Rio de Janeiro, está equipada com o que tem de melhor em equipamentos para fabricação de cervejas artesanais e toda estrutura necessária para distribuição de chopp e cervejas em garrafa.
Com inspiração para continuar avançando a Mistura Clássica lança novas cervejas anualmente buscando inovação, máxima qualidade, novos sabores e grandes parcerias. Até porque, a inspiração cervejeira nunca acaba.
Cerveja de cor dourada, ligeiramente turva, com espuma de média formação e curta duração. Aroma bem complexo, mas que nota-se frutado (principalmente doces, como damasco e pêssego), cítrico e fermento. Já no sabor, a coisa muda de figura, dando espaço para uma cerveja levemente amarga e ácida, com final um pouco seco. Carbonatação alta, mas que não atrapalha em nada a drinkability. Corpo leve (mas que não é tão leve assim). Álcool bem discreto.
Conclusão: Uma boa saison nacional. Merece ser degustada. Talvez seja um bom rótulo para quem está começando. Vale o investimento.
INFORMAÇÕES
Mistura Clássica Euforia
Estilo: Saison
Álcool: 5,7%
Cervejaria: Mistura Clássica
País: Brasil
Comprada em: Quiosque Mistura Clássica - Nova América
Preço: Uns 20 reais
Mistura Clássica Volúpia
No ano passado, durante a 8ª edição da Brasil Bier, a Mistura Clássica apresentou um kit de cervejas para a Copa do Mundo, chamado de Mistura Brasil.
O kit em questão possui quatro cervejas, sendo cada garrafa com um das cores da bandeira brasileira: Vertigem (estilo IPA), Euforia (Saison), Miragem (witbier) e Volúpia, a cerveja de hoje, uma Belgian Dark Strong Ale com Blueberry,
Mistura Clássica
A Mistura Clássica é uma cervejaria artesanal que vem fazendo história no estado do Rio de Janeiro conquistando prêmios nacionais e internacionais com deliciosas cervejas.
Suas receitas são elaboradas de maneira artesanal, sem corantes e estabilizantes. Cada cerveja é única e cada ingrediente selecionado com o máximo cuidado, tudo para levar ao copo dos consumidores cervejas com personalidades próprias e sabores especiais. Com forte presença das escolas Americana, Belga, Inglesa e Alemã a Mistura Clássica mescla criatividade e qualidade em seu portfólio de produtos inovando a cada dia.
Sua fábrica sediada em Volta Redonda, Rio de Janeiro, está equipada com o que tem de melhor em equipamentos para fabricação de cervejas artesanais e toda estrutura necessária para distribuição de chopp e cervejas em garrafa.
Com inspiração para continuar avançando a Mistura Clássica lança novas cervejas anualmente buscando inovação, máxima qualidade, novos sabores e grandes parcerias. Até porque, a inspiração cervejeira nunca acaba.
Afinal de contas, o que é blueberry?
Essa foi a minha primeira curiosidade. Blueberry nada mais é que uma fruta, nativa de regiões da Europa e dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, ela é conhecida como mirtilo e é uma das frutas frescas mais ricas em antioxidantes já estudadas, o que lhe garantiu o título de fruta da longevidade. Tanto a casca quanto a polpa da fruta contêm nutrientes capazes de combater os radicais livres, reduzir o colesterol, melhorar a saúde dos olhos e outros inúmeros benefícios para a saúde em geral.
O kit em questão possui quatro cervejas, sendo cada garrafa com um das cores da bandeira brasileira: Vertigem (estilo IPA), Euforia (Saison), Miragem (witbier) e Volúpia, a cerveja de hoje, uma Belgian Dark Strong Ale com Blueberry,
Mistura Clássica
A Mistura Clássica é uma cervejaria artesanal que vem fazendo história no estado do Rio de Janeiro conquistando prêmios nacionais e internacionais com deliciosas cervejas.
Suas receitas são elaboradas de maneira artesanal, sem corantes e estabilizantes. Cada cerveja é única e cada ingrediente selecionado com o máximo cuidado, tudo para levar ao copo dos consumidores cervejas com personalidades próprias e sabores especiais. Com forte presença das escolas Americana, Belga, Inglesa e Alemã a Mistura Clássica mescla criatividade e qualidade em seu portfólio de produtos inovando a cada dia.
Sua fábrica sediada em Volta Redonda, Rio de Janeiro, está equipada com o que tem de melhor em equipamentos para fabricação de cervejas artesanais e toda estrutura necessária para distribuição de chopp e cervejas em garrafa.
Com inspiração para continuar avançando a Mistura Clássica lança novas cervejas anualmente buscando inovação, máxima qualidade, novos sabores e grandes parcerias. Até porque, a inspiração cervejeira nunca acaba.
Afinal de contas, o que é blueberry?
Essa foi a minha primeira curiosidade. Blueberry nada mais é que uma fruta, nativa de regiões da Europa e dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, ela é conhecida como mirtilo e é uma das frutas frescas mais ricas em antioxidantes já estudadas, o que lhe garantiu o título de fruta da longevidade. Tanto a casca quanto a polpa da fruta contêm nutrientes capazes de combater os radicais livres, reduzir o colesterol, melhorar a saúde dos olhos e outros inúmeros benefícios para a saúde em geral.
Para mais informações, veja essa reportagem no site Dicas de Mulher.
Sim, Dicas de Mulher! Qual é o problema? rs
Pois bem. Como eu NUNCA provei uma blueberry, talvez minha análise (des)informativa seja comprometida. :P
Cerveja de cor marrom (mas não totalmente marrom, algo meio roxo), turva, com espuma de alta formação e duração. No aroma, um dulçor que não soube identificar (algo que lembre ameixa), mas que tem um caramelo e um pouco de malte torrado (bem pouco). Sabor acompanha o aroma, complexo, onde se destaca o malte torrado, café, madeira. O dulçor fica em segundo plano. Álcool bem assertivo, com absurdos 9,3%. Carbonatação média, adequada para a cerveja.
Conclusão: Sinceramente? Tinha tudo pra ser uma EXCELENTE cerveja. Se fosse um pouco mais encorpada e sua drinkability fosse melhor, tinha tudo pra cair no gosto da galera. Como o álcool é bem agressivo e a carbonatação é moderada, fica difícil curtir essa cerva como ela merece. Vale o investimento, mas não crie expectativas.
INFORMAÇÕES
Mistura Clássica Volúpia
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Álcool: 9,3%
Cervejaria: Mistura Clássica
País: Brasil
Comprada em: Quiosque Mistura Clássica - Nova América
Preço: Uns 20 reais
Cerveja de cor marrom (mas não totalmente marrom, algo meio roxo), turva, com espuma de alta formação e duração. No aroma, um dulçor que não soube identificar (algo que lembre ameixa), mas que tem um caramelo e um pouco de malte torrado (bem pouco). Sabor acompanha o aroma, complexo, onde se destaca o malte torrado, café, madeira. O dulçor fica em segundo plano. Álcool bem assertivo, com absurdos 9,3%. Carbonatação média, adequada para a cerveja.
Conclusão: Sinceramente? Tinha tudo pra ser uma EXCELENTE cerveja. Se fosse um pouco mais encorpada e sua drinkability fosse melhor, tinha tudo pra cair no gosto da galera. Como o álcool é bem agressivo e a carbonatação é moderada, fica difícil curtir essa cerva como ela merece. Vale o investimento, mas não crie expectativas.
INFORMAÇÕES
Mistura Clássica Volúpia
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Álcool: 9,3%
Cervejaria: Mistura Clássica
País: Brasil
Comprada em: Quiosque Mistura Clássica - Nova América
Preço: Uns 20 reais
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Irada! Posto 12
“Olha o malte!”.
Se você estiver com muita sede no Leblon, mas não estiver atento, vai procurar o vendedor de camisa laranja com mate em galão e vai achar um de camisa amarela vendendo a Posto 12, primeiro rótulo da Cervejaria Irada!.
A versão chopp está disponível desde o fim do ano passado, cujo lançamento foi no dia 1º de dezembro no Bar D’Hôtel, do hotel Marina All Suites. Já a versão garrafa foi lançada neste ano, com uma série de eventos para divulgar esta mais nova opção para os amantes da cerveja. Um deles foi realizado no tradicional Cerveja Social Clube no dia 20/05. omo estava por perto, resolvi dar uma passadinha para prová-la e trazer para vocês a minha opinião..
Cerveja dourada, translúcida, com espuma de média/curta formação e curta duração. No aroma, algo que lembre biscoito, mas o que predomina é o malte característico das lagers em geral. No sabor, ligeiramente adocicada e DMS bem acentuado, com alguns sabores que não me agradaram em nada (os tais off flavors), como milho e manteiga, estragando completamente a degustação. Corpo leve, carbonatação baixa/média, álcool ligeiramente assertivo.
Conclusão: Uma Brahma com grife. Se quiser botecar, o custo-benefício dela é um pouco alto.
Observação: durante o evento, uma das sócias da Irada! (Annelize) achou que eu fosse funcionário da casa. Tudo por conta de estar bebendo em pé no balcão. Que parada, hein!
INFORMAÇÕES
Posto 12
Estilo: Premium American Lager
Álcool: 4,5%
Cervejaria: Irada!
País: Brasil
Comprada em: Cerveja Social Clube - Tijuca
Preço: R$ 8,00 (chopp)
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Bohemia Caá-Yari
No dia 16 de maio de 2015, a Cervejaria Bohemia promoveu um evento em sua sede (Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro) para comemorar o lançamento de 3 novas cervejas. Divulgadas em primeira mão no Mondial de La Biere do ano passado, a Bohemia realmente resolveu entrar de vez no mundo das cervejas especiais, com rótulos que levam ingredientes tipicamente brasileiros.
Quis o destino contribuir com a data escolhida, presenteando os presentes com aquele tempo ameno pela manhã, uma leve garoa a tarde e aquele frio característico de Petrópolis no fim do dia. Com ótimas comidas nos quatro foodtrucks disponíveis, duas bandas selecionadas a dedo e, é claro, três cervejas totalmente surpreendentes, é impossível não dizer que o evento foi um sucesso.
Mesmo não visitando a fábrica da Cervejaria Bohemia (deixamos para uma outra oportunidade), foi interessante ver o espaço criado para as novas cervas, com direito a exposição dos ingredientes, os tanques onde são produzidas e os rótulos comercializados na loja. Vale destacar os rótulos da Wals que estão à disposição, fruto da união entre as cervejarias, divulgada publicamente em fevereiro deste ano.
Cervejaria Bohemia
A marca de cerveja BOHEMIA surgiu em fevereiro de 1853, com produção artesanal, na cidade de Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro, pelas mãos do imigrante alemão Henrique Kremer, um conceituado artista que se especializara na cobertura de casas com tábuas. Quando foi fundada, a BOHEMIA tinha todas as características das pequenas cervejarias tipicamente alemãs, inclusive em relação à qualidade. Sua produção inicial era de seis mil garrafas por mês. A distribuição era feita por carros puxados por animais, charretes e até carrinhos de mão, inicialmente, com vendas diretas (da fábrica para os negociantes) e, mais tarde, por meio de pequenos revendedores da cidade de Petrópolis e região. O produto logo ficou famoso na região por seu sabor, tornando-se uma das cervejas prediletas da corte de Dom Pedro II. A BOHEMIA tinha características de uma cerveja com estilo alemã: amarga e forte. Com o decorrer dos anos, seu sabor passou a adquirir as características de outras marcas existentes: mais leve suave e menos amarga, atingindo o padrão tradicional de qualidade dos dias atuais.
Com a morte de Henrique, em 1865, seus herdeiros constituíram a empresa Augusto Kremer & Cia., que existiu até que os sócios se separaram, em 1876, ficando à frente da empresa Frederico Guilherme Lindscheid. Foi então que a cervejaria recebeu o nome de Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e sua cerveja passou a ser conhecida como “ouro líquido”. Entretanto, informalmente os consumidores chamavam a cerveja de BOHEMIA. A história não registra por que. Seria talvez porque Kremer fosse originário daquela região da Alemanha. Em 1898, com a morte de Frederico, sua filha, Carolina, então casada com Henrique Kremer, neto do fundador, e o mais novo sócio, Guilherme Bradac, criaram a Companhia Cervejaria Bohemia.
Em 2010, a BOHEMIA voltou às suas raízes com o anúncio da revitalização da Cervejaria Bohemia em Petrópolis. Além da operação fabril, que havia sido interrompida em 1998, a Cervejaria Bohemia resgata a cultura cervejeira da cidade imperial, além de possibilitar aos moradores de Petrópolis e visitantes de todo país a conhecer a história, ritos e mitos da cerveja no Brasil.
Sobre a Caá-Yari
Terceira e última cerveja a ser degustada. A cor, um marrom/cobre, foge um pouco das blond ales tradicionais, talvez devido a erva-mate. Portanto, mente aberta ao provar essa cerva. Ligeiramente turva, com espuma de média formação e duração. No aroma, especiarias, canela, erva mate bem discreta e um dulçor que não soube identificar. No sabor, as notas doces ficam mais assertivas, assim como a erva mate. Corpo leve. Carbonatação baixa/média. Álcool ligeiramente assertivo.
Conclusão: olha, eu fui esperando uma cerveja com erva-mate com mais presença, mas encontrei uma cerveja que prezou pelo dulçor e acabou ficando num meio termo bastante confuso. Se é uma boa cerveja? Diria que sim, mas falaria pra você experimentar outras antes dessa.
INFORMAÇÕES
Caá-Yari
Estilo: Belgian Blond Ale
Álcool: 6,5%
Cervejaria: Bohemia
País: Brasil
Comprada em: Cervejaria Bohemia - Petrópolis/RJ
Preço: R$ 8,00 (chopp) / R$ 12,00 (garrafa 330ml) / R$ 17,00 (garrafa 600ml)
Apesar da cerveja não ser lá essas coisas, me fascina as histórias do nosso folclore.
Pois bem. Entre um dos povos de fala guarani, na região do Guairá, havia uma moça de nome Yarí-i, que tinha um velho pai. A tribo chegava num lugar, derrubava mata, plantava mandioca e milho. Mas quando a terra ficava fraca e a caça e pesca começava a escassear, era hora de mudar.
Curiosidade: significado de Caá-Yari
Apesar da cerveja não ser lá essas coisas, me fascina as histórias do nosso folclore.
Pois bem. Entre um dos povos de fala guarani, na região do Guairá, havia uma moça de nome Yarí-i, que tinha um velho pai. A tribo chegava num lugar, derrubava mata, plantava mandioca e milho. Mas quando a terra ficava fraca e a caça e pesca começava a escassear, era hora de mudar.
Yarí-i era filha mais nova do velho guerreiro. Era bela e jovem, e cuidava com carinho de seu velho pai quase cego, que se negou a seguir com a tribo à qual pertenciam, quando foi hora de partir. Ele já não podia caçar, pescar, nem caminhar velozmente pela mata. Não tinha mais forças para continuar. Mas antes de sua tribo partir pediu-lhes que levassem sua filha. Era jovem demais para perder sua juventude na solidão da mata, acompanhando seu velho pai. Merecia a companhia de outros jovens.
Mas a jovem negou-se a seguir com a tribo, dizendo que ficaria e cuidaria do velho pai. Aprenderia a caçar e pescar como os homens, e a cozinhar como uma mulher. Ela sabia que sem sua ajuda, o pai não sobreviveria. O pai agradecido, pedia a Tupã que recompensasse a filha por tanto sacrifício.
Um dia apareceu na tapera um viajante estranho, pedindo pousada, pois vinha de muito longe, estava cansado e com fome. O velho, apesar da pouca comida, ofereceu abrigo ao viajante.
Este viajante foi muito bem recebido pelos solitários. Yarí-i caçou e cozinhou para ele. À noite, cantou-lhe um belo e triste canto para que adormecesse na confortável cama que ela mesma lhe havia preparado em uma outra tapera, e na qual esperava que ele tivesse um bom descanso e o melhor dos sonos.
No dia seguinte, o viajante saiu para caçar. Entrou em uma mata próxima, voltando com muita caça para seus hospedeiros. Era em retribuição a tão boa acolhida que teve daqueles dois. Disse que nunca tinha sido tão bem recebido.
Então, preparou-se para partir. Mas antes de recomeçar a caminhada, confessou aos seus hospedeiros ser um enviado de Tupã, que estava preocupado com a sorte dos dois. Para retribuir o tratamento impecável recebido, perguntou-lhes o que desejavam, pois fosse qual fosse o pedido seria atendido.
O velho e cansado pai, pensou na filha, que não casara, não tinha filhos, e ficara apartada de sua tribo para dele cuidar. Pediu então ao mensageiro de Tupã que lhe desse algo para devolver-lhe as forças. Assim Yarí-i ficaria livre para voltar para a tribo já que não precisaria mais cuidar do pai.
O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de uma árvore que chamou de Caá. Ensinou-lhe que ele deveria colher as folhas e secá-las ao fogo. Depois tinha que triturá-las e colocar dentro da cuia, juntando água quente no frio, ou água fria no calor. Depois que bebesse desta infusão, com um canudo de taquara. Assim voltaria a ter força, vigor, além de que a bebida seria grande companhia até nas horas tristes de solidão.
Por mais que cortasse das folhas da caá ela jamais deixaria de brotar e florir, cada vez com mais vigor, sendo eternamente jovem.
Quanto a Yarí-i foi transformada em imortal, a Caá-Yarí, deusa dos ervais e protetora da raça guarani. Ela tornou-se a responsável pela caá, para que jamais deixasse de existir. Cada um que fizesse uso da caá seria forte e feliz. Yarí-i teria que contar sobre ela para todos. Mas ela não sabia como faria isto isolada no meio da mata, sem ninguém por perto.
Fonte: https://imaginacaoativa.wordpress.com/2009/04/27/lenda-da-caa-y-erva-mate/
Fonte: https://imaginacaoativa.wordpress.com/2009/04/27/lenda-da-caa-y-erva-mate/
Bohemia Bela Rosa
No dia 16 de maio de 2015, a Cervejaria Bohemia promoveu um evento em sua sede (Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro) para comemorar o lançamento de 3 novas cervejas. Divulgadas em primeira mão no Mondial de La Biere do ano passado, a Bohemia realmente resolveu entrar de vez no mundo das cervejas especiais, com rótulos que levam ingredientes tipicamente brasileiros.
Quis o destino contribuir com a data escolhida, presenteando os presentes com aquele tempo ameno pela manhã, uma leve garoa a tarde e aquele frio característico de Petrópolis no fim do dia. Com ótimas comidas nos quatro foodtrucks disponíveis, duas bandas selecionadas a dedo e, é claro, três cervejas totalmente surpreendentes, é impossível não dizer que o evento foi um sucesso.
Mesmo não visitando a fábrica da Cervejaria Bohemia (deixamos para uma outra oportunidade), foi interessante ver o espaço criado para as novas cervas, com direito a exposição dos ingredientes, os tanques onde são produzidas e os rótulos comercializados na loja. Vale destacar os rótulos da Wals que estão à disposição, fruto da união entre as cervejarias, divulgada publicamente em fevereiro deste ano.
Cervejaria Bohemia
A marca de cerveja BOHEMIA surgiu em fevereiro de 1853, com produção artesanal, na cidade de Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro, pelas mãos do imigrante alemão Henrique Kremer, um conceituado artista que se especializara na cobertura de casas com tábuas. Quando foi fundada, a BOHEMIA tinha todas as características das pequenas cervejarias tipicamente alemãs, inclusive em relação à qualidade. Sua produção inicial era de seis mil garrafas por mês. A distribuição era feita por carros puxados por animais, charretes e até carrinhos de mão, inicialmente, com vendas diretas (da fábrica para os negociantes) e, mais tarde, por meio de pequenos revendedores da cidade de Petrópolis e região. O produto logo ficou famoso na região por seu sabor, tornando-se uma das cervejas prediletas da corte de Dom Pedro II. A BOHEMIA tinha características de uma cerveja com estilo alemã: amarga e forte. Com o decorrer dos anos, seu sabor passou a adquirir as características de outras marcas existentes: mais leve suave e menos amarga, atingindo o padrão tradicional de qualidade dos dias atuais.
Com a morte de Henrique, em 1865, seus herdeiros constituíram a empresa Augusto Kremer & Cia., que existiu até que os sócios se separaram, em 1876, ficando à frente da empresa Frederico Guilherme Lindscheid. Foi então que a cervejaria recebeu o nome de Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e sua cerveja passou a ser conhecida como “ouro líquido”. Entretanto, informalmente os consumidores chamavam a cerveja de BOHEMIA. A história não registra por que. Seria talvez porque Kremer fosse originário daquela região da Alemanha. Em 1898, com a morte de Frederico, sua filha, Carolina, então casada com Henrique Kremer, neto do fundador, e o mais novo sócio, Guilherme Bradac, criaram a Companhia Cervejaria Bohemia.
Em 2010, a BOHEMIA voltou às suas raízes com o anúncio da revitalização da Cervejaria Bohemia em Petrópolis. Além da operação fabril, que havia sido interrompida em 1998, a Cervejaria Bohemia resgata a cultura cervejeira da cidade imperial, além de possibilitar aos moradores de Petrópolis e visitantes de todo país a conhecer a história, ritos e mitos da cerveja no Brasil.
Sobre a Bela Rosa
Segunda cerveja a ser degustada. Cor clara (suave amarelo, bem fosco), turva, com espuma de alta formação e e média duração. No aroma, notas cítricas (laranja em destaque), fermento e coentro em segundo plano. O sabor acompanha o aroma, com a adição de limão (muito suave mesmo) e de uma leve queimação na boca a cada gole, provavelmente por causa da pimenta rosa. Não é algo que incomoda. Pelo contrário: harmonizou muito bem. Álcool super discreto. Corpo médio, mas nada que dificulte a degustação. Carbonatação alta. Retrogosto totalmente excelente, convidando para o próximo gole.
Conclusão: witbier é um estilo que não gosto, mas a Bela Rosa conseguiu surpreender meu paladar, por ser bastante refrescante. Experimente!
INFORMAÇÕES
Bela Rosa
Estilo: Witbier
Álcool: 5,2%
Cervejaria: Bohemia
País: Brasil
Comprada em: Cervejaria Bohemia - Petrópolis/RJ
Preço: R$ 8,00 (chopp) / R$ 12,00 (garrafa 330ml) / R$ 17,00 (garrafa 600ml)
Bohemia Jabutipa
No dia 16 de maio de 2015, a Cervejaria Bohemia promoveu um evento em sua sede (Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro) para comemorar o lançamento de 3 novas cervejas. Divulgadas em primeira mão no Mondial de La Biere do ano passado, a Bohemia realmente resolveu entrar de vez no mundo das cervejas especiais, com rótulos que levam ingredientes tipicamente brasileiros.
Quis o destino contribuir com a data escolhida, presenteando os presentes com aquele tempo ameno pela manhã, uma leve garoa a tarde e aquele frio característico de Petrópolis no fim do dia. Com ótimas comidas nos quatro foodtrucks disponíveis, duas bandas selecionadas a dedo e, é claro, três cervejas totalmente surpreendentes, é impossível não dizer que o evento foi um sucesso.
Mesmo não visitando a fábrica da Cervejaria Bohemia (deixamos para uma outra oportunidade), foi interessante ver o espaço criado para as novas cervas, com direito a exposição dos ingredientes, os tanques onde são produzidas e os rótulos comercializados na loja. Vale destacar os rótulos da Wals que estão à disposição, fruto da união entre as cervejarias, divulgada publicamente em fevereiro deste ano.
Cervejaria Bohemia
A marca de cerveja BOHEMIA surgiu em fevereiro de 1853, com produção artesanal, na cidade de Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro, pelas mãos do imigrante alemão Henrique Kremer, um conceituado artista que se especializara na cobertura de casas com tábuas. Quando foi fundada, a BOHEMIA tinha todas as características das pequenas cervejarias tipicamente alemãs, inclusive em relação à qualidade. Sua produção inicial era de seis mil garrafas por mês. A distribuição era feita por carros puxados por animais, charretes e até carrinhos de mão, inicialmente, com vendas diretas (da fábrica para os negociantes) e, mais tarde, por meio de pequenos revendedores da cidade de Petrópolis e região. O produto logo ficou famoso na região por seu sabor, tornando-se uma das cervejas prediletas da corte de Dom Pedro II. A BOHEMIA tinha características de uma cerveja com estilo alemã: amarga e forte. Com o decorrer dos anos, seu sabor passou a adquirir as características de outras marcas existentes: mais leve suave e menos amarga, atingindo o padrão tradicional de qualidade dos dias atuais.
Com a morte de Henrique, em 1865, seus herdeiros constituíram a empresa Augusto Kremer & Cia., que existiu até que os sócios se separaram, em 1876, ficando à frente da empresa Frederico Guilherme Lindscheid. Foi então que a cervejaria recebeu o nome de Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e sua cerveja passou a ser conhecida como “ouro líquido”. Entretanto, informalmente os consumidores chamavam a cerveja de BOHEMIA. A história não registra por que. Seria talvez porque Kremer fosse originário daquela região da Alemanha. Em 1898, com a morte de Frederico, sua filha, Carolina, então casada com Henrique Kremer, neto do fundador, e o mais novo sócio, Guilherme Bradac, criaram a Companhia Cervejaria Bohemia.
Em 2010, a BOHEMIA voltou às suas raízes com o anúncio da revitalização da Cervejaria Bohemia em Petrópolis. Além da operação fabril, que havia sido interrompida em 1998, a Cervejaria Bohemia resgata a cultura cervejeira da cidade imperial, além de possibilitar aos moradores de Petrópolis e visitantes de todo país a conhecer a história, ritos e mitos da cerveja no Brasil.
Sobre a Jabutipa
Primeira cerveja a ser degustada. Acobreada, levemente translúcida, com espuma média formação e duração. No aroma, notas cítricas, com caramelo e jabuticaba em segundo plano. No sabor, a jabuticaba fica mais assertiva, com o amargor do lúpulo harmonizando muito bem (isso é bem surpreendente), com o caramelo continuando 'nos bastidores'. Álcool bem discreto. Mesmo com um final ligeiramente seco, convida o consumidor ao próximo gole, já que ela não é tão encorpada quanto parece.
Conclusão: bela IPA que a Bohemia criou! Se chegar no mercado a um preço acessível e manter este padrão, pode bater de frente com a Therezópolis Jade (que desceu de nível depois dos primeiros lotes). Experimente!
INFORMAÇÕES
Jabutipa
Estilo: India Pale Ale
Álcool: 6,5%
Cervejaria: Bohemia
País: Brasil
Comprada em: Cervejaria Bohemia - Petrópolis/RJ
Preço: R$ 8,00 (chopp) / R$ 12,00 (garrafa 330ml) / R$ 17,00 (garrafa 600ml)
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Comida di Buteco 2015: Um tour gastronômico
Desde 2012, venho visitando alguns poucos bares participantes do Comida di Buteco, considerado um dos maiores eventos gastronômicos do Brasil. Criado no ano de 2000 em Belo Horizonte (quando digo que lá é um excelente lugar para se comer, não duvidem!), a edição deste ano conta com mais de 500 bares, espalhados em 15 cidades.
Realizado anualmente entre os meses de abril e maio, a dinâmica do concurso é a seguinte: cada um dos bares participantes tem que criar um petisco com os ingredientes escolhidos em cada edição. O público e os jurados visitam, votam em quatro quesitos (higiene, atendimento, temperatura da bebida e o tira-gosto, sendo que este último carrega 70% da nota final) e depositam a cédula de votação na urna (cada bar tem sua própria urna). Aliás, é proibido que os funcionários do local colocarem as cédulas dentro da urna.
Ah sim: a edição deste ano tem como ingrediente obrigatório "Frutas".
Ah sim: a edição deste ano tem como ingrediente obrigatório "Frutas".
Conversando com um amigo, tivemos a ideia de fazer um tour por alguns botecos participantes aqui no Rio de Janeiro. Após uma longa discussão, chegou-se a um denominador comum, onde avaliamos não só o prato que seria servido, mas também a logística no deslocamento. Infelizmente, muitos outros bares com pratos excelentes ficaram de fora.
Sendo assim, o percurso definido foi:
1) Galeto Sat's
2) Pavão Azul
3) Boteco Carioquinha
4) Bar da Frente
5) Bar da Gema
6) Enchendo Linguiça
Como gosto de expor minha opinião em tudo que faço, segue minha análise sobre cada petisco, baseado em coisa alguma e sem importância para muita gente =P
1) Galeto Sat's - Veja como chegar
Petisco: Sat'spastel
Descrição: Uma porção generosa de pastéis abertos, cobertos com o delicioso frango chili reduzido ao molho de cachaça e pêssegos em calda.
Preço: R$22,00
O lugar é bem acanhado, mas você se sente a vontade. A apresentação do prato é bacana, mesmo sendo extremamente simples. Afinal de contas, fritar uma massa de pastel e colocar o recheio em cima não dá trabalho algum.
Entretanto, os elogios param por aqui. Me incomoda muito ler 'frango chili' e não ter feijão vermelho. Talvez seja um erro, onde o certo seria curry. Aliás, o frango tinha MUITO curry, ao ponto incomodar.
Resultado: Não vale a pena :(
2) Pavão Azul - Veja como chegar
Petisco: Delícia do Pavão
Descrição: Angu coberto por saborosa carne de porco desfiada, geleia de damasco e requeijão cremoso gratinado.
Preço: R$ 15,00
Tenho uma amiga que vai sempre nesse bar e só vejo fotos com muita gente ao redor. Pude comprovar isso na prática. Lembrem-se: o bar VAI estar cheio e não espere mesa para ficar sentado. Coma seu petisco e tome sua geladinha em pé, no banquinho.
Sobre o petisco, surpreendeu a todos. A simplicidade mandou lembranças. Pra quem gosta de angu, é prato cheio. A geleia de damasco harmoniza muito bem com os outros ingredientes. Se você for com sua (seu) parceira(o) só pra provar, pode dividir uma cumbuca facilmente. Pra fechar, foi o petisco com melhor custo-benefício.
Resultado: Parada obrigatória! =D
3) Boteco Carioquinha - Veja como chegar
Petisco: Camuflado na cabaça
Descrição: Rabo bovino desfiado, marinado na cerveja puro malte, escondido em creme de batata e polenta, polvilhado de coco.
Preço: R$ 19,90
Esse sequer foi lembrado roteiro original. Como estávamos passando pela Lapa, lembrei que tinha o Carioquinha, um bar que só vende cervejas especiais e que está participando do concurso. Por lá resolvemos renovar as energias e fazer um pit stop estratégico, pois as instalações do local são nota 10.
O petisco é ligeiramente menor que o do Pavão Azul, portanto, talvez não dê para dividir com sua companhia. Fora isso, nada do que reclamar, já que a iguaria leva creme de batata (que vai por cima, deixando uma camada que mantém a temperatura da polenta) e coco, que harmonizou perfeitamente com os outros ingredientes. A única observação é que o petisco que nos foi servido vem com uma quantidade reduzida de coco, diferente do que mostra na imagem promocional. Como a fruta tem um gosto bem acentuado no prato, é bem provável que estivesse sobressaindo.
Por fim, vale destacar que este foi o único bar que pedimos o segundo prato: peito bovino (maçã de peito), com queijo e doritos. Tudo isso por R$24,90. Putaquepariucaralhoporra, é pra glorificar de pé!
Resultado: Parada obrigatória! =D
4) Bar da Frente - Veja como chegar
Petisco: Caprichoso Garantido
Descrição: Bolinho de massa cremosa de milho, recheado com camarão e queijo, empanado em farinha temperada da casa. Acompanha molho de Taperebá.
Preço: R$ 28,00
Como vencedor do Comida di Buteco do ano passado, o Bar da Frente não poderia ser excluído do percurso. De um modo geral, lembra o Pavão Azul, pois são poucas mesas e muitos são atendidos num banquinho.
O prato em si não chama atenção. São dois camarões dentro do bolinho e o charme está no molho de taperebá (ou cajá, como preferirem). E só, nada além disso. Nada que cativasse mais o meu paladar, fora a possibilidade de você puxar os dois camarões numa mordida só e ficar com metade do bolinho só com o queijo.
Resultado: Vale a pena :) - só por ser o vencedor do ano anterior
5) Bar da Gema - Veja como chegar
Petisco: A Dama e o Vagabundo
Descrição: Dupla de mini cachorros-quentes nos sabores linguiça artesanal e saborosa língua desfiada coberta com tomates cerejas confitados. Ambos acompanham crispys de batata doce, servidos com ketchup artesanal de maçã e maionese de laranja.
Preço: R$ 20,00
Primeiramente, nem pense em usar o banheiro de lá. Fica a dica.
Mesmo sendo vencedor da edição de 2011, o petisco desse ano ficou (e muito) a desejar. o cachorro quente menor é o de língua desfiada, sendo que o pão é muito grande para a quantidade de carne. O maior é o de linguiça artesanal, mas também sofre do mesmo problema. Mal dá pra notar que o ketchup é de maçã e a maionese de laranja não ficou tão legal.
Veredito: Não vale a pena :(
6) Enchendo Linguiça - Veja como chegar
Descrição: Bochechas suínas marinadas com um toque alaranjado, assadas na estufa de linguiça e servidas com Migas (iguaria à base de pão, bastante apreciada em algumas regiões de Portugal e Espanha).
Preço: R$ 48,00
O bar é tradicional ali no Grajaú. Não há o que reclamar de lá, sempre me sinto bem a vontade quando vou.
Entretanto, não me senti a vontade com o prato, que difere um pouco da imagem promocional. As bochechas vem com um molho que deixa o pão totalmente melado e fica bem complicado comê-lo. Aliás, se você não gosta de moela, nem pense em pedir esse petisco. Comer bochecha de porco é uma bravura para poucos. Eram quatro pessoas para cada prato e foi uma missão difícil.
Veredito: Pense duas vezes :|
BÔNUS ROUND
7) Bar do Momo - Veja como chegar
Descrição: Sanduíche de pernil desfiado em seu molho, maionese defumada, picles de carambola no baguete de leite. Acompanha geléia de pimenta e batida de maracujá.
Preço: R$ 18,00
Esse estava incluído no percurso original, mas encontramos a casa fechada. Retornei dias depois só de raiva para cumprir a missão.
Aliás, esse é outro bar que possui uma fila considerável. Caso tenha uma cadeira no balcão, faça seu pedido que você vai se dar bem.
Se sanduíche de pernil já é bom, esse petisco conseguiu ficar melhor. A carambola é um excelente substituto para o limão e a maionese vem na medida certa, para não roubar o gosto do pernil. A geléia de pimenta que é um pouco exótica, mas se você gosta de pimenta, peça a da casa que é show de bola. No fim, a tradicional batida de maracujá da casa, pra dar aquela 'esquentada'.
Veredito: Parada obrigatória! =D










































