Blue Moon Belgian White

Virou tradição: degustação de novas cervejas no fim da noite de Natal. Sendo assim, na noite que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, resolvemos abrir a Blue Moon que estava lá, quietinha na geladeira.

Birra del Borgo Re Ale

Viajar me apavora por mil motivos, desde o planejamento até o voo. O fato curioso é que incluir no roteiro visitas a cervejarias e/ou experimentar novas cervejas ajudou no meu interesse em viajar pelo Brasil e para o exterior. Foi assim que resolvemos viajar neste fim de ano pela Região dos Lagos: conhecendo novas praias e degustando novas cervejas. E, numa dessas degustações, 'esbarramos' com a Birra del Borgo Re Ale.

Ballast Point Habanero Sculpin

Já experimentaram um molho de pimenta com cerveja?

Este desafio, que é para poucos (diga-se de passagem), foi proposto aqui em casa durante a noite de Natal.

Tormenta Hoppy Night

Seria possível uma cerveja escura ser refrescante, ao ponto de amenizar o calor naqueles dias abafados? A Tormenta resolveu ousar e criou a Hoppy Night.

Mondial de La Bière Rio 2015: pontos positivos e negativos

No último fim de semana foi realizado o 3º Mondial de La Bière Rio, promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions. Ao contrário das primeiras edições, o festival não utilizou as instalações do Terreirão do Samba e decidiu desembarcar em um lugar bem mais amplo: o Pier Mauá, localizado na zona portuária da Cidade Maravilhosa.

domingo, 22 de setembro de 2013

Rock In Rio 2013 - 19/09/2013


Depois de uma longa espera, finalmente, chegou a hora de curtir a edição 2013 do Rock In Rio. Com tempo nublado e alta possibilidade de chuva durante a tarde/noite, fui conferir os shows do dia 19 de setembro. Por causa de alguns contratempos, não pude conferir República + Dr. Sin + Roy Z, mas o restante acompanhei de perto e trago a vocês o meu registro do evento.

Primeiramente, é bom salientar o que melhorou e piorou em relação a edição de 2011. No quesito alimentação, o festival melhorou bastante, pois o número de opções aumentou, incluindo até um local para quem é vegetariano e um quiosque de venda de sucos. A parte de entretenimento achei que pirou. Tudo bem que estavam lá a roda gigante, a tirolesa etc, só que os quiosques dos patrocinadores, que deram um show a parte na última edição, pecaram por não repetir o sucesso.

Agora, destaque a parte fica para a Heineken, que tinha um stand para reciclagem dos copos de plástico. Para cada dez copos usados que você levava, dava direito a concorrer a um prêmio. Excelente iniciativa.

O destaque negativo fica por conta dos banheiros. Sinceramente, desde quando mundo é mundo, banheiro masculino é uma podridão que só. Entretanto, o Rock In Rio criou uma nova categoria de imundice, que é indescritível. Lamentável.

Almah + Hibria: finalmente Edu Falaschi com seu projeto solo, que acabou virando uma excelente banda (chega de desperdiçar talento no Angra). Sinceramente, ele é um dos melhores vocalistas de power metal da atualidade. Entretanto, fui mais na expectativa de ouvir o som do Hibria. Ouvi os caras pela primeira vez quando a banda abriu o show para o Ozzy no RJ e, desde então, nada eles tocarem novamente por aqui. Apesar de não terem tocado "The Scream Of An Angel", "Welcome To The Horror Show" e "Sea of Revenge", os caras se redimiram ao tocarem "Tiger Punch". No fim, as bandas se uniram no palco para tocarem "Rock and Roll", do Led Zeppelin.

Ah sim, a parte mais engraçada do dia foi ouvir Edu Falashi cantando um pouquinho da versão brasileira de Pegasus Fantasy, primeira abertura de Saint Seiya. Hilário!

Setlist Almah + Hibria

Set1: Almah
Hypnotized
Living And Drifting
Trace of Trait
Birds of Prey
King

Set2: Hibria
Silent Revenge
Shoot Me Down
Silence Will Make You Suffer
Blinded By Faith
Tiger Punch

Set3: Almah + Hibria
Saint Seiya
Rock and Roll (Led Zeppelin cover) (with Almah)


Sebastian Bach: olha, essa hora nós preferimos colocar o estômago em dia para a maratona que viria a seguir. Ouvimos o show numa distância satisfatória e foi bastante agradável. Fora o português bizarro do ex-vocalista do Skid Row (o que vale é o esforço) e algumas músicas que a banda estava totalmente desajustada (acho até que teve uma música com afinação de guitarra), até que foi um bom show, só que bem pior que a apresentação de abertura para o Guns em 2010.


Setlist Sebastian Bach

Slave to the Grind
Kicking & Screaming
Dirty Power
Here I Am
Big Guns
Stuck Inside
Piece of Me
18 and Life
American Metalhead
Tunnelvision
Monkey Business
I Remember You
Wasted Time
Youth Gone Wild


Sepultura + Tambours Du Bronx: infelizmente, um dos melhores shows da edição de 2011 não repetiu o mesmo desempenho neste ano. Como uma vez o Jimmy (vocalista do Matanza) comentou no Multishow, "é no palco Sunset que as coisas acontecem". Tenho para mim que, como foi em um palco mais acanhado, com a galera mais próxima da banda e com todo o atraso para ajustar o som (com direito ao Kisser ir ao palco xingar todo mundo por causa das vaias), a apresentação de 2011 ganhou um status maior do que se esperava. Agora, a apresentação desse ano deixou a desejar. Com um setlist praticamente igual ao de 2011, era impossível não comparar com o show de 2011. Triste demais não ouvir "Arise", "Inner Self" ou "Troops of Doom", mas é a vida...


Setlist Sepultura + Les Tambours du Bronx

Kaiowas
Spectrum
Refuse/Resist
Sepulnation
Delirium (Les Tambours du Bronx cover)
Fever (Les Tambours du Bronx cover)
We've Lost You
Firestarter (The Prodigy cover)
Requiem (Les Tambours du Bronx cover)
Structure Violence (Azzes)
Territory
Big Foot (Les Tambours du Bronx cover)
Roots Bloody Roots


Rob Zombie: após uma boa corrida do palco Mundo para o Sunset, finalmente chegou a hora de ouvir uma das vozes que mais tinha desejo de ouvir. Isso sem contar que, nas guitarras, tinha nada mais, nada menos que John 5. Ou seja, uma banda do c4r4lh0. Excelente experiência ouvir "Superbeast", "Dragula e "Thunder Kiss 65" ao vivo. Aliás, nesta última música citada, abriu-se uma grande roda, possibilitando para que eu visse o grande John 5 tocar um excelente solo bem na minha frente, a pouquíssimos metros de distância. Totalmente excelente.



Meet the Creeper
Superbeast
Super-Charger Heaven
Living Dead Girl
Never Gonna Stop (The Red, Red Kroovy)
More Human Than Human
Scum of the Earth
Mars Needs Women
Demonoid Phenomenon
Dead City Radio and the New Gods of Supertown
Thunder Kiss '65
Dragula


Alice In Chains: como é bom ouvir as músicas que você cantava na adolescência, não é? Bons tempos de Rádio Cidade, com meu walkman na cintura, ouvindo "Then Bones" e "Man In The Box". Apesar da quantidade de maconha que fumei passivamente, foi um bom show. O ponto chato foi que acabou "do nada". Sensação total de coito interrompido.


Setlist Alice in Chains

Them Bones
Dam That River
Hollow
Check My Brain
Again
Man in the Box
Nutshell
Rain When I Die
We Die Young
Stone
Down in a Hole
Would?
Rooster


Metallica: terceiro show que vejo dos caras. O primeiro foi em Sampa, na turnê de divulgação do "Death Magnetic". Como eles tinham agendado dois shows no Morumbi, o setlist foi diferente. No dia que fui, eles não tocaram alguns clássicos, como "Fuel" e "Ride The Lighting". Já a segunda apresentação que eu vi foi na edição de 2011 do Rock In Rio. Puta setlist (apesar de preferir "All Nightmare Long" ao invés de "The Day That Never Comes" do último álbum e de não tocarem "Fuel" e "The Four Horsemen", tá tranquilo), banda empolgadíssima, mas a galera já estava esgotada (Korzus, Sepultura, Motorhead e Slipknot no dia, só para se ter ideia). Neste terceiro show, a galera correspondeu a altura ao esforço e dedicação da banda. Com um bom setlist e com uma boa iteração com o público, essa foi, sem dúvidas, a melhor apresentação do Metallica que assisti.


Setlist Metallica

The Ecstasy of Gold
Hit the Lights
Master of Puppets
Holier Than Thou
Harvester of Sorrow
The Day that Never Comes
The Memory Remains
Wherever I May Roam
Welcome Home (Sanitarium)
Sad but True
...And Justice for All
One
For Whom the Bell Tolls
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Creeping Death
Battery
Seek & Destroy


A conclusão é que o quarto dia do Rock In Rio 2013 foi totalmente excelente. Mesmo dormindo apenas três horas de quinta para sexta, ficar sem voz no dia seguinte e acordar todo dolorido após me aventurar em várias rodas punks, o sacrifício valeu a pena.

Ah, e não choveu! =P

domingo, 8 de setembro de 2013

6 Horas de São Paulo

Desde que me conheço como gente, tenho o automobilismo como meu esporte favorito. Muito antes de a Copa de 1990 e do bicampeonato do Vasco em 1989, minha lembrança mais remota no âmbito esportivo foi o primeiro título de Ayrton Senna em 1988, quando tinha apenas 6 anos de idade. De lá pra cá, é certo sentar em frente a TV no domingo de manhã  para acompanhar as transmissões das corridas de F1. 

Mesmo com todo esse fascínio por automobilismo, sempre me senti um pouco "frustrado" por nunca ter assistido uma corrida em um autódromo. Mesmo com o Autódromo de Jacarepaguá aqui "perto" de casa (é uma viagem de cerca de uma hora dentro de dois coletivos), não tive a $disposição$ de assistir as etapas da Fórmula Mundial, Stock Car e Fórmula Truck. Agora, com a demolição de Jacarepaguá, a incerteza da criação do circuito de Deodoro e com a vida agitada, quando que iria assistir uma corrida ao vivo?

Entretanto, uma ideia levantada na 2ª quinzena de agosto mudaria todo esse panorama. Dois amigos do clan Brazil With Lasers, um grupo de discussão sobre automobilismo, tiveram a excelente ideia de marcar um encontro interestadual para assistir as 6 Horas de São Paulo. De início, pensei duas vezes. Mas, com a turma se animando pra ir e com o domingo livre, que mal teria? Fiz minha mochila e parti para, finalmente,  assistir uma corrida ao vivo. E o melhor: de quebra, conhecer Interlagos.

Após cinco horas e meia de viagem, finalmente desembarquei em terras paulistanas. Com uma rápida pesquisa e, sobretudo, contando com a ajuda dos amigos, descobri como se chega em Interlagos partindo do Terminal Tietê.

Trajeto: Estação Portuguesa-Tietê à Estação Autódromo.
• Embarque na  Estação Portuguesa-Tietê sentido Jabaquara. (R$ 3,00)
• Desembarque na Estação Luz e faça transferência para Linha 4-Amarela - Metrô, sentido Butantã. (transferência gratuita)
• Desembarque na Estação Pinheiros e faça transferência para Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) - CPTM, sentido Grajaú. (transferência gratuita)
• Desembarque na Estação Autódromo

Ou seja, a gente anda em três concessionárias diferentes pagando um único valor. É nessa hora que carioca fica assustando quando sai do mundinho do Metrô Rio e sua fantástica malha metroviária e se depara com um sistema bem mais inteligente. Tudo bem que os paulistanos reclamam do sistema deles, tem que melhorar em muitos aspectos sim. Só que, comparando com o Rio de Janeiro, ganha de goleada.

A emoção já começou entre a estação Jurubatuba e Autódromo, pois já dá pra visualizar algumas partes de Interlagos, principalmente a subida da Junção. Estava chegando a hora...

Ao desembarcar, tive o prazer de conhecer três amigos virtuais de longa data: Rodrigo Munhoz, Ismael Raitz e André Tartaglia. Não parecia que estava conhecendo essa galera pela primeira vez. A impressão que tinha é que reencontrava velhos amigos. Essa sensação é única.

Poderia me alongar neste post contando como foi cada segundo das 6 Horas de São Paulo, dos carros que vi no pit walk, das lindas grid girls que estavam presentes no evento, dos xavecos mais pitorescos que a galera mandava para as meninas (aliás, meninas, em Interlagos só tem tarado, preparem-se para toda e qualquer tipo de piada machista), do barulho ensurdecedor de cada carro (menos os da Audi) ou das piadas que sempre surgiam no grupo. 

Prefiro contar o quanto que é gratificante assistir uma corrida ao vivo. De estar ali, presente no momento, de curtir cada segundo. É nessa hora que percebemos que todas aquelas histórias que acompanhamos na TV, como se fossem uma novela, realmente aconteceram. Os personagens, os carros, todo esse sonho que tantos fãs compartilham é real, é de verdade. E não há simulador que substitua isso.

Pontos positivos: assistir uma corrida por seis horas é uma tarefa para os brabos. Portanto, a organização do evento criou um espaço justamente para a galera se entreter, com várias lojas, restaurantes, espaço infantil, exposição de carros antigos e até um show com a banda "Mavericks". Acho que poderiam ter melhorado somente nas lojas que ofereciam suvenires aos visitantes, pois a variedade era bem reduzida. Por exemplo, senti falta de venderem uma camisa com o traçado do circuito de Interlagos.

Pontos negativos: ficamos no Setor A do autódromo, um pouco depois da Curva do Café. Nesse ponto, só há um quiosque de venda de tickets para alimentação, o que achei uma falha gravíssima. A forma com que o povo foi retirado dos pits também foi outro ponto que não me agradou. Achei que poderia ter um pouco mais de tempo para ficar no local e que, principalmente, os seguranças não fossem tão ignorantes. Por fim, a falta de educação de alguns espectadores com as mulheres, que mexiam mesmo com as meninas, mesmo se estavam acompanhadas ou não.

Por fim, fica a dica: se você gosta de automobilismo, não deixe para amanhã o que você pode aproveitar hoje. Gaste um dinheiro e vá para Interlagos. Graças aos meus amigos, tive o prazer de ter um dos melhores dias da minha vida.

Primeira imagem que tive de Interlagos.



Finalmente, representantes de três estados em um Encontro Interestadual do Clan BWL =D
Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina


Uma das belas grid girls do evento. Só menina bonita.



Toyota e Audi: os híbridos da WEC


Fernando Rees: simpático piloto do Corvette C6-R #50, 19º na geral e 6º na classe LMGTE-AM


Exposição de carros antigos
Penske Chevrolet vencedor das 500 MIlhas de Indianápolis de 1993, de Emerson Fittipaldi



A Curva do S é real.



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Biritis


Não esperava que a 50ª cerveja do blog fosse tão especial. Foi mais de um mês aguardando o seu lançamento e, quando tive o prazer de beber, vi que a espera valeu a pena. Não somente por se tratar de uma cerveja, mas sim por se tratar de uma singela homenagem a um ícone do humor brasileiro.

Dezenove anos após a sua morte, Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, um dos Trapalhões, continua aí fazendo sucesso nas redes sociais e nas estampas de camiseta, e agora estampará também rótulos e tampinhas de uma cerveja artesanal, a Biritis, criação de um dos quatro filhos do humorista, o empresário Sandro Gomes, com os sócios e amigos de infância Diogo Mello e Leonardo Costa.

Nesta última segunda-feira (19) tive o prazer de comparecer ao lançamento da cerva. Como se tratava de um evento aberto no Delirium Café (lindo o local, sensacional), fiz o possível para estar presente e garantir algumas ampolas desse diurético (como diria o Mussum no vídeo abaixo), após um dia bem corrido no trabalho, terapia e auto escola. O melhor de tudo é que tive a oportunidade de conversar com o Sandro e o Diogo. Mesmo que fossem poucas palavras, como o tradicional "parabéns pela iniciativa", "que beleza de cerveja" e ouvir do próprio Sandro que era um "cliente VIP" por estar levando cinco unidades, é sempre bom salientar que é muito caro produzir sua própria cerva aqui no Brasil. Malditos impostos...



A foto não ficou legal, mas fica aqui o registro =P

Pois bem, meu relato sobre a Biritis.
Cerveja bem acobreada, com espuma bem curtinha e nada persistente. Nada que atrapalhasse. Muito aromatizada, cativando ao primeiro gole. No sabor, todos lembraram de uma palavra: CACILDIS! Que cerva! Bem maltada, na medida certa, com o lúpulo ficando em segundo plano. Para fechar, ela não é nada gaseificada, ajudando ainda mais na degustação, e o álcool está inserido na medida certa para uma lager.

Conclusão: sinceramente, esse "suco de cevadis" me surpreendeu de uma forma bastante positiva. Tem muita personalidade. Ponto bastante positivo e que, fatalmente, vai cair no gosto da galera. Altamente recomendada! Aliás, como diz no contra-rótulo: “Para de frescuris! Eu quero é dar uma beiçadis!"

Atualizado em 21/12/2013
Houston, we have a problem!! Parece que mudaram a receita da Biritis!!
Pois é, fui apresentar o Hopfen para um amigo e pedimos uma ampolis para 'nóis bebê'. Ao que parece, a Biritis agora apostou numa receita para que ficasse um pouco mais 'comercial'. Agora, ela está mais translúcida e não tão acobreada quanto antes. Aquele sabor de malte e de caramelo, que era a graça da cerva, hoje está bem mais tênue. Digamos que hoje ela está mais 'fácil' de se beber. Uma pena, mesmo com esse primeiro lote fora do padrão de uma vienna lager...

Informações
Biritis
Estilo: Vienna Lager
Álcool: 4,8%
Cervejaria: Brassaria Ampolis
País: Brasil
Comprada em: Delirium Café
Preço: R$ 20,00

Aonde encontrar a Biritis
Saiu em alguns sites na noite de hoje os locais em que essa cerva vai estar disponível para venda. Por ora, parece que será somente no RJ e em SP. A lista você pode conferir no Papo de Bar.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mc Chouffe


Em busca de um bom presente de Dia dos Pais no shopping, passamos em frente a Lidador do Norte Shopping para ver se tinha algo que agradasse 'o velho'. Seria mais um plus para ele, pois já tínhamos comprado dois presentes. Como não achamos a cerveja mais adequada pra ele (o cara só bebe Antarctica), minha irmã resolveu me presentear com a cerveja do anão (em outro post explico, piada interna): Mc Chouffe

Cerva bem escura e turva, com aroma predominante de chocolate. Espuma densa e prolongado. No sabor, além do chocolate, aparece o gosto de café e malte tostado. Álcool na medida certa e pouquíssimo gaseificada.

Conclusão: olha, foi um excelente presente que recebi da minha irmã. Dividimos a garrafa de 330ml e, com meio copo para cada um, suamos feito loucos. Realmente, ela é ideal para se beber no frio. Fica a dica =P

Informações
Mc Chouffe
Estilo: Belgian Specialty Ale
Álcool: 8,5%
Cervejaria: Brouwerij Achouffe
País: Bélgica
Comprada em: Lidador Norte Shopping
Preço: R$ 19,75

Saint Seiya - Soldier Dream (Rodrigo Rossi & YAMA-B)


Ouvindo a música acima me fez relembrar de um passado que jamais voltará.

Todo mundo na infância/adolescência escolhe um programa favorito na TV. Tem sempre aquele que fica marcado na vida de qualquer um. No meu caso, até certa época, meu desenho favorito era Thundercats. Depois da 'invasão asiática' na antiga Rede Manchete, nunca mais quis saber de desenhos ocidentais. Minha preferência passou a ser tokusatsu, super sentai e animes. Até hoje assisto alguns seriados. Por exemplo, revi recentemente Jetman (como é triste o fim da série) e assisti pela primeira vez Gokaiger (uma bela homenagem a todos os Super Sentai). Tem muita coisa pra assistir e me falta é tempo diante todos os compromissos que são impostos na vida de um adulto (imagina se um dia estiver casado e com filhos...)

Agora, algo que assisto fielmente desde 1994 é Os Cavaleiros do Zodíaco. Me lembro da febre que era na época, quando todo mundo saía da escola igual foguete para não perder os episódios. De lá pra cá, muita coisa aconteceu: novas sagas foram criadas, outras histórias foram lançadas no mangá e até um filme foi exibido nos cinemas, isso sem contar nos jogos para Playstation. E hoje, aonde estão os meus amigos que assistiam CDZ comigo? Foi a série que piorou? Eles que 'cresceram'? Aliás, se foi isso, o que é crescer? Responsabilidades sempre aparecerão, mas será que crescer é deixar de gostar de algo que marcou sua adolescência para curtir coisas 'de adulto'? Ou será que simplesmente não puderam amadurecer a admiração pela animação? Enfim, isso é muito subjetivo...

Qualquer dia desses me empolgue e escreva algumas linhas sobre as sagas do anime, comparações com o mangá, um pouco dos dois livros que já foram lançados (sim, CDZ tem livro!!!) etc. 

Nos últimos seis anos, não resisti e iniciei a coleção da linha Cloth Myth que, simplificando a história, é o nome da linha de miniaturas baseada na série lançada pela Bandai em 2003. Em uma outra postagem falarei um pouco mais sobre a minha coleção.

Aliás, acredito que valeria a pena abrir uma parte deste blog só para os itens que tenho do anime aqui em casa. Não é muita coisa, mas gostaria de compartilhar com todos.

Sobre a música: "Sei Toshi Shinwa ~Soldier Dream~", conhecida popularmente pelos fãs como 'Soldier Dream' é uma canção de Hironobu Kageyama, consagrado artista de J-pop e hard rock japonês, que já gravou clássicos como Dengeki Sentai Changeman, Fight! Change Robo, Hikari Sentai Maskman e Cha-La Head-Cha-La (música de abertura de Dragon Ball Z). No Brasil, a versão nacional ficou a cargo de Che Leal.

Yama-B, cantor japonês conhecido por ter sido frontman da banda nipônica de heavy metal Galneryus, convidou o cantor Rodrigo Rossi para uma releitura de Soldier Dream, música que há muito tempo tem uma versão na voz do brasileiro exigida pelos fãs da série e que quase se concretizou na época do lançamento nacional do DVD O Mito dos Cavaleiros Renegados.

Atualmente o novo trabalho do japonês, intitulado Yama-B & Friends, está em fase de produção e terá algumas faixas conduzidas por ninguém menos que Diógenes Lima, tecladista e produtor da banda OPUS V, e que assina toda a produção musical da fase ÔMEGA dos defensores de Atena. A música foi completamente rearranjada pelo produtor, também a pedido de Yama-B, e contará com Lufe Pereira (OPUS V, ex-OFICINA G3) na bateria.


domingo, 18 de agosto de 2013

Delirium Nocturnum


Depois de provarmos a Delirium Red, resolvemos colocar pra gelar a Delirium Nocturnum, cerva que ganhei gentilmente dos amigos Victor, Fábio e Márcio no meu aniversário (admito que não esperava ganhar um presentão desses, que incluiu também A Delirium Tremens e a Hacker-Pschorr Anno 1417).

Como faço com a maioria das cervas, procuro saber um pouco da história da cervejaria ou do rótulo. Encontrei a descrição abaixo no Cervas Clube:

Reza a lenda que em sua fabricação são utilizados cinco maltes e três tipos de leveduras. É uma cerveja de tripla fermentação, com re-fermentação na garrafa.

Delirium Nocturnum significa em latim "loucura da noite", e quando ela começou a ser importada pelos Estados Unidos e Canadá, foi rapidamente expulsa e retirada das prateleiras por causa de seu nome e da lei que proíbe a venda de um produto álcool que incentiva "beber em excesso".

Já adianto a conclusão na descrição: simplesmente espetacular.
Cerva escura, de coloração marrom, com uma espuma bastante densa (também puxando para o marrom). O aroma é bem voltado para o chocolate e malte torrado, mas dá pra notar levemente ameixa. Sinceramente, essa combinação te chama para o primeiro gole, inevitável. No sabor, malte torrado e chocolate. Gaseificada na medida certa e a presença do álcool é mero complemento.

Conclusão: se você gosta de cerveja, não deixe de experimentar a Delirium Nocturnum.

Informações
Delirium Nocturnum
Estilo: Belgian Dark Strong Ale
Álcool: 9,0%
Cervejaria: Huyghe
País: Bélgica
Comprada em: Presente - Victor, Fábio e Márcio (valeu, galera!)
Preço: média de R$ 21,00 nas lojas do ramo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Delirium Red


Se existe uma cerveja que todos me perguntam se já bebi é a Delirium Tremens. Devido a algumas decepções do passado, costumo adiar a degustação dessas cervejas mais top. Entretanto, tive que quebrar essa regra não com a Tremens, mas com a Deliruim Red, que finalmente consegui encontrar a venda. Aproveitei a oportunidade que minhas primas estavam aqui no Rio de Janeiro, compramos algumas trufas e partimos para a degustação.

Inegável reconhecer a beleza da garrafa pintada imitando cerâmica e o charmoso elefante cor de rosa. Na aparência, ela é bem avermelhada, lembra muito vinho. Espuma bem volumosa e persistente. No sabor, fica bem evidente o sabor de cereja. Agora, degustando essa cerveja e comendo algo doce, o álcool fica muito assertivo, deixando ainda mais saborosa.

Conclusão: Deliciosa fruit beer. Sinceramente, se você ver essa cerva a venda, compre no mínimo umas duas garrafas, vá na cozinha, prepare alguma comida doce a base de chocolate ou de morango e faça a festa. Valeu cada centavo investido.

PS: a única nota negativa para o dia foi com a minha prima, que tem alergia a camarão e, ao beber essa cerva, ficou com as mãos inchadas e o rosto todo vermelho.

Informações
Delirium Red
Estilo: Fruit Beer
Álcool: 8,5%
Cervejaria: Huyghe
País: Bélgica
Comprada em: Lidador Norte Shopping
Preço: R$ 19,00

sábado, 10 de agosto de 2013

Eisenbahn 5 Anos


Em uma quarta-feira que prometia ser monótona, devido a uma reunião das brabas na empresa, eis que a turma resolve almoçar em um lugar que não conhecia no Centro: Al-Farabi. Todo mundo olhando o cardápio de cor preta, procurando sua refeição. Eu, obviamente, tava de olho no cardápio vermelho, o das cervejas.

Marotamente, no fim do expediente, retornei ao local para degustar a Eisenbahn 5 Anos.

Lançada em 2007, para comemorar os 5 anos da "autêntica cerveja de Blumenau", a Eisenbahn 5 Anos era pra ser edição limitada. Mas parece que mudaram de ideia. Graças a Deus!

Admito que, pelo rótulo, é uma cerva que não convida. Mas, ao colocar no copo, dá a entender o porquê das cores escolhidas, pois a cerva é de um âmbar bem intenso. A espuma não tem muita duração. Nada que faça mudar o resultado final. No sabor, se destaca o lúpulo, bem assertivo para o estilo e bem saboroso, convidando sempre para um próximo gole.

Conclusão: fora o rótulo, que não curti mesmo (muito aquém para uma cerveja comemorativa), foi uma grata surpresa conhecer essa cerva. Para uma 'simples' lager, se destaca perante as demais. Não deixe de provar, sucesso garantido.

Informações
Eisenbahn 5 Anos
Estilo: Amber Lager
Álcool: 5,4%
Cervejaria: Cervejaria Sudbrack
País: Brasil
Comprada em: Al Farabi
Preço: R$ 12,00

sábado, 3 de agosto de 2013

Backer 3 Lobos Exterminador



Até pouco tempo atrás, não gostava de chá. Com exceção de erva mate, nada me agradava. Nada mesmo.  Até que, em um retiro do Grupo Jovem da Paróquia Santo Afonso (se não me falha a memória, foi no Refúgio de Nossa Senhora das Graças, em Teresópolis), fazia um frio de congelar e nos foi servido chá de capim limão. Desde então, sempre que posso, vou lá na Mundo Verde e faço umas compras para me abastecer desse chá.

O mais bacana é que, tempos depois, soube que o capim limão possui propriedades calmantes e antidepressivas, justamente em uma fase em que estava com pensamentos a mil e com zilhões de atividades profissionais pendentes. Ou seja, o hábito de beber chá de capim limão veio na hora certa.

Mas por que estou falando de chá se esta publicação é sobre cerveja?
Simples: descobri que a Cervejaria Backer tinha uma cerveja de capim limão!
Então, mais uma vez voltando pra casa, fiz uma nova visita no Il Piccolo Café e provei a 3 Lobos Exterminador.

Cervejaria Backer
Tudo começou com o sucesso do chopp Backer, lançado na  inauguração da churrascaria Porcão de Belo Horizonte. A grande aceitação que a receita do chopp artesanal teve, levou à produção da cerveja Backer, a primeira cerveja artesanal do estado de Minas, originária da Serra do Curral. Aposta dos irmãos Halim e Munir Khalil, a companhia chegaria ao mercado mineiro em Outubro de 2005.

A começar, é uma cerveja de trigo, o que já me animou um bocado. Como toda cerveja da Backer, o rótulo é um espetáculo a parte. A cerva em si é bem amarelada e com espuma bem persistente. No aroma, capim limão puro. No sabor, dá pra notar facilmente o sabor do trigo e o amargor bem característico do capim-limão, além do lúpulo.

Conclusão: cerveja bem refrescante. No calor, desce fácil. Muito boa. Agora, para quem está começando a degustar cervejas, não sei se seria uma boa começar por esta, a não ser que você goste muito de chá de capim limão.

Informações
3 Lobos Exterminador
Estilo: American Wheat/Rye
Álcool: 4,5%
Cervejaria: Cervejaria Backer
País: Brasil
Comprada em: Il Piccolo Café
Preço: R$ 17,80

Colorado Vixnu


Segundo rótulo que degustamos da Cervejaria Colorado. Após experimentarmos a Cauim, chegou a hora de provarmos a Colorado Vixnu, sempre muito bem recomendada.

Cervejaria Colorado
Fundada em 1995, a Cervejaria Colorado se orgulha em manter viva e ao mesmo tempo renovar a antiga tradição cervejeira da cidade de Ribeirão Preto. Em nossa fábrica o toque do mestre-cervejeiro e a rigorosa seleção das melhores matérias-primas se unem para proporcionar aos apreciadores da boa cerveja uma gratificante e original experiência. Toda água utilizada na fabricação da Cerveja e do Chope Colorado é captada do aquífero Guarany, uma das maiores e mais puras reservas de água doce do mundo.
Em julho de 2015, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) confirmou a compra da cervejaria artesanal Colorado, deixando todos do segmento de cabelos em pé. Afinal de contas, a Colorado sempre foi considerada como uma das maiores microcervejarias do país.

Na curiosidade, resolvi procurar na internet a história dessa cerva e encontrei um texto bem bacana no site da Brejas, que envolve tanto a mudança de nome, quanto a escolha do rótulo.

Vixnu é uma divindade hindu responsável pela manutenção do Universo, formando uma tríade juntamente com os deuses Shiva e Brahma.

Esse foi o nome escolhido pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, para a então Double Indica, cerveja hiperlupulada que já apareceu esse ano em alguns bares de cervejas especiais, como o Bar Brejas. Com potência alcoólica de 10,5% ABV, a breja é do estilo imperial india pale ale, e promete ser o nirvana dos lupulomaníacos. No novo rótulo, por sinal, Vixnu aparece em meio a um jardim de lúpulos.



O rótulo, que ainda está em fase de revisão, foi desenhado pelo designer cervejeiro americano Randy Mosher, que já havia assinado os demais rótulos da cervejaria paulista. A referência à Índia para retratar o estilo já havia sido usada na forma de gravura do templo hindu Taj Mahal na Colorado Índica. Alguns dias depois, a assessoria de marketing da Cervejaria Colorado disponibilizou um segundo estudo do rótulo da Vixnu.

Para agradar gregos e troianos, a Colorado desenvolveu o rótulo definitivo, que é muito agradável, diga-se de passagem. De todas garrafas que tenho na coleção, essa é uma das mais bonitas.


Pois bem, trata-se de uma cerveja muito lupulada (bem amarga), com espuma de certa persistência. No aroma, impera o maracujá e abacaxi (esse bem de leve mesmo). No sabor, o malte realmente fica pra escanteio, ficando somente o gosto do maracujá e do lúpulo. Ah sim: por mais que a cerva tenha 9,5% de teor alcoólico, mal da pra perceber no conjunto da obra.

Conclusão: De boa mesmo? Trauma superado com cervejas lupuladas. A Colorado Vixnu é uma senhora cerva, digna de estar em qualquer geladeira. Totalmente excelente!


INFORMAÇÕES
Colorado Vixnu
Estilo: Imperial / Double IPA
Álcool: 9,5%
Cervejaria: Cervejaria Colorado
País: Brasil
Comprada em: Supermercado Super Prix
Preço: R$ 15,00